Taisa Grün Psicóloga

Taisa Grün Psicóloga Doutora em Psicologia pela Universidad Complutense de Madrid. Psicóloga Clínica. Atendimento de adolescentes, adultos e casais. Terapia Cognitivo-comportamental.

Por que parece tão difícil “controlar” o que sentimos usando apenas pensamento lógico?A neurociência mostra que nosso si...
23/12/2025

Por que parece tão difícil “controlar” o que sentimos usando apenas pensamento lógico?

A neurociência mostra que nosso sistema de ameaça é muito mais antigo do que a linguagem. Ele reage primeiro, pensa depois. Por isso, frases como “f**a calma” raramente funcionam. Nosso corpo precisa sentir segurança, não apenas ouvi-la.

Na Terapia Focada na Compaixão, usamos práticas específ**as que atuam diretamente no sistema nervoso: respiração, tom de voz, imagens e postura. São códigos de segurança que o cérebro emocional realmente entende.

Compaixão não é sentimentalismo.

É uma intervenção biológica profunda.

Se fez sentido para você, me conte aqui nos comentários.

Compassivamente,
Dra. Taisa Borges Grün | Psicóloga Clínica & Supervisora

Referências Bibliográf**as
- Gilbert, P., & Simos, G. (2023). Terapia Focada na Compaixão: Aplicações e Prática Clínica
- Irons, C., & Beaumont, E. (2017). The Compassionate Mind Workbook
- Gilbert, P., & Choden (2013). Mindful Compassion
- Garrett, C. et al. (2025). The acceptability of compassion-focused therapy in clinical populations
- Petrocchi, N. et al. (2023). The Impact of Compassion-Focused Therapy on Mental Health Outcomes

17/12/2025

É curioso como conseguimos acolher quem amamos, mas tendemos a evitar nossas próprias dores emocionais quando pedem espaço.

Mesmo sabendo que a autocompaixão e o autocuidado fazem bem, muitas pessoas descrevem um movimento interno que trava: uma voz crítica, uma sensação de “não mereço”, ou até um desconforto físico quando tentam ser mais cuidadosas consigo mesmas.

Isso é neurobiologia: o cérebro foi moldado para a sobrevivência, não para a gentileza.

Ele reage mais rápido ao erro, ao risco e ao julgamento. Sobretudo quando crescemos em contextos nos quais o cuidado era instável ou condicionado.

Estudos mostram que pessoas com históricos de apego inseguro tendem a ter mais dificuldade em praticar autocompaixão, porque seu sistema de ameaça f**a mais sensível.

Mas há algo importante aqui: isso pode ser aprendido.

Com práticas compassivas, vamos treinando o sistema de calma que cria segurança, tranquilidade e conexão. Pequenos gestos, repetidos ao longo do tempo, ajudam o corpo a entender que ele não precisa lutar contra cada erro; que há espaço para respirar, para sentir e para se acolher.

Autocompaixão não é auto indulgência. É coragem para estar com o que dói, sem se abandonar no processo.

Se isso toca algo em você, saiba que existe um caminho possível e ele começa devagar, com um olhar mais gentil para si mesma.

Compassivamente,
Dra. Taisa Borges Grün
Psicóloga Clínica & Supervisora

Referência: Gilbert, P. & Choden. (2013). Mindful Compassion. Capítulo 6.

15/12/2025

Se a nossa biologia nos manda fugir da dor, f**ar e encarar é um ato de rebeldia.

No vídeo, explico que compaixão é uma motivação. Mas quero complementar com algo que vejo muito no consultório: a ideia errada de que compaixão é "f**ar mole" ou se vitimizar.

Pelo contrário. A verdadeira compaixão exige abertura, força e compromisso.

É preciso ser forte para olhar para um trauma, uma perda ou um erro importante e dizer: "Isso dói, mas eu não vou abandonar a mim mesmo agora".

É muito mais fácil se distrair, beber, comer excessivamente ou culpar os outros (fuga).

A compaixão nos convida a fazer o trabalho pesado de processar a emoção.

