Psicóloga Graziela Marvila do Amaral

Psicóloga Graziela Marvila do Amaral Atendimento psicológico de cunho Psicanalítico

28/10/2025
“Quanto tempo se leva para morrer?” Há vários tipos de morte e esse livro trata da morte em vida, mas também de um certo...
31/12/2024

“Quanto tempo se leva para morrer?”
Há vários tipos de morte e esse livro trata da morte em vida, mas também de um certo renascimento. Algo em nós morre quando nos lançamos para além do limite de nós mesmos, quando o brilho acaba, quando perde-se o gosto pela comida, pelo mundo…
Um mergulho para perceber que a vida precisa ser reinventada. Um mergulho no mar, um mergulho nas profundezas de si… O nascimento acontece no parto e o renascimento em vários outros momentos da vida.

“[…] eu ainda não sabia que desistir, em muitos casos, é ganhar.” (PORTELA, 2022, p. 25)

Qual cor tem cada coisa da vida? Quantos cheiros uma mãe pode ter? O que são os borrões dos “dias roubados no calendário...
30/12/2024

Qual cor tem cada coisa da vida? Quantos cheiros uma mãe pode ter? O que são os borrões dos “dias roubados no calendário”? O quanto os silêncios gritam?
Morte, culpa e solidão são palavras soltas mas que também se conectam nessa história. A maneira como cada um lida com a doença e a morte é sempre única é isso marca uma certa solidão. Quando se morde a parte interna dos lábios para não chorar ou quando as palavras não podem ser colocadas e as perguntas não podem ser feitas o silêncio e a distância se tornam amigas. Como seguir quando a vida continua? Continua?

Quantas coisas marcam um percurso? Várias, com certeza. Não seria possível sustentar uma formação permanente em psicanál...
27/11/2024

Quantas coisas marcam um percurso? Várias, com certeza. Não seria possível sustentar uma formação permanente em psicanálise sem as boas transferências, sem os enlaces que nos lançam para além de nós mesmos. Harari diz em seu livro “o psicanalista - o que é isso?” diz que aquele que decide permanecer em seu “magnífico isolamento” torna-se um anarlista (anarquismo com analista). Utilizando a palavra-valise, Harari aponta para a importância de estar com pares, a importância da instituição e de uma formação que não termina, onde o analista precisa dar provas intermináveis de sua formação. Se na “proposição de 9 de outrubro de 1967” Lacan fala que “o analista só se autoriza por si mesmo”, no seu seminário 21 “Les non-dupes errent” ele reformula ao complementar “… e por alguns outros.” Dessa forma “O analista só se autoriza por si mesmo e por alguns outros.”

XXII jornadas da Maiêutica “ Formações do inconsciente, formações do analista.”
05/09/2024

XXII jornadas da Maiêutica “ Formações do inconsciente, formações do analista.”

Registros do Evento “ O novo olhar da Nutrição: comportamento alimentar e humanização” produzido pelo curso de Nutrição ...
25/11/2023

Registros do Evento “ O novo olhar da Nutrição: comportamento alimentar e humanização” produzido pelo curso de Nutrição da UFRJ. A palestra foi sobre (com)pulsão alimentar. Foi um dia de muito aprendizado com profissionais de diversas áreas. Ao lado, as queridas Daiana Garbin e Camilla Estima compartilhando conhecimento e produzindo saber.

“ A instituição psicanalítica é entendida como um lugar de permanência a nos formar analistas e oportuniza lugares de pr...
15/11/2023

“ A instituição psicanalítica é entendida como um lugar de permanência a nos formar analistas e oportuniza lugares de produção para fazer circular o discurso analítico.”

15/04/2023

O direito à tristeza

[por Contardo Calligaris]

As crianças têm dois deveres. Um, salutar, é o dever de crescer e parar de ser crianças. O outro, mais complicado, é o de ser felizes, ou melhor, de encenar a felicidade para os adultos.

Esses dois deveres são um pouco contraditórios, pois, crescendo e saindo da infância, a gente descobre, por exemplo, que os picolés não são de graça. Portanto, torna-se mais difícil saltitar sorrindo pelos parques à espera de que a máquina fotográfica do papai imortalize o momento. Em suma, se obedeço ao dever de crescer, desobedeço ao dever de ser feliz.

A descoberta dessa contradição pode levar uma criança a desistir de crescer. E pode fazer a tristeza (às vezes o desespero) de outra criança, incomodada pela tarefa de ser, para a família inteira, a representante da felicidade que os adultos perderam (por serem adultos, porque a vida é dura, porque doem as costas, porque o casamento é tenso, porque não sabemos direito o que desejamos).

