Psicóloga Jaqueline Alba

Psicóloga Jaqueline Alba Psicóloga Clínica - Abordagem Psicanalítica

Que não nos deixemos levar tanto a ponto de não perceber a vida vibrando ao nosso redor.
18/03/2025

Que não nos deixemos levar tanto a ponto de não perceber a vida vibrando ao nosso redor.

07/02/2024
SublimaçãoLembro que o primeiro contato que tive com o conceito de sublimação foi na faculdade em uma das aulas da disci...
23/01/2024

Sublimação

Lembro que o primeiro contato que tive com o conceito de sublimação foi na faculdade em uma das aulas da disciplina de psicanálise, que estudava os destinos da pulsão.
O conteúdo me causou interesse, desde aquele dia venho aprendendo sobre esse conceito complexo.

Mas o que é sublimação?

Do ponto de vista da química, a sublimação é uma passagem direta do estado sólido para o gasoso, sem passar pelo estado líquido.
Para a psicanálise, sublimação é um dos destinos da pulsão, e consiste no processo de desvio das forças pulsionais se***is para um alvo não sexual, em atividades socialmente valorizadas como a arte, a ciência, o esporte, o humor, a pesquisa científ**a etc, ou seja, passar de um estado para outro.

Sublimação vem e vai. Por vezes f**a, faz morada, encontra algum destino.
Outras vezes, alivia. Outras, ainda cansa.
Não é possível se ter controle sobre a sublimação, e também não é possível que todos nossos conflitos sejam sublimados.

Entre todas as coisas que possa ser a sublimação: é também força. Uma força que quer atravessar, que precisa sair, escoar, encontrar lugar para se aliviar quando as coisas f**am difíceis. Das saídas que o aparelho psíquico encontra para lidar com essa força, ainda me parece que é a que tem mais possibilidade de criação e transformação.

Pode ser lindo, triste, acolhedor, apertado, prazeroso ou desprazeroso.
Acabado ou inacabado. Sinuoso ou linear.
Ahhh! Pode ser tudo. Tudo que o autor quiser.

É lindo o que se pode criar quando se pode sublimar. Difícil por vezes, e para a parte difícil, se tem a análise/terapia.

E essa busca por ideais, o que te exige? o que te custa?
04/05/2023

E essa busca por ideais, o que te exige? o que te custa?

Metáfora do PEIXE ASSADO Certa vez li sobre um texto, que se chama a “Metáfora do Peixe Assado”, existem várias versões ...
15/08/2022

Metáfora do PEIXE ASSADO

Certa vez li sobre um texto, que se chama a “Metáfora do Peixe Assado”, existem várias versões dessa metáfora.

A versão da metáfora que conheço é assim:
Certa família fazia um peixe assado delicioso cuja receita passava de geração a geração. Um dia, a filha pergunta à mãe por que a calda, e a cabeça eram cortadas. Ela, sem pensar no assunto, responde que o prato sempre foi feito deste jeito. Intrigada, a moça decide verif**ar com a bisavó. A resposta? “Na minha época o forno era menor, precisávamos cortar para caber”.

Pois é. Não havia mais motivo para o corte, o que houve era uma necessidade – que já passou.

A mensagem dessa metáfora também pode ser pensada, resumidamente sobre: NÃO continuar reproduzindo comportamentos sem REPENSÁ-LOS.

Trazendo para o campo da saúde mental às vezes me questiono: Por que estou fazendo isso? De onde surgiu esse sentimento, e por vezes me lembro dessa metáfora.

E ai quantas caldas e cabeças de peixe você já cortou sem pensar?

Não é tarefa fácil mudar.

Cada um, por si só, é que poderá ser capaz de encontrar suas respostas, e ser seu próprio agente de mudanças.

Figura: Aldemir Martins - Peixe Azul

Certa vez, em uma sessão, ouvi esse relato de um adolescente beirando seus 16 anos: “... tinha que resolver, me livrar d...
05/08/2022

Certa vez, em uma sessão, ouvi esse relato de um adolescente beirando seus 16 anos:

“... tinha que resolver, me livrar daquilo (... } apesar de serem cortes profundos eu não sentia dor...”