Por isso, repito sempre: o outro lado da compaixão é a coragem.

Compassivamente,
Dra. Taisa Borges Grün
Psicóloga Clínica & Supervisora

O lugar seguro é uma prática da TFC que nos ajuda a dar ao corpo algo que ele nem sempre encontra no ambiente: a sensaçã...
11/12/2025

O lugar seguro é uma prática da TFC que nos ajuda a dar ao corpo algo que ele nem sempre encontra no ambiente: a sensação de estar seguro.

Ao imaginar um cenário que desperta tranquilidade (uma praia, uma floresta, um quarto iluminado pelo sol) nós ativamos o sistema de calma, aquele responsável por reduzir a ameaça e criar um espaço interno de descanso.

É uma forma simples, mas poderosa, de lembrar ao cérebro que existe segurança disponível, mesmo quando o mundo lá fora está turbulento.

O outro lado da compaixão é a coragem.

Compassivamente,
Dra. Taisa Borges Grün
Psicóloga Clínica & Supervisora

Referência: Gilbert, P., & Choden. Mindful Compassion (cap. 9, prática do “safe place”)

Existe um momento sutil na clínica em que deixamos de estar presentes com o paciente para estarmos preocupados sobre a n...
09/12/2025

Existe um momento sutil na clínica em que deixamos de estar presentes com o paciente para estarmos preocupados sobre a nossa performance.

Geralmente isso acontece quando a dor do outro é vasta, caótica ou sem solução imediata.

Neste momento, nosso cérebro primitivo lê a impotência como perigo. E para se proteger, ele nos endurece.

A "rigidez terapêutica" não é falta de competência. É uma defesa.

É quando nos escondemos atrás de termos técnicos, protocolos rígidos ou uma postura distante, porque a vulnerabilidade daquele encontro ficou pesada demais.

Mas, como nos lembram Gilbert & Choden, a verdadeira compaixão não é sobre ter a resposta certa para tudo. É sobre ter a estabilidade emocional para permanecer na sala quando não há respostas.

Se você se percebeu "rígido" ultimamente:

1. Não se julgue. Seu Sistema de Ameaça só estava tentando te proteger.
2. Respire e tente ativar seu Sistema de Calma. Lembre-se: sua presença vale mais que sua perfeição.

O outro lado da compaixão (pelo paciente e por você) é a coragem.

Compassivamente,
Dra. Taisa Borges Grün
Psicóloga Clínica & Supervisora

Referência: Gilbert, P., & Choden. (2013). Mindful compassion: How the science of compassion can help you understand your emotions, live in the present, and connect deeply with others. Oakland, CA: New Harbinger Publications.

06/12/2025

Muitas vezes, f**amos presos aos rótulos: "Tenho depressão", "Tenho ansiedade", "Tenho pânico". Mas o que sustenta todos esses quadros lá no fundo?

Frequentemente, a resposta é a vergonha e uma voz autocrítica impiedosa.

A TFC vai direto nessa raiz. Enquanto algumas abordagens focam em reduzir os sintomas visíveis, nós trabalhamos para mudar o "tom de voz" interno que você usa consigo mesmo. Se você melhora os sintomas, mas continua se tratando com agressividade e hostilidade interna, o sofrimento permanece.

Não importa o nome que deram ao seu diagnóstico; se existe uma guerra interna acontecendo aí dentro, a abordagem compassiva é o caminho para declarar um cessar-fogo e construir uma base de segurança.

Você sente que sua autocrítica atrapalha sua melhora?

Compassivamente,
Dra. Taisa Borges Grün | Psicóloga Clínica & Supervisora

A autocompaixão é o movimento suave de destrancar as portas e deixar o ar fresco entrar. É ela que transforma o isolamen...
04/12/2025

A autocompaixão é o movimento suave de destrancar as portas e deixar o ar fresco entrar. É ela que transforma o isolamento em solitude e o barulho da cobrança em cuidado corajoso.

Morar em si mesma é ter a coragem de cuidar de verdade do seu próprio lar interno.

