18/01/2026
Muitas vezes, a sociedade nos pressiona a “superar” o luto, como se ele fosse um obstáculo no caminho ou uma doença a ser curada. Mas, na perspectiva existencialista, o luto é o próprio caminho.
Quando vivemos uma perda — seja pela morte de alguém querido ou por uma ruptura que nós mesmos escolhemos — o mundo que conhecíamos desaba. Perdemos também uma parte de quem éramos naquela relação. O projeto de futuro que tínhamos com o outro se quebra. E agora?
Sartre dizia que “não importa o que fizeram de nós, mas o que fazemos com o que fizeram de nós”.
Muitas vezes a ruptura se impõe a nós como um dado da realidade; em outras, somos nós que precisamos escolher o fim em nome da nossa liberdade. Mas, em ambos os casos, a tarefa existencial é a mesma: o que eu vou fazer com esse vazio que ficou?
O luto não é sobre “seguir em frente” esquecendo, mas sobre aprender a carregar essa nova configuração de mundo.
Recuse o silenciamento da sua dor:
▫️ O luto não reconhecido (por um pet, um sonho ou um divórcio) é legítimo.
▫️ A sua dor é o testemunho da importância que aquele vínculo teve na sua vida.
▫️ Você tem o direito de não saber quem é por um tempo.
Como você tem escolhido habitar esse novo mundo hoje? O vazio é um espaço de dor, mas é também o único lugar onde a sua nova história pode ser escrita.