Mas por qual motivo alguém inscreve marcas em seu próprio corpo?

Não necessariamente apenas os adolescentes, podemos pensar na grande ameaça psíquica vivida pelo sujeito que apenas consegue descarregar os afetos que ameaçam desta forma: sem palavras, pela dor.

A maioria dos adolescentes se fere porque está tentando se sentir melhor e não consegue encontrar outra forma de lidar com o sofrimento. A automutilação os ajuda, pelo menos momentaneamente, a reduzir o nível de tensão interna, uma vez que exterioriza e autentica uma dor interior, antes não palpável e invisível.

E foi a partir do convite para falar de suas marcas que se abriu outra possibilidade de signif**ar seus cortes, e dar um destino para aquilo que antes era só angústia.

O corpo é, assim, o primeiro meio de contato com o mundo, mesmo antes de existir um Eu, ou seja, o corpo preexiste ao Eu. A pele, tecido orgânico que dá sustentação ao corpo, expressa as funções de proteção.
(Freud, 1914/1996).

Hoje é dia dele! O fundador da psicanálise, nosso querido Freud! Fonte de inspiração, Freud é lido até hoje pela relevân...
07/05/2021

Hoje é dia dele! O fundador da psicanálise, nosso querido Freud!
Fonte de inspiração, Freud é lido até hoje pela relevância e consistência de sua obra, desbravador e grande estudioso do universo do inconsciente, da sexualidade, do aparelho psíquico, das pulsões, das condições psicopatólogicas, do fenômeno das massas sociais...Ler Freud é refletir sobre a existência humana em seus diferentes aspectos.

Ler Freud é falar de continuidade, de subjetividade, de vínculos, de afetos e principalmente de muito amor! Amor de quem o lê, amor de quem cuida, amor que cura.

" Pode-se-ia dizer que a cura [psicanalítica] é essencialmente efetuada pelo amor".

FREUD 165 ANOS!

Não há nada escrito na natureza que oriente completamente o sujeito nas suas escolhas e opções. O que existe é um corpo ...
22/01/2021

Não há nada escrito na natureza que oriente completamente o sujeito nas suas escolhas e opções. O que existe é um corpo tomado por essas forças, que são as pulsões, e que, muitas vezes, podem trabalhar no sentido avesso áquele que aparece como necessário do ponto de vista instintivo. Como ninguém sabe muito bem o que se passa com seu corpo, e podemos recorrer a essa espécie de máquina que funciona para dar sentido a tudo e que Freud chamou de “inconsciente”.
Nossa clínica é testemunha do pânico em que alguém pode entrar, quando tem sensações prementes em seu corpo e que não sabe interpretar, tais como taquicardia, tremores e sudorese, ou quando sente o sufoco da angústia no peito. Esse alguém vem até nós, então, queixar-se dessas sensações “estranhas” que lhe atingem o corpo, muitas vezes á sua revelia e sem motivos aparentes, e a clínica analítica intervém para demonstrar, nessa “estranheza”, por exemplo, a presença do inconsciente. E mesmo circunstâncias bem mais comuns do que o pânico e, muitas vezes, consideradas desejáveis, podem despertar, no corpo, acontecimentos que um sujeito não sabe como explicar.
O corpo não se reduz á natureza; a mínima experiência qualificável como humana é perpassada pela linguagem e o homem procura não apenas dar sentido ao mundo, mas, através da linguagem constrói seu mundo e seu próprio corpo.

FELICIDADE E SINTOMA: ensaios para uma Psicanálise do Século XXI.

Imagem:

Em clínica nos deparamos com discursos muitas vezes envergonhados que remetem a lembranças infantis, onde o sujeito se d...
16/11/2020

Em clínica nos deparamos com discursos muitas vezes envergonhados que remetem a lembranças infantis, onde o sujeito se depara com suas memórias e surpreende-se, pois, sente que tais sentimentos não deveriam fazer parte do discurso adulto. As lembranças em si parecem ser irrelevantes porque, na verdade, o valor da lembrança não se limita em torno do próprio conteúdo, mas vive e reside no vínculo que esta lembrança possui com algum outro conteúdo, para o inconsciente não existe espaço, ordem ou tempo.

