Psicóloga Ana Paula Bertotti

Psicóloga Ana Paula Bertotti Consultório de Psicologia e Psicanálise Ana Paula Bertotti, Psicóloga, CRP 07/18693. Especialista em Psicoterapia Psicanalítica.

Credenciada pelo Tribunal de Justiça como perita. Profissional que realiza atendimentos psicoterápico individual à adultos e adolescentes pelo viés da psicanálise. Trabalha atendendo às necessidades e demandas de cada paciente dentro de sua especificidade e individualidade, possibilitando o autoconhecimento e transformação da historia atual.

Assim como regar uma plantaA vida também é uma plantinha que se regaPorque tem haver com aposta, continuidade, presença,...
04/05/2026

Assim como regar uma planta
A vida também é uma plantinha que se rega

Porque tem haver com aposta, continuidade, presença, espera, implicação...

Ela não vem definições prontas, vem com riscos:
às vezes ela tem praga,
filha murcha
falta de adubo.

E aí você olha pra essa plantinha-vida e analisa o que ela está precisando para poder continuar a florecer!

Esse olhar, esse cuidado
É a implicação
É estar na vida sem se colocar do lado de fora

A vida é um campo vivo,
com desencontros, cansaços, repetições… e ainda assim, você decide continuar a apostar nisso.

Tudo isso só se sustenta quando você também se inclui nessa cena,
não só como quem rega,
mas como quem existe ali com desejo próprio diante da plantinha, como parte central para o florecer.

A vida não é o resultado, é movimento!

viver implicado (a) é aceitar que a vida não se revela antes
ela se revela no ato,
com todo o prazer e desprazer
de estar vivo!

30/04/2026
Um excesso interno que não encontra tradução possívelNo "cérebro" um emaranhado caótico, sem bordas, sem organização sim...
07/04/2026

Um excesso interno que não encontra tradução possível

No "cérebro" um emaranhado caótico, sem bordas, sem organização simbólica suficiente. A boca fala o mínimo, se defende. Um abismo entre a intensidade do vivido e a possibilidade de dizer.

O sujeito recua. Não porque não tenha o que dizer, mas porque há “demais” para dizer.

isso cria um descompasso. E é justamente no "deixa pra lá" que algo importante pode existir❤️

Ao longo da minha atuação como psicóloga perita, já estive implicada em mais de uma centena de processos judiciais. À pr...
02/04/2026

Ao longo da minha atuação como psicóloga perita, já estive implicada em mais de uma centena de processos judiciais. À primeira vista, esse número pode sugerir apenas volume de trabalho, mas, na prática, ele marca um percurso.

Cada perícia não se reduz a um procedimento técnico repetível. Trata-se, antes, de um encontro com uma história, com um conflito, com versões em disputa e, muitas vezes, com o sofrimento que escapa às narrativas formais do processo. Ao atravessar diferentes casos, o que se acumula não é apenas experiência, mas um refinamento progressivo da escuta, da escrita e da própria posição enquanto perita.

Se, no início, havia um esforço maior em sustentar o método, compreender os limites da função e responder de forma adequada às demandas judiciais, com o tempo essa prática vai se transformando. A técnica deixa de ser um apoio externo e passa a operar de forma mais integrada, permitindo maior liberdade para escutar o que, em cada caso, se apresenta como singular.

Mais do que responder a quesitos, a atuação pericial exige sustentar uma posição ética diante do que não é evidente, do que é contraditório e, muitas vezes, do que não se deixa concluir de forma simples. E é justamente nesse ponto que a experiência faz diferença: não como garantia de respostas mais rápidas, mas como condição para tolerar melhor a complexidade sem recorrer a simplif**ações.

Ter atuado em mais de 100 processos não signif**a saber tudo, nem eliminar dúvidas. Pelo contrário, muitas vezes amplia a percepção sobre o quanto cada caso escapa a modelos prontos. O que se constrói, então, não é uma prática automatizada, mas uma posição mais consistente diante do trabalho, uma forma de sustentar a escuta, mesmo quando não há respostas imediatas.

Assim, o número deixa de ser um indicador de quantidade e passa a marcar um percurso de elaboração. Um percurso em que cada caso, longe de ser apenas mais um, participa da construção de uma prática que se torna, ao longo do tempo, mais ética, mais precisa e mais implicada.

A psicanálise não parte da ideia de “ensinar alguém a viver melhor” no sentido moral, nem de corrigir uma vida “errada”....
19/03/2026

A psicanálise não parte da ideia de “ensinar alguém a viver melhor” no sentido moral, nem de corrigir uma vida “errada”. Ela também não promete uma versão mais sábia, mais elevada ou mais bem resolvida da existência. Não é um manual de como viver bem.

Quando alguém entra em análise, aos poucos vai deixando de viver totalmente colado em repetições que não entende. Aqueles movimentos meio automáticos: escolher sempre o mesmo tipo de relação, cair nos mesmos impasses, sofrer pelos mesmos pontos e, muitas vezes, sem saber por quê.

Nesse sentido, existe uma certa “estupidez”, mas não como falta de inteligência. É mais como uma espécie de cegueira para o próprio desejo. O sujeito age, repete, se enrosca… sem saber o que está em jogo ali.

A análise não elimina isso completamente, até porque ninguém vira totalmente lúcido sobre si mesmo. Mas ela pode produzir um deslocamento importante.

LevezaNão é que eu tenha aprendido o caminho.É que deixei de exigir o mapa.Antes, a vida parecia me exigir garantia,um c...
11/01/2026

Leveza

Não é que eu tenha aprendido o caminho.
É que deixei de exigir o mapa.

Antes, a vida parecia me exigir garantia,
um chão firme.
Eu só pisava depois de medir,
calcular,
prever.
Parecia o certo a ser feito, mesmo com um custo alto de ansiedade, angústia, paralisia.

Hoje, o medo não cedeu
A dúvida ainda me dá seu aceno.

Mas, entendi que não é sobre ter respostas,
acertar,
ou dar conta.
Viver não é fechar o sentido.
É sobre ocupar um lugar onde o ar passa.
Um intervalo. Entre a pergunta e a resposta.

Há dias em que não sei.
Há palavras que não saem como eu imaginei.
Há silêncios que não pedem conserto.

Posso errar sem me punir.
Posso parar sem justif**ar.
Posso não salvar
e, ainda assim, continuar.

Posso não vigiar o tempo.
Não antecipar o desastre.
Posso deixar que a vida aconteça
sem que eu esteja sempre de prontidão.

É estranho no começo.
Dá um vazio,
um vazio vivo
que abre espaço.

E nesse espaço,
a vida f**a mais bonita de se viver.
Não porque ficou fácil,
mas porque eu fiquei mais inteira nela.

Não é sobre ter certezas.
É sobre habitar a própria existência
com menos peso e mais verdade.

E isso basta.

05/01/2026

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