20/11/2025
Participação da Prefeitura Municipal de Florianópolis, através do Secretário da Saúde, Almir Gentil, Secretaria da Assistência Social, Aníbal Julian Gonzalez. Os filantropos Padre Luiz Prim e Padre Vilson Groh. Equipe das Terapias Sociais.
Gestores de cidades e setores que lidam com o tema dos desabrigados, considerando pessoas em situação de rua, dizem enfrentar um grande desafio. O tema parece complexo e tornou-se polêmico em alguns países. Pode envolver a falta de moradia, o desemprego, mas comumente trata-se de problemas de saúde mental. A dependência química é comum entre esta população. Muitas vezes encontramos ruturas dos vínculos familiares e abandonos. O que fazer com este grave e complexo problemas nas cidades, perguntam-se os gestores. Respeitar a liberdade do cidadão desfavorecido, ou optar por uma intervenção involuntária, caso não haja convencimento?
Não se trata de um problema exclusivo de países em desenvolvimento, embora em países desenvolvidos uma rede pública de proteção social parece mais evidente. Nossa equipe de Terapia Social se depara com estes casos e associa abordagens considerando o conhecimento médico-psicológico com as estratégias das terapias sociais.
Abordagens fragmentadas parecem dar soluções temporárias, comparada com abordagens inteligentes e humanitárias, com uma escuta personalizada nos ambientes de acolhimento. As melhores propostas combinam ações públicas com ações comunitárias, para combater o ciclo de rua destes indivíduos.
Em países desenvolvidos, algumas políticas reduzem quase a zero a população de desabrigados. No sul do Brasil, qual a melhor política, capaz de ser instaurada? A partir da campanha da administração atual da Prefeitura Municipal de Florianópolis, que conta com indicadores sobre os desabrigados, vamos iniciar o debate. O propósito é mostrar na prática o conjunto de ações integradas e consistentes para proporcionar dignidade e saúde e reduzir drasticamente a estas pessoas vulneráveis.