25/08/2021
Você acorda se sentindo feia e, de forma inconsciente, automática, você assume que todos ao seu redor também pensam isso a seu respeito. A partir dessa assunção talvez você fique um pouco desconfiada e se relacione com as pessoas ao seu redor de forma diferente, até mesmo ocupando uma posição um pouco defensiva, já que, afinal de contas, essas pessoas te acham feia.
Mas essas pessoas nunca te falaram isso, você também não perguntou. Essa ideia vem da sua própria auto imagem transferida para quem está ao seu redor.
Esse é um exemplo, mas não é raro que as pessoas se sintam assim, especialmente quando há uma alteração de autoestima, que faz com que a gente não consiga avaliar de forma genuína a pessoa que somos, fazendo com que pensemos que os outros também nos veem assim.
Mas na realidade, cada um tem o seu pensamento, a sua medida, a sua opinião, e nós não temos como saber de antemão, não habitamos a mente do outro, assim como o outro não habita a nossa.
Isso não quer dizer que precisamos depender do que os outros pensam da gente para melhorar a nossa autoestima, mas sim que é importante saber diferenciar o que é nosso e o que é das outras pessoas. Não precisamos que o outro defina o que sentimos, assim como não precisamos definir o que (supostamente) o outro pensa de nós.
O caminho a ser percorrido para de alguma forma “equilibrar” essa imagem que temos de nós mesmos, envolve um movimento em direção ao autoconhecimento, a reflexão sobre a sua subjetividade, sua história, seus desejos e medos.
Envolve estabelecer um diálogo sincero com você mesma e acolher a pessoa que você é agora.
Amanda Ferreira.
Psicóloga. CRP: 12/20238
A imagem usado no post é da obra de Pablo Picasso “Garota em frente ao Espelho”, de 1932.