08/12/2025
Essa frase não é sobre moda. É sobre vida.
É sobre ter coragem de remover o excesso, o barulho, o acúmulo que entregam nossas carências mais do que nosso estilo.
Coco Chanel sabia exatamente o que estava dizendo. Ela nasceu pobre, foi abandonada pela família e criada em um orfanato das freiras de Aubazine. Ali, entre disciplina e silêncio, ela aprendeu duas coisas que marcaram sua estética e sua psique: simplicidade e substância.
Quando virou costureira, depois cantora de cabaré e, finalmente, estilista, ela carregou uma verdade que pouca gente sustenta: a força não está no excesso está no essencial.
Ela ousou cortar o cabelo curto quando isso era impensável. Rasgou o corset que esmagava mulheres por séculos. Trouxe o preto para o cotidiano. Redefiniu o feminino com linhas limpas, diretas, livres.
Chanel era diferente e ela sustentava isso com uma firmeza que incomoda até hoje.
O excesso, ao contrário, é a estética da insegurança. Ele sempre revela o que tentamos esconder.
O gesto de “tirar algo antes de sair” é psicológico:
— Tire a necessidade de provar.
— Tire a urgência de agradar.
— Tire a fantasia de perfeição.
— Tire o peso que não é seu.
— Tire o que é só barulho.
Sou fã da Coco Chanel vi seus filmes, estudei sua história e até visitei o lugar onde ela morava em Paris (Place Vendome) Chanel transformou dor em identidade, tirou excessos para revelar essência e sustentou sua singularidade num mundo que tentava silenciá-la. E isso é exatamente o que fazemos no autoconhecimento e na terapia: remover o que pesa, desmontar camadas criadas pela carência e lapidar quem realmente somos. No fim, esse é o verdadeiro luxo: viver só com o essencial sem ruído, sem excesso, só você, inteira.