13/02/2026
Essa semana me mostrou como é fácil a nossa mente distorcer a percepção do todo a partir de um único episódio negativo. Eu vinha de dias muito bons, com altas significativas, reencontro com paciente que atravessou o estado para manter o acompanhamento presencial, aulas, mentoria, rotina organizada e aquela sensação de coerência entre trabalho e propósito. Bastou um problema pontual no consultório, emocionalmente desconfortável e sem possibilidade concreta de resolução, para surgir a tendência automática de interpretar a semana inteira como ruim. Ignorando que, proporcionalmente, o que predominou foram experiências positivas. Isso evidencia como tendemos a dar mais peso ao que dói do que ao que funciona. E como é necessário um esforço consciente para avaliar a vida pela frequência dos acontecimentos e não pela intensidade do último incômodo.