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ADVERSIDADE – PROBLEMAS COM AMIGOS E ESCOLA - SÍNDROME DAS CRIANÇAS SEM OLHO NO OLHO. Psicóloga Rosilene Lima fala sobre...
15/10/2018

ADVERSIDADE – PROBLEMAS COM AMIGOS E ESCOLA - SÍNDROME DAS CRIANÇAS SEM OLHO NO OLHO.

Psicóloga Rosilene Lima fala sobre as perdas relacionadas a amizades, escola. O texto continua a falar sobre a resiliência frente as dificuldades encontradas por crianças e adolescentes. FAZ SIGNIFICATIVO ALERTA SOBRE A IMPORTÂNCIA DO OLHAR E ESCUTA AOS FILHOS.

A convivência com amigos, colegas e professores é fundamental para o desenvolvimento da criança e do adolescente, nessas fases aprendem a conhecer o mundo extrafamiliar já possuindo comportamentos e formas de reação próprias, o que influenciará sua postura em relação às outras pessoas. A vivência de amizade pode ser tanto uma forma de reafirmar a identidade, quanto possibilidade de questionamento de pontos de vista apresentados e entendidos como verdades, a amizade possibilita enxergar os acontecimentos de diferentes perspectivas.

Mas quando há uma perda de uma amizade, como lidar com isso? Bem provável que possa provocar mudanças signif**ativas e não só na vida do adulto como também das crianças e dos adolescentes. A tendência é pensar que a amizade ou que algumas pessoas serão para a vida toda, não se pensa em perdas, são fases que ainda não está formado o entendimento de que pessoas entram e saem de nossa vida, ainda não têm a clareza de que encontraram pessoas sinceras, outras nem tanto, que circunstancias e escolhas levam as pessoas para caminhos diferentes. Separar-se de amigo próximo por traições, brigas, mudanças de cidade ou morte acabam por trazer sofrimentos, embora não alterem a resiliência do adolescente, pode estimular o uso de bebidas e dr**as, problemas psicológicos, baixa autoestima ou envolvimento com formas de violência. A quebra deste tipo de relações pode provocar uma sensação de traição, de desilusão, de revolta e uma série de profundos sentimentos, “como se não houvesse a expetativa que aquela pessoa pudesse ser perdida da sua vida”.

Problema de relacionamento com colegas de escola é outra fonte de estresse e sofrimento, assim como, para alguns adolescentes há a necessidade de ser bem-sucedido na escola, ser o “melhor” da turma. Para muitos, tirar notas ruins ou ser reprovado pode provocar angústia e sentimento de incompetência, lembrando que muitas vezes o aluno não é o único responsável por fracassar na escola. Situações onde envolve a escola e a família também podem ajudar a dificultar o desempenho escolar.
A escola pode também se tornar um grande problema quando se torna um local desagradável, injusto e inseguro. Os problemas na escola não diminuem o potencial de resiliência dos jovens, mas aqueles que passam por mais dificuldades escolares tendem a buscar envolvimento com álcool, dr**as, dificuldades de relacionamento, como também tendem a desafiar as regras sociais, sofrem mais problemas psicológicos e podem apresentar maior baixa autoestima.

Ao pensar na tristeza das e crianças e dos adolescentes surgem muitas perguntas, dúvidas, medos e certo espanto. Afinal, são fases da vida que deveriam ser mais leves, apesar das incertezas, inseguranças e descobertas com o amadurecimento, “ANTES DE QUALQUER TRISTEZA, É PRECISO REAVALIAR A FRAGILIDADE DOS LAÇOS FAMILIARES ATUAIS E CONTEXTOS DE VIDA EM QUE ESTÃO INSERIDOS”.

O amadurecimento de uma criança e do adolescente não depende somente da idade cronológica, alguns amadurecem mais cedo, outros mais tarde e outros no período considerado “adequado” frente ao seu desenvolvimento. A vida reserva a todos, momentos de acertos e desacertos, muitas vezes, mesmo agindo para que tudo ocorra bem, estamos sujeitos a inevitáveis tropeços. No entanto, há dois caminhos: CULTIVAR O SOFRIMENTO OU LUTAR PARA SUPERÁ-LO, essa dualidade faz parte da criação dos filhos. Não há uma receita pronta, única e garantida, mas certamente o desafio é grande.

