26/01/2019
Já dizia Nietzsche, ...a chave para a solução dos problemas é buscar pelas suposições ocultas em vez de procurar por soluções. Estranho? Nem tanto....Muitas vezes queremos encontrar uma solução prática e objetiva para nossas dificuldades, e perceba que poucas vezes esta estratégia funciona de forma efetiva, afinal o caminho não é esse, é preciso primeiro desvendar as suposições que carregamos a respeito de nós mesmos, suposições estas que nos impedem de olhar para a realidade, reconhecendo quem realmente somos e o que queremos. As suposições que fazemos a nós mesmos, chamaremos aqui de crenças negativas a respeito de si próprio. Identificamos no processo psicoterapeutico, através da terapia EMDR, as crenças negativas que o sujeito carrega consigo. Elas são os resultados das experiências vividas, principalmente das experiências adversas de vida e das experiência traumáticas que deixaram um registro negativo em relação a própria avaliação sobre si. Isso dificulta o acesso a verdade, a realidade. A pessoa pode até saber por exemplo que tem potencial, reconhecimento ou que é amada..., mas as suposições que guarda consigo, por meio de suas crenças negativas são: de não ser bom o suficiente, não merece ser amado, ser um fracasso...sendo assim essas crenças irão contaminar as evidências que surgem na interação com os outros e com o ambiente, dificultando que o indivíduo tenha o acesso a oportunidades e possibilidades, logo a verdade. Para Nietzsche, a verdade seria um valor fundamental, ao passo que as convicções dos indivíduos seriam prisões. Lembre-se nós vivemos buscando justificativas para manter nossas convicções. A terapia EMDR e o processo Psicoterapeutico tem como foco auxiliar na liberdade do indivíduo, através do reprocessamento das experiências adversas e traumáticas que contribuíram para a formação das convicções alienantes. Qdo o reprocessamento é bem sucedido a pessoa olha para o mundo não mais através de suas crenças negativas, deixando-as de lado, o indivíduo passa a ocupar o lugar de adulto orientado pelo presente e não com aquele olhar contaminado pelo passado e por avaliações que pertenceram as experiências traumáticas, na maioria das vezes viv