26/02/2022
Na tentativa de ajudar alguém sofrendo, tendemos a dizer para a pessoa nervosa se acalmar, para a triste se alegrar, para a ansiosa relaxar, e assim por diante. Nestes casos, nossas tentativas tendem a ser infrutíferas.
Isto, pois estamos tentando alterar a pessoa. É como se tentássemos mudar a flor, responsabilizando-a por florescer, ao invés de mudarmos o ambiente em que ela está, este sim, o responsável por dispor as condições que viabilizam o seu florescimento.
Ao invés de dizermos, por exemplo, para a pessoa que passou por um término ou divórcio "se alegrar" ou se "valorizar", é mais efetivo que, como alguém que a quer bem, a convidemos para um passeio que a alegre e que a apreciemos por quem ela é, valorizando-a. Ou que, eventualmente, se for do interesse dela, auxiliemos a propiciar condições para que ela faça novos amigos(as) ou conheça potenciais parceiros(as) que também a alegrem e a valorizem.
Portanto, a maneira mais efetiva de ajudarmos alguém em sofrimento é identificando e auxiliando a pessoa a obter as condições que precisa ou busca. É, na medida do possível, contribuirmos para sermos uma parte do ambiente que a nutre, fortalece e que a ajuda a florescer, e não aquele que a cobra.
Já tinha pensado nisso? Deixa nos comentários!
Agenda aberta,
Gabriel Cardoso
Psicólogo Clínico | CRP 12/21861
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