Percebe-se que de certa forma os pais estão perdendo a proximidade com os filhos o que pode favorecer para que percam essa referência, assim como pode ser transferida a terceiros, seja do mundo real ou virtual. “ O enfraquecimento desse laço pode fazer desaparecer um pouco a figura representativa do pai e da mãe. Certamente dificulta estabelecer a autoridade e autonomias necessárias para o desenvolvimento dos filhos”.

“Vivemos uma síndrome das crianças sem olho no olho. Consequência dos pais que não têm tempo para conversar, o que é próprio da vida moderna. O papel da escola é fazer um contraponto em relação às redes sociais e a grande mídia diante de uma geração sem planejamento, sem projeto de vida. Definitivamente é necessário estar próximo aos filhos, saber ouvi-los, tirar suas dúvidas, impor limites, dar liberdade e apoiá-los. REALMENTE UM DESAFIO.

Próximo texto: PROTEÇÃO E AFETO COMO VENCER OS DESAFIOS, o objetivo é continuar a trazer sobre a resiliência (capacidade que cada pessoa possui em lidar com as dificuldades). Até breve...

Rosilene Lima é psicóloga no Abrigo de Menores de Arroio do Meio - AMAM e Consultório Particular/sócia diretora/Clínica Protógenes da Cunha Nunes - Pediatria e Psicologia; especialista em Avaliação Psicológica, titulada para Capacitação de Psicólogo Examinador Perito de Trânsito. Assina esta coluna semanalmente. Caso tenha sugestões, críticas ou perguntas, mande e-mail para sugestao.coluna@gmail.com
CONTATOS: 9 8189 9510 – 3712 1334

15/10/2018

ADVERSIDADE E RESILIÊNCIA NA FAMILIA



Conforme textos anteriores venho abordando sobre adversidades e como os filhos se mostram capazes de lidar com isso. As dificuldades acompanham o ser humano em todas as fases do ciclo vital, entretanto, para algumas pessoas pode ser complicado lidar com tais situações. Considerando a importância em abordar sobre FAMÍLIA, trouxe para a coluna dessa semana o tema ADVERSIDADE NA FAMÍLIA.

Os pais ou a quem cumpre este papel, são fundamentais para equilibrar as dificuldades que os filhos venham a enfrentar nas diversas fases de vida, desde o nascimento até a vida adulta, ainda, após a vida adulta certamente encontra-se diversas senão muitas situações que podem ser fatores contribuintes para desorganização, ademais, percebe-se que as famílias, cada vez mais, são caracterizadas por uma crescente diversidade nos padrões de estrutura, s**o, cultura, orientação sexual, classe e ciclo de vida, tendo sido percebidas variadas formas familiares, passando regularmente por mudanças.

As famílias têm recursos variados para se deparar com diferentes tipos de desafios da vida, ou seja, (uma crise, um trauma ou uma perda); com as transições destrutivas (por exemplo, uma migração, divórcio, recasamento), ou com estresses crônicos, tais como uma doença, ou a inabilidade séria, e com condições de pobreza, vulnerabilidade e desigualdade.

Conforme mencionado, muitas são as adversidades e fatores de estresse que podem ser experienciados na família contribuindo para acabar com a paz, perturbar o bem-estar e o equilíbrio familiar, causar desconforto e desordem na família, no entanto algumas conseguem ultrapassar as situações de crise sem maiores danos e sair delas fortalecidas. Talvez não seja uma tarefa fácil, mas a capacidade familiar para lidar com as possíveis dificuldades inclui recursos disponíveis que os familiares possuem para a aceitação frente ao que não apresenta condições de ser modif**ado, bem como, todos os mecanismos de que a família dispõe para enfrentar as adversidades.

