Olga Rodrigues - Terapeuta

Olga Rodrigues - Terapeuta Atendimentos com Ayurveda e Yoga Massagem Ayurvédica

17/04/2026

Uma Lua Nova que concentra sua força e ao mesmo tempo hesita em avançar.

Que nos faz querer ir em frente, criar, concretizar o que passamos tanto tempo planejando. Que nos tira do sonho e nos enraiza no presente.

Em Áries, signo de ação. Mas também em Ashwini e aqui é preciso mergulhar no simbolismo.

Dois deuses gêmeos, filhos do Sol, que tomam a forma de cavalo, transitando entre o sutil e o material. Os primeiros cirurgiões do mundo ( pois é, na Índia antes de ser Índia já se falava em cirurgia).

Mas a cura que trazem não é bonita. É visceral, catártica, crua. Forte, intensa como um cavalo correndo sem rumo. É o que precisa ser aberto antes de cicatrizar.

Então, se essa semana você se sentiu travando, com uma energia que quer acontecer mas não consegue sair, olhe para o que está chegando.

Pode ser um começo. Pode ser um encerramento. Podem ser vários processos ao mesmo tempo e é por isso que é preciso ir com calma agora.

Até porque isso vale para os próximos 28 dias.

O frio do ar condicionado me incomoda. Estou sentada naquela sala em tons de bege e tenho certeza que a intenção era f**...
14/04/2026

O frio do ar condicionado me incomoda. Estou sentada naquela sala em tons de bege e tenho certeza que a intenção era f**ar acolhedora, mas o resultado é uma coisa meio sonsa, meio pastosa. Sozinha com meus pensamentos, aguardo que me chamem para fazer um ultrassom de mama- um exame para confirmar que um nódulo não cresceu.

Sem aviso, meu peito dói. Interpreto como um sinal derradeiro: com toda a certeza, o resultado vai ser ruim.

Minha mente não perde tempo: em menos de um minuto, ela traça destinos trágicos, define os próximos passos. Vou sair daqui arrasada, caminhar sem rumo pela cidade, ainda bem que está cinza o dia, vai ajudar a compor o cenário.

Mas não vou chorar, não posso chegar em casa com os olhos vermelhos que logo minha filha chega e vai perceber que tem alguma coisa errada. Penso em médicos, tratamentos, será que vou perder meu cabelo? prevejo tudo sem nenhum pudor. Minha precisão trágica é assustadora.

Na minha cabeça uma frase ingênua:

O que eu fiz para merecer isso?

Logo eu, que cuido da minha alimentação desde os 16 anos, que me dedico tanto a ter uma vida saudável. Que faço tanta coisa para contrapoa bagunça emocional da vida e seu efeito no corpo. Não é justo, a vida não é justa, não pode ser. Desperdicei meu tempo, minha atenção para no final adoecer do mesmo jeito.

A consciência me atinge em cheio, fecha minha garganta: será que tudo o que eu fiz foi apenas em prol de uma vida saudável? Ou apenas medo da morte?

Seria esse pavor do inevitável aquilo que me move a afundar em informação, para quem sabe um dia entender como meu corpo funciona? A fazer escolhas que às vezes nem eu compreendo? Para adiar o que não tem como adiar?

Pois é. Parece óbvio agora, mas juro que isso nunca tinha me ocorrido.

Penso que, de qualquer forma, também não sei onde estaria sem essas escolhas. Conhecer o aconchego no corpo que vem em forma de uma comida simples e equilibrada, a água do mar gelada descomprimindo meus músculos cansados de correr, o alívio de ver um padrão superado… tudo isso é tão real. Mas o medo também é real.

O texto continua no substack, link nos stories, lê lá e me conta o que sentiu!

"Não sou dada a suspiros por tempos idos. Mas há uma sensação que me visita às vezes. Uma vontade de compreender aquela ...
18/03/2026

"Não sou dada a suspiros por tempos idos. Mas há uma sensação que me visita às vezes. Uma vontade de compreender aquela coisa indecifrável que carregava aos vinte anos, a certeza viva de que tudo era possível.

Hoje, do outro lado dos quarenta, tento perceber para onde foram todas essas certezas.
Não perdi o otimismo. O que perdi foi a recusa de aceitar que a vida tem limitações. Que o amor não pode tudo. Que nossos corpos adoecem e nossas mentes também...

A Lua Nova está em Peixes, onde os limites se dissolvem e o infinito parece real. Mas a mansão lunar que a recebe tem por símbolo um leito funerário.

O peso das limitações, contrapondo o romantismo utópico.

A firmeza na esperança, talvez."

O texto completo está no Substack e o link na bio.

"Já que é carnaval, eu quero falar sobre uma pergunta que nunca roteirizo, mas que sempre aparece nas minhas consultas. ...
12/02/2026

"Já que é carnaval, eu quero falar sobre uma pergunta que nunca roteirizo, mas que sempre aparece nas minhas consultas. Especialmente com mulheres acima dos 