23/05/2025
Eu iniciei na Psicopedagogia no ano de 2010, concluí minha especialização na e já queria colocar tudo em prática... Coração desejoso, olhar atento, muitos projetos e poucos recursos.
Naquela época, a Psicopedagogia não tinha a notoriedade e credibilidade que tem hoje... E como quem casa quer casa, e quem tem contas a pagar, tem pressa, parei os meus atendimentos clínicos e fiquei apenas em sala de aula.
Foram 23 anos fazendo da minha sala de aula um lar para muitos, família para outros. Fui médica, fonoaudióloga... No meu chão, eu era o que precisasse ser — até que o burnout chegou. Ele me desacelerou, me parou. Eu me feri, adoeci...
Eu precisei ser sacudida pela realidade do ativismo para entender que ciclos se fecham, se findam. Saí do ambiente escolar no dia 20 de dezembro de 2024 com a certeza de que a missão de educar é o meu chamado — e não poderia parar na dor.
Como boa professora, planejei, organizei, levantei dados, fiz cursos de reciclagem. Iniciei um curso que virou a chave do meu entendimento. Defini minhas estratégias, metas de curto, médio e longo prazo. Eu decidi viver da Psicopedagogia e me especializar cada vez mais em neurodiversidade e neurociência.
Ontem, vi meu nome ser mencionado na live que divulgava o resultado da votação Melhores do Ano de 2025, na categoria Psicopedagoga.
É claro que a votação não teve apenas mães de pacientes — teve votos de mães de alunos que provaram do meu "fazer psicopedagógico" em sala de aula, e com certeza o voto daqueles que assistem aos meus vídeos... E não podemos esquecer que muitos votos foram de pessoas que nem me conhecem, mas que, por pedido de alguém, votaram em mim.
E é assim. É sobre não parar na dor, no caos — é sobre se reinventar.
Sempre fiz, e continuarei fazendo, o meu melhor. O meu chão de sala de aula agora dura 50 minutos bem intensos e intencionais: corpo a corpo, um a um como eu acredito que é funcional, eficaz e promissor.
P.S.: Não é sobre votos. É sobre testemunhar a grandeza de um Deus que reafirma diariamente o Seu chamado para a minha vida.
Obrigada por seu voto.