Acredita-se que os sistemas de confiança da família possa ser a mais poderosa influência para a resiliência. Famílias que se ajudam produzem signif**ado de sua situação adversa e das opções que têm diante de si; ajudando-se, elas superam o desespero para retomar a esperança e a confiança, fundamental para conquistar os objetivos com esforço e persistência. Cabe ressaltar que cada pessoa de certa forma possui algum recurso pessoal onde estão incluídas as capacidades, conhecimentos, habilidades, traços de personalidade, saúde física e emocional, autoestima e inteligência dos membros da família, para compreender e resolver as exigências com que se são confrontados; e os recursos familiares, onde emergem a coesão, a adaptabilidade, a organização, habilidades de comunicação, capacidade de resolução de problemas e a força da família o que pode causar menos dano ao desenvolvimento dos filhos é claro do contexto como um todo, já que envolve a todos os familiares, muitas vezes implica em uma boa capacidade de negociação.

Importante mencionar que fatores de proteção familiares são, na verdade, os principais aspectos que definem uma boa vida familiar. As famílias fomentam a resiliência quando permitem que todos os seus membros expressem suas emoções, seus pontos de vista, suas preocupações e os fazem sentir que estão sendo ouvidos atentamente, neste ambiente bem provável que as crianças tendem a crescer de maneira resiliente com sentimento de pertencimento e segurança, já no que se refere ao adolescente, eles precisam de oportunidades para assumir responsabilidades, resolver problemas e tomar decisões, exercício este de autonomia que pode começar desde cedo, desde a escola e comunidade.

“Mais do que simplesmente lidar com a adversidade e se adaptar, a resiliência envolve o crescimento positivo para além do sofrimento e do esforço”. Resiliência familiar é ter forças mesmo submetido ao estresse. É ter a habilidade de se recuperar - e crescer, ser mais forte - das crises da vida e de uma prolongada adversidade. Não podemos esquecer que os elementos estressores são todas as exigências ou ameaças colocadas às famílias, suscetíveis de provocar mudanças no sistema familiar, afetando não apenas o bem-estar da vida familiar, como ainda a relação entre os diferentes elementos, as metas, os padrões familiares pré-estabelecidos e os valores da família.


PRÓXIMA EDIÇÃO: CONTINUA-SE A ABORDAR SOBRE AS ADVERSIDADE E RESILIÊNCIA, NÃO PERCAM.

Rosilene Lima - CRP: 07/21396
Psicóloga no Abrigo de Menores de Arroio do Meio – AMAM /
Especialista em AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA /
Titulada para Capacitação de Psicólogo Examinador Perito de Trânsito /
Consultório Particular / Sócia Diretora na UniClínica Psicologia e Pediatria
PROTÓGENES DA CUNHA NUNES & CIA LTDA - ME
Situada na Rua Geraldo Pereira; 338 – Sala706 – Edifício OFFICE NEXT – Estrela RS.

CONVÊNIOS: CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
CORSAN
INSCRITA NO TRIBUNAL DE JUSTIÇA
CONTATOS: 9 8189 9510 – 3712 1334

ADVERSIDADE – QUANDO A VIOLÊNCIA É PRATICADA POR FAMILIARES. Psicóloga Rosilene Lima fala sobre a violência praticada no...
15/10/2018

ADVERSIDADE – QUANDO A VIOLÊNCIA É PRATICADA POR FAMILIARES.

Psicóloga Rosilene Lima fala sobre a violência praticada no seio familiar, local este deveria ser o porto seguro para qualquer criança e adolescente, o texto esclarece sobre tipos de violência e potencial de resiliência.

“Traumas, sofrimentos, sentimentos pela violência ocorrer na família” Para falar de um assunto tão importante como este, vou destacar que é na relação em família que ocorrem os fatos mais expressivos da vida das pessoas, tais como a descoberta do afeto, da subjetividade, da sexualidade, a experiência da vida, a formação de identidade social, as referências e também deveria ser o PORTO SEGURO para qualquer criança e adolescente, deveria ser o lugar mais seguro, protetivo e CONFIÁVEL. É o espaço íntimo, onde seus integrantes procuram refúgio, sempre que se sentem ameaçados. No entanto, é no núcleo familiar que também acontecem situações que modif**am e quem sabe para sempre a vida de uma pessoa, deixando marcas irreparáveis em sua existência, certamente estou me referindo a violência doméstica contra a criança e ao adolescente.

