23/10/2025
"A gente se cura vivendo"
Essa frase nasceu de uma conversa com uma paciente e ficou ecoando em mim.
Tão simples… e ao mesmo tempo, tão cheia de sentido.
Quando pensei sobre isso, lembrei das reflexões do Cortella sobre o tempo.
Ele fala que o tempo não é só devorador das coisas, mas também das afetividades — porque o tempo muda, transforma, ressignifica.
E talvez “se curar vivendo” seja exatamente isso: permitir-se estar em movimento, continuar mesmo quando ainda há dor.
A gente não apaga o que aconteceu.
A gente aprende a viver com, a dar novos significados, a deixar ir o que já não cabe.
O tempo, com seus ciclos, vai reorganizando tudo dentro da gente — e a vida, com seus altos e baixos, nos ensina a esperar o tempo certo.
Há beleza em compreender que o amadurecimento também é um tipo de cura.
Não porque elimina o sofrimento, mas porque ensina a lidar melhor com ele.
É no cotidiano, nas pequenas escolhas, no aprendizado constante sobre si mesmo, que algo vai se transformando.
Porque, no fim das contas, é isso mesmo…
✨ A gente se cura vivendo.
Ou melhor: a gente melhora, aceita, resignifica — e segue.