A criança que fomos um dia permanece em nós, seus traços se encontram fixados em nossa memória e revestidos de especial vivacidade.  

A psicanálise não trabalha com o passado, e sim trabalha para ressignif**ar este passado que se encontra muitas vezes atravessado na história do sujeito.

O Setembro Amarelo é uma campanha de conscientização sobre a prevenção do suicídio, com o objetivo direto de alertar a p...
15/09/2020

O Setembro Amarelo é uma campanha de conscientização sobre a prevenção do suicídio, com o objetivo direto de alertar a população a respeito da realidade do suicídio no Brasil e no mundo e suas formas de prevenção.

O suicídio é um fenômeno complexo, multifacetado e de múltiplas determinações, que pode afetar indivíduos de diferentes origens, classes sociais, idades, orientações se***is e identidades de gênero.

Diante de uma pessoa sob risco de suicídio, o que se deve fazer?

• Encontre um momento apropriado e um lugar calmo para conversar com essa pessoa. Deixe-a saber que você está lá para ouvir, ouça-a com a mente aberta e ofereça seu apoio.

• Incentive a pessoa a procurar ajuda de profissionais de serviços de saúde, de saúde mental, de emergência ou apoio em algum serviço público. Ofereça-se para acompanhá-la a um atendimento.

• Se você acha que essa pessoa está em perigo imediato, não a deixe sozinha. Procure ajuda de profissionais de serviços de saúde, de emergência e entre em contato com alguém de confiança, indicado pela própria pessoa

• Fique em contato para acompanhar como a pessoa está passando e o que está fazendo.

Onde buscar ajuda para prevenir o suicídio?

CAPS e Unidades Básicas de Saúde (Saúde da família, Postos e Centros de Saúde).

UPA 24H, SAMU 192, Proto Socorro; Hospitais

Centro de Valorização da Vida – 188 (ligação gratuita)

Fonte: Ministério da Saúde

Por diversas vezes eu já ouvi amigos, conhecidos e familiares falarem que queriam agendar uma sessão de psicoterapia com...
19/03/2020

Por diversas vezes eu já ouvi amigos, conhecidos e familiares falarem que queriam agendar uma sessão de psicoterapia comigo e até mesmo afirmarem que não faria terapia se não fosse comigo. Bem, quando isso acontece meu posicionamento é sempre o mesmo: eu falo que psicólogo não pode atender parentes e amigos. Mas, será mesmo que não pode?

Não há no Código de Ética do psicólogo um veto sobre esse tipo de atendimento. Assim, f**a a cargo do profissional de psicologia definir se atende ou não um familiar ou amigo, pois se não há cláusula proibindo, não existe comportamento antiético profissional.

No entanto, apesar de não existir o veto, na classe existe um consenso em decorrência do que foi e é produzido cientif**amente em uma determinada linha da Psicologia, que presa pela neutralidade do psicólogo em relação ao paciente a fim de evitar que ocorra influência na análise realizada pelo profissional ao longo do terapia. Isso acontece porque nas sessões o psicólogo necessita pesquisar a fundo a história do cliente, seus problemas atuais, suas crenças, pensamentos, sentimentos, etc. e parte disso pode acabar sendo influenciado pelo conhecimento prévio que o profissional tem do cliente, ou seja, as lentes que ele utiliza para entender o caso pode parecer embaçada e ele não compreender ao certo o que se passa com o paciente, fazendo uma análise rasa das questões trazidas. Da mesma forma, um paciente que conhece o psicólogo pode não aceitar determinadas atividades, assim como, a própria análise que o profissional realizou.

Separar conteúdos que temos sobre conhecidos durante as sessões de psicoterapias demanda um trabalho tão profundo que a maioria de nós psicólogos preferimos não correr o risco de algo dar errado e assim decidimos não atender conhecidos, ou seja, não arriscar.

Porém, respondendo a pergunta do título deste texto, o psicólogo pode sim atender conhecidos se ele quiser e cabe a ele avaliar a pertinência de tal prática, os riscos envolvidos e decidir se atende ou não.

Endereço

Avenida Tiradentes, 40 Sala 906
Erechim, RS

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