A violência na família traz muito sofrimento, traumas e consequências a curto, médio e longo prazo, ao contrário do que muitos pensam, não escolhe e/ou separa classe social. Lamentavelmente quando a violência é praticada pelos pais, de quem se espera afeto e proteção, o trauma e prejuízos podem ser ainda maior.

São diversos os tipos de violência e violações que uma pessoa pode ser submetida, mas as mais cometidas se destacam em violência física, verbal, psicológica e sexual, infelizmente cada uma delas deixam marcas com diferentes comprometimentos.

A violência física ocorrida entre os pais, filhos e entre os irmãos embora seja cometida por familiares apresenta menos risos de comprometer a capacidade de resiliência, porém adolescentes vítimas desse tipo de violência tendem a passar por vários outros tipos de problemas, como por exemplo, uso de dr**as e envolvimento em brigas. Por outro lado, as consequências das agressões verbais em crianças ou mesmo em adolescentes são extremamente danosas e causam prejuízos em geral pelo resto da vida da pessoa, independentemente de haver uma predisposição hereditária.

A violência sexual, por sua vez, prejudica ainda mais a criança e ao adolescente quando envolve pais, irmãos ou outros familiares. Aquele serzinho que deveria estar protegido no seio familiar tende a demonstrar maior dificuldades para superar a violação e violência quando as experiências se***is forçadas e precoces envolvem os pais. Vale destacar que das formas de violência mais difícil de detectar e mais prejudicial para a formação da pessoa é a psicológica, seu potencial de resiliência f**a com maior peso de comprometido, a vítima tende a desvalorizam-se, demostra incapacidade para superar os problemas.
Pai, mãe, família, lembre-se que da mesma forma que a criança está construindo seus músculos e ossos, ela também está construindo sua Psiquê, é sério e signif**ativo, isso envolve noções de autoestima, autoimagem, amor próprio entre outras funções psíquicas. Ela ainda não tem a área da lógica no cérebro suficientemente desenvolvida para lidar com esta situação. Toda a agressão é vivida ou codif**ada principalmente sob a ótica dos afetos. Isto faz com que se sinta rejeitada e não consiga encontrar seu lugar na família, nem organizar seus pensamentos, sente-se confusa, perdida, só. Não consegue reagir. Como agredir aqueles que ama? Então a agressão f**a guardada dentro dela, voltando-se contra ela própria, "internalizada". Está montada a "base" para possíveis problemas e dificuldades psiquiátricos.

É muito triste imaginar que uma criança e até mesmo o adolescente não compreendem adequadamente a razão por serem submetidos a agressão, seja ela qual for, na verdade não existe, não se considera e muito menos se aceita qualquer tipo de justif**ativa para a barbaridade.

Próximo texto: Problemas com amigos e na escola, o objetivo é continuar a trazer sobre a resiliência (capacidade que cada pessoa possui de lidar com as dificuldades). Até breve...

Rosilene Lima é psicóloga no Abrigo de Menores de Arroio do Meio - AMAM e Consultório Particular/sócia diretora/Clínica Protógenes da Cunha Nunes - Pediatria e Psicologia; especialista em Avaliação Psicológica, titulada para Capacitação de Psicólogo Examinador Perito de Trânsito. Assina esta coluna semanalmente. Caso tenha sugestões, críticas ou perguntas, mande e-mail para sugestao.coluna@gmail.com
CONTATOS: 9 8189 9510 – 3712 1334

CONHEÇA, IDENTIFIQUE COMPORTAMENTOS APRESENTADOS PELO SEU FILHO, ELES PODEM SER SINALIZADORES DE DIFICULDADES Venho escr...
15/10/2018

