29/12/2025
Encerrando mais um ano.
Último domingo do ano.
Um ano intenso, atravessado por desafios, obstáculos e, também, por incontáveis bênçãos.
Uma agenda cheia, uma fila de espera que fala de esperança. Famílias que chegam carregando dúvidas, medos e inseguranças, em busca de caminhos possíveis para o desenvolvimento de seus filhos. E, ao mesmo tempo, famílias que se despedem com o coração aquecido, celebrando conquistas, autonomia e crescimento — levando consigo a certeza de que, se precisarem, este espaço continuará aqui.
E entre chegadas e partidas, aqui estou eu.
Neste lugar que um dia foi sonho e hoje é acolhimento, escuta e cuidado.
Ao final de cada dia, levo comigo aprendizados, sorrisos, pequenas grandes conquistas… e também as preocupações legítimas de quem cuida do desenvolvimento de um pequeno ser humano. Um trabalho que exige olhar para a criança — e não apenas para o diagnóstico —, acolher as famílias, respeitar o tempo de cada processo e compreender que nem sempre haverá evolução visível.
Cuidar de crianças é conviver com incertezas diárias.
É equilibrar técnica e sensibilidade.
É não exigir além do possível.
É permanecer.
É amar.
Quero sempre poder olhar para trás e reconhecer que, mesmo nas dúvidas, eu cuidei. Que fui humana. Que respeitei histórias. Que acreditei, mesmo sem garantias. Que ajudei a transformar aquilo que não aparece nos relatórios: o medo em possibilidades, a tensão em segurança, a desorganização em tentativas, o corpo rígido em um corpo que experimenta.
Aos meus pequenos, reafirmo: não estou aqui para “consertar” movimentos, mas para facilitar experiências.
Às famílias, seguimos juntos, respeitando tempos, limites e singularidades.
Que 2026 nos encontre ainda mais próximos, com presença, vínculo e cuidado. 🤍
Com carinho,
Tia Lú. 🩵