Compassivamente,
Dra. Taisa Borges Grün | Psicóloga Clínica & Supervisora

Referência: Welford, M. (2013). The Power of Self-Compassion. Capítulo 2.

Eu adoro usar a Terapia Focada na Compaixão (TFC) para desmistif**ar nossas dores. E um dos pontos mais libertadores é p...
02/12/2025

Eu adoro usar a Terapia Focada na Compaixão (TFC) para desmistif**ar nossas dores. E um dos pontos mais libertadores é perceber que nossa mente não é uma unidade, mas um conjunto de mentalidades que evoluíram para nos ajudar a sobreviver e a prosperar em grupo.

É aqui que entra a fascinante Teoria das Mentalidades Sociais de Paul Gilbert.

Compassivamente,

Referências: Gilbert, P., & Choden. (2013). Chapters 2, 3 and 8. In Mindful Compassion. New Harbinger.

01/12/2025

Você já sentiu que seu cérebro, às vezes, "joga contra" você?

No vídeo, eu falo sobre a base evolucionista da TFC, mas quero te contar por que isso muda tudo na prática clínica: isso alivia a vergonha que pode existir por eu pensar desta forma ou meu cérebro funcionar assim.

Muitas vezes, achamos que temos pensamentos ansiosos ou autocríticos porque somos "fracos" ou porque "falhamos" em controlar nossa mente. Mas a ciência nos mostra que herdamos um cérebro projetado para a sobrevivência, não para a felicidade. Ele é programado para detectar perigos (mesmo onde eles não existem) muito antes de nós aprendermos a falar.

Entender isso é libertador. O problema não é você; é o que chamamos de "cérebro complicado" (tricky brain). A Terapia Focada na Compaixão não pede que você "conserte" seu cérebro, mas que aprenda a lidar com essa herança biológica com mais sabedoria e menos autocondenação.

Faz sentido olhar por esse ângulo?

Compassivamente,
Dra. Taisa Borges Grün | Psicóloga Clínica & Supervisora

TBT do nosso grupos de estudos em TFC deste ano 🥰Aliás, livro esgotado!!! Muito obrigada pela confiança. Ano que vem tem...
20/11/2025

TBT do nosso grupos de estudos em TFC deste ano 🥰

Aliás, livro esgotado!!! Muito obrigada pela confiança.

Ano que vem tem mais com a nova edição!!

Nós terapeutas podemos ser muito autocríticos, bem treinados em atender as necessidades dos outros e com dificuldade de ...
18/11/2025

Nós terapeutas podemos ser muito autocríticos, bem treinados em atender as necessidades dos outros e com dificuldade de perceber que também precisamos de cuidado.

Mas o que acontece quando o terapeuta sabe oferecer compaixão, mas não consegue recebê-la?

Paul Gilbert e Choden explicam, em Mindful Compassion, que muitas vezes o medo de ser vulnerável nos faz bloquear o cuidado que mais precisamos.

Receber compaixão ativa lembranças de dependência, rejeição ou da antiga necessidade de “dar conta sozinhos”.

Quando isso acontece, a compaixão se desequilibra.

Ela deixa de ser presença, vira performance e só volta a fluir quando o terapeuta se permite ser acolhido também.

A compaixão não é apenas um gesto que oferecemos, é um movimento que nos atravessa.

Compassivamente,

Dra. Taisa Grün | Psicóloga Clínica & Supervisora

*Fonte: Gilbert, P., & Choden. (2013). *Mindful compassion: How the science of compassion can help you understand your emotions, live in the present, and connect deeply with others.* Oakland, CA: New Harbinger Publications.

Metáfora inspirada na história de Chenrezig.Fonte: Gilbert, P., & Choden. (2013). Mindful compassion: How the science of...
15/11/2025

Metáfora inspirada na história de Chenrezig.

Fonte: Gilbert, P., & Choden. (2013). Mindful compassion: How the science of compassion can help you understand your emotions, live in the present, and connect deeply with others. Oakland, CA: New Harbinger Publications.

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