CONHEÇA, IDENTIFIQUE COMPORTAMENTOS APRESENTADOS PELO SEU FILHO, ELES PODEM SER SINALIZADORES DE DIFICULDADES

Venho escrevendo sobre a capacidade de resistência que os filhos apresentam ou não frente as adversidades, neste contexto me dei conta do quanto é necessário aos pais perceberem seus filhos bem como a importância de fazerem a leitura correta ou próxima frente a comportamentos até então desconhecidos. Saliento que qualquer tipo de mudança de comportamento pode ser um ALERTA de que algo pode estar acontecendo.
Dessa forma considerei necessário desviar por um momento o tema o qual estou dando continuidade para falar um pouco mais sobre a relação de pais e filhos
Acredita-se que a maioria dos pais e/ou responsáveis procuram estabelecer relação de confiança com seus filhos, confiança esta que logo adiante servirá para ajudar, intervir e orientá-los frente a possível adversidades encontradas e/ou apontadas por terceiros. Bem sabemos o quanto tentamos
aliviar as dores dos filhos e se pudéssemos evitaríamos qualquer tipo de sofrimento que possam vir a ter.
Passamos a vida inteira acalentando, contornando e de certa forma oferecendo apoio possível e necessário para que não sofram, sonhamos que sejam felizes, é isso?
Então, AMOR INCONDICIONAL É CHAVE DE OURO, principalmente para que a confiança possa ser estabelecida. Ame seu filho e não o seu comportamento, conseguimos amar incondicionalmente quando temos a capacidade de separar a pessoa do comportamento.
Ao fortalecer a autoestima dos nossos filhos é mostrar a eles que são capazes de lidar com qualquer tipo de adversidade com orgulho e coragem.
Fortalecer a capacidade de resiliência dos filhos é uma possibilidade maior que terão para lidarem mais efetivamente com o estresse, com os desafios que a vida e sociedade muitas vezes impõe.
CONHECER E SABER IDENTIFICAR O COMPORTAMENTO DOS FILHOS pode ser um dos principais princípios, ao termos o conhecimento e a percepção com relação ao temperamento, atitudes, capacidade de aprendizagem dos nossos filhos, nos favorece a identif**ar quando algo pode estar sinalizando alguma dificuldade, momento este para buscar maior aproximação, procurar saber o que está acontecendo e o que pode ser realizado para ajudá-los.
Ensinar os filhos a definir, analisar comportamentos de terceiros é importante para que não sejam alvos de maliciosos. Orientá-los a prestar atenção ao que vem antes (antecedente) e depois (consequente) de um comportamento duvidoso pode evitar uma amizade indesejada que pode a vir a acarretar desconfortos. Neste mesmo sentido não estou sugerindo que seu filho tenha que desconfiar de tudo, de qualquer situação e muito menos de todos, mas devem aprender a identif**ar o que é verdadeiro ou não, onde pode ter malícia ou não. Ainda, saliento que o mesmo tipo de comportamento pode ter diferentes motivações e consequências em diferentes momentos.
Ensinar e orientar seu filho a conhecer-se a si mesmo, permite que tome consciência de suas características individuais, provavelmente frente a qualquer adversidade por mais realista que possa ser, pode ter a capacidade de questionar-se se realmente necessita entrar em conflito com tal situação.
A comunicação entre pais e filhos é essencial, ao apresentar uma boa comunicação quebra qualquer barreira, fortalece aos filhos a dividir seus sentimentos, angústias e possíveis dificuldades.
Envolva-se e participe integralmente da vida do seu filho sem ser intrusivo; Ser intrusivo é não aceitar nem respeitar as escolhas do seu filho; Não deseje perfeição nas atividades que o filho pratica: Torcer é bom e ganhar também pode fazer bem. Mas é bom lembrar que nem todos podem ser campeões...
É bom lembrar que a inconsistência é um dos piores comportamentos dos pais e traz consequências desastrosas. Ter disciplina e consistência torna a vida familiar com mais qualidade. Consistência não que dizer rigidez e sim adaptar-se ao lógico e ao bom senso. É mostrar que é possível reformular uma regra, se existem justif**ativas sérias. Os filhos precisam de ritos e rotinas.
Ainda, seu filho está observando você: Os pais devem se comportar como gostariam que os filhos se comportassem.
Trate seus filhos e seu cônjuge com respeito: Analise se o clima geral da sua família não está repleto de críticas destrutivas constantes ou se é acolhedor. Se existe respeito e amor, queremos sempre voltar para casa. O clima em seu lar deve ser um “porto seguro”, onde as pessoas da família querem voltar e onde se sentem amadas, seguras e compreendidas
Para finalizar, acrescento um sábio provérbio Judaico: Dê ao seu filho RAIZES. Mais tarde, ASAS. Educar com qualidade e de maneira positiva, compreende duas atitudes aparentemente antagônicas – estar envolvido e deixar seu filho encontrar o seu próprio caminho;

Importante lembrar que AMAR UM FILHO É OFERECER SEGURANÇA PARA QUE TENHA LIBERDADE DE DIVIDIR COM VOCÊ QUALQUER DIFICULDADE.

O IMPACTO DA SEPARAÇÃO DOS PAIS   Conforme venho falando, as adversidades enfrentadas podem der diversas e de diversos t...
15/10/2018

O IMPACTO DA SEPARAÇÃO DOS PAIS



Conforme venho falando, as adversidades enfrentadas podem der diversas e de diversos tipos e podem afetar o crescimento e desenvolvimento de crianças e adolescentes, cada pessoa reage de um jeito próprio a cada problema enfrentado, de acordo com o seu temperamento e com o apoio recebido de outras pessoas.

Existem situações mais prejudiciais ao desenvolvimento do ser humano e que podem acarretar danos graves em outras etapas da vida. Experiências também podem marcar negativamente suas vidas: o abandono, as doenças e mortes na família, os conflitos e a separação dos pais, a ausência prolongada da mãe ou do pai, a situação de pobreza e a convivência com a violência, seja ela física, psicológica ou sexual.

Estamos falando aqui sobre conflitos na família e possíveis danos acarretados aos filhos. Indiscutivelmente os pais são importantes para equilibrar os conflitos, mas, muitas vezes, eles são seus principais causadores, principalmente frente a separação/divórcio.

Muitos casais permanecem juntos mesmo vivendo em conflito o que não impede de causar prejuízos aos filhos e no ambiente familiar principalmente se dia-a-dia e relacionamento for agressivo e humilhante. Nessa situação, os filhos costumam apresentar pouco amor próprio, problemas emocionais, futuramente fazem uso de bebidas alcoólicas e outras dr**as; também surgem várias dificuldades na escola e no relacionamento e interação com outras pessoas. CUIDADO...

A separação ou divórcio contribui signif**ativamente para mudanças no dia-a-dia dos filhos provocando uma divisão entre a mãe e o pai, complicado isto já que são as pessoas mais signif**ativas para eles, como evitar esse impacto... este acontecimento acaba por interferir no desenvolvimento, sobretudo se um dos pais se distancia e não proporciona mais apoio e afeto o que pode provocar sentimentos de abandono. De fato, a separação dos progenitores altera profundamente a vida da criança ou adolescente.

Perante a separação dos pais, a criança é obrigada a reorganizar-se internamente em torno do que se passa, muitas vezes, com elaboração do luto. Contudo, apesar das consequências negativas da separação ou divórcio em alguns casos essa é a melhor opção. Há relatos de algumas crianças que verbalizam que se sentem aliviadas por saírem de um ambiente desfavorável, de hostilidade e de constantes discussões.

Durante o processo de separação, os pais tendem a se preocuparem com o impacto da separação nos filhos, geralmente sentem-se angustiados e perturbados com os seus próprios problemas. É natural a criança demonstrar expectativas que seus progenitores sejam capazes de proporcionar-lhe apoio e acolhimento aos seus problemas emocionais, cognitivos e relacionais. Quando isso não acontece e é percebido distanciamento gerando um quadro de fragilidade e sofrimento. De fato, quanto maior for a pressão e o nível de conflitos que envolverem a criança (antes e durante o processo de separação ou divórcio), mais negativo será o impacto e mais graves serão as consequências na sua vida.