A idéia da infância como um tempo específico, bem distinto da vida adulta, sem as atrapalhações dos desejos se***is, sem os apertos da necessidade de ganhar a vida, é recente. Tem pouco mais de 200 anos. Idealizar a infância como tempo feliz é uma peça central do sentimento e da ideologia da modernidade.

É crucial lembrar-se disso na hora em que somos convidados a espreitar índices e sinais de depressão nas nossas crianças.

O convite é irresistível, pois a criança deprimida contraria nossa vontade de vê-la feliz. Um menino ou uma menina tristes nos privam de um espetáculo ao qual achamos que temos direito: o espetáculo da felicidade à qual aspiramos, da qual somos frustrados e que sobra para as crianças como uma tarefa. "Meu filho, minha filha, seja feliz por mim."

É só escutar os adultos falando de suas crianças tristes para constatar que a vida da criança é sistematicamente desconhecida por aqueles que parecem se preocupar com a felicidade do rebento. "Como pode, com tudo que fazemos e fizemos por ela?" ou "Como pode, ele que não tem preocupação nenhuma, ele que é criança?". A criança triste é uma espécie de desertor; abandonou seu lugar na peça da vida dos adultos, tirou sua fantasia de palhaço.

Conselho aos adultos (pais, terapeutas etc.): quando uma criança parece estar deprimida, o mais urgente não é reconhecer os "sinais" de uma doença e inventar jeitos de lhe devolver uma caricatura de sorriso. O mais urgente, para seu bem, é reconhecer que uma criança tem o DIREITO de estar triste, porque ela não é apenas um boneco cuja euforia deve nos consolar das perdas e danos de nossa existência; ela tem vida própria.

Mais uma observação para evitar a precipitação. Aparentemente, nas últimas décadas, a depressão se tornou uma doença muito comum. Será que somos mais tristes que nossos pais e antepassados próximos? Acredito que não. As más línguas dizem que a depressão foi promovida como doença pelas indústrias farmacêuticas, quando encontraram um remédio que podiam comercializar para "curá-la". Mas isso seria o de menos. É mais importante notar que a depressão se tornou uma doença tão relevante (pelo número de doentes e pela gravidade do sofrimento) porque ela é um pecado contra o espírito do tempo. Quem se deprime não pega peixes e ainda menos sobe no bonde andando.

Será que vamos conseguir transformar também a tristeza infantil num pecado?

Claro que sim. Aliás, amanhã, quando seu filho voltar da escola, além de verificar se ele não está com frieiras, veja também se ele não pegou uma deprê. E, se for o caso, dê um castigo, pois, afinal, como é que ele ousa fazer cara feia quando acabamos de lhe comprar um gameboy? Ora! E, se o castigo não bastar, pílulas e terapia nele. Qualquer coisa para evitar de admitir que a infância não é nenhum paraíso.

(2015)

📌 A demanda (inconsciente) é  sempre de amor/reconhecimento e a sua recusa por parte do analista permite que o analisand...
26/03/2022

📌 A demanda (inconsciente) é sempre de amor/reconhecimento e a sua recusa por parte do analista permite que o analisando se implique com o seu desejo.
Como bem explica o Psicanalista Christian Dunker, se a demanda aparece como alienação do próprio desejo, a análise deve separar o desejo da demanda, passando, então, do desejo de ser reconhecido ao reconhecimento do desejo.

📚 "Peço-te que me recuses o que te ofereço, porque não é isso."
(Jacques Lacan)

Você sabe utilizar o NÃO?
21/01/2022

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Feliz Natal! 🌲
24/12/2021

Feliz Natal! 🌲

📌 Não, a gente não colhe tudo que planta -  contrariando a expressão "você colhe o que planta." Claro que existe causali...
24/09/2021

📌 Não, a gente não colhe tudo que planta - contrariando a expressão "você colhe o que planta." Claro que existe causalidade na vida, consequência por aquilo que fazemos, mas isso não quer dizer que a vida seja "justa". Não é injusta, mas justa também não é. Você ajudou aquela pessoa naquele momento? Que bom! Mas isso não quer dizer que ela não vai se voltar contra você ou que você só "colherá bons frutos".
O q vc plantou ou tem plantado?
Essa terra suporta o q vc planta?
Qual a quantidade de água e sol?
Essa terra é fértil e foi devidamente preparada?
Nem tudo que se planta se colhe.

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