Atualmente, muito mais do que interrogar as condições que levam um casal a se separar, nós psicólogos temos nos debruçado sobre os efeitos produzidos nos filhos pela separação dos pais. A visão é quase generalizada frente ao reconhecimento de que esta situação é traumática e causa muito sofrimento para as crianças, além de outros prejuízos de naturezas diversas que podem perdurar por mais tempo do que se imagina. Os filhos têm sido apontados como os membros da família que mais sentem a separação, mesmo quando a decisão pela separação seja reconhecida como a melhor escolha para um casal.

Observa-se que a maioria dos casais separados fazem comentários desfavoráveis sobre o outro, muitas vezes, diante dos filhos. A separação pode ser marcada por elevados níveis de conflito, podendo resultar inclusive numa tentativa de um dos progenitores (ou ambos) de utilizarem o filho como instrumento de agressividade direcionada ao parceiro. Neste processo, o pai ou mãe pretende que o filho rompa a ligação afetiva com o outro progenitor, e para isso, tenta manipular o filho com a intenção de o predispor contra o outro o que chama-se de alienação parental, assunto bem discutido na atualidade em Varas de Famílias.

Os pais precisam ter a capacidade de distinguir que a separação é apenas entre eles e não dos filhos. Para manter uma relação saudável com os filhos, precisam de esforço para não contaminarem os filhos com as suas opiniões negativas em relação ao ex-companheiro.

Torna-se imprescindível a existência de cordialidade entre os progenitores, em busca de equilíbrio e igualdade, nas responsabilidades de educação dos filhos, com iguais deveres e direitos, inclusive em relação à divisão de tempo que a criança passa com cada um deles, pois os filhos têm o direito de conviver com ambos, e isso não pode ser retirado da criança.

É importante que os cônjuges possam gerenciar todo e qualquer tipo de estresse frente a separação, dessa forma poderão criar condições propícias para o desenvolvimento saudável de seus filhos, minimizando os traumas, angústias e sofrimentos causados pela separação. Embora separados é importante permanecerem unidos frente a educação e bem-estar da criança e/ou adolescente. A principal condição para uma separação bem-sucedida com redução de danos a criança é que os pais coloquem o bem-estar dos filhos em primeiro lugar. Devem lembrar-se que o papel de pai e mãe continuam intactos, mesmo quando se dissolvem os papéis de marido e mulher.




OBS: Sugestões de assuntos podem ser enviados para o e-mail: sugestao.coluna@gmail.com

Rosilene Lima - CRP: 07/21396
Psicóloga no Abrigo de Menores de Arroio do Meio – AMAM /
Especialista em AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA /
Titulada para Capacitação de Psicólogo Examinador Perito de Trânsito /
Consultório Particular / Sócia Diretora Clínica SUBLIME – Pediatria e Psicologia.
CONVÊNIOS: CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CORSAN
Cadastrada no TRIBUNAL DE JUSTIÇA

15/10/2018

DE QUAL FORMA FILHOS ENFRENTAM AS ADVERSIDADES? PROBLEMAS COM AMIGOS – BULLYNG.

Conforme combinado volto essa semana dando continuidade sobre a forma com que os filhos enfrentam as adversidades. Cada pessoa demonstra uma reação e atitudes diferentes em lidar com certas circunstâncias, depende muito de como são e/ou estão sendo preparados, conduzidos e orientados.

Ao abordar adversidades, estou falando em situações que cedo ou tarde a maioria das pessoas podem enfrentar. Essa semana falo sobre essa forma de violência, conhecida pelos pesquisadores como “bullyng”, ocorre em escolas de todo o Brasil e do mundo, mas muitas vezes acontece no contexto familiar também. São comportamentos prepotentes e agressivos entre colegas, com humilhações, ameaças, agressões, perseguições, roubos e destruição de pertences. É também comum discriminar o outro por ser negro, pobre ou por ser considerado feio, colocando apelido e “esculachando”. Adolescentes mais velhos e do s**o masculino são os “campeões” nesse tipo de atitude.


O bullyng é uma situação muito presente principalmente na vida das crianças e dos adolescentes, ao contrário do que se pensa não acontece somente no âmbito somente escolar. É algo difícil de perceber, mas em algum momento vai se manifestar no comportamento da criança e sinalizar que algo diferente está acontecendo. Prepare seu filho para enfrentar as provocações sem recorrer à violência. As crianças podem ser muito cruéis, especialmente quando provocam outras da mesma idade. Muitas se comportam dessa maneira porque não desenvolveram totalmente a capacidade de sentir empatia, de se colocar no lugar do outro. Na verdade, as crianças nascem necessitando de cuidados, só mais tarde desenvolvem o que é conhecido como a “Teoria da Mente”, sendo então capazes de desenvolver empatia. Certamente que também depende da educação que receberam.

Em todo caso, é sempre aconselhável preparar seu filho para enfrentar as provocações sem recorrer à violência. Desta forma, você vai ajudar a criar uma espécie de armadura emocional para proteger a autoestima dele. E é um presente de valor inestimável para a vida. A humilhação dói, e muito, não é apenas um sentimento muito negativo, mas que também é codif**ada no cérebro como dor. Exatamente por isso, as consequências podem se manter evidentes durante a fase adulta, fazendo com que o indivíduo se torne inseguro ou, o extremo oposto, alguém cujo impulso inicial seja sempre a agressividade.

Como os pais podem ajudar seus filhos? Investigando e f**ando atentos ao que pode estar acontecendo. Para ajudar, devemos primeiro entender o que está acontecendo. Qual a razão do bullyng? Em quais locais ele ocorre? Como meu filho reagiu? É importante verif**ar se o filho está provocando essa situação, ou se ocorrem de forma regular, o que pode ser enquadrado como assédio.

De repente orientar a criança a recorrer a estratégia de ignorar o bullyng pode fazer com que o problema acabe. Explicar ao filho que quando percebe que suas piadas são ef**azes, causam raiva ou vergonha, elas f**am mais encorajadas. Portanto, a melhor estratégia é, na maior parte das vezes, ignorar as piadas. Os provocadores querem se divertir (o sadismo de se divertir com a desgraça alheia), quando não conseguem, eles desistem, ou procuram outro alvo. Lembre seu filho que tolices devem ser ignoradas.

Outra estratégia pode ser ensinar a criança a responder com rapidez. Em alguns casos, uma resposta rápida e espirituosa, desarma o provocador. No entanto, você deve deixar claro para seu filho que ele não está respondendo com outra piada, ou com violência, mas, sim, com inteligência, para confundir o outro e fazê-lo ver que sua piada não surtiu efeito algum. Por exemplo, se alguém ri do tamanho de suas orelhas, você pode dizer algo como “bem, desse jeito posso te escutar melhor. ” Desta forma, a outra criança entende que a vítima não vai seguir o exemplo, não vai entrar em seu jogo baixo.

É importante também que os pais sejam compreensivos. Muitas vezes os pais não reagem bem quando o filho diz que alguém está rindo dele na escola. Alguns, em vez de apoiar a criança e mostrar empatia, dizem que são “covardes” e “chorões”. No entanto, a melhor estratégia é a de transmitir amor e mostrar compreensão, dar importância ao que a criança está trazendo. Por exemplo, você pode dizer que já passou pela mesma situação na infância, expor como se sentiu na época.

Uma educação saudável se apresenta também frente a amizades positivas. Para evitar abalar os alicerces da autoestima do filho, estimule amizades positivas. Deixe-o passar tempo com os amigos verdadeiros e se divertir. Quando as crianças têm um círculo de amigos, muitas vezes se sentem mais seguras, e essa aura de proteção vai fazer com que as crianças maldosas pensem duas vezes antes de mexer com ele.

OBS: Sugestões de assuntos podem ser enviados para o e-mail: sugestao.coluna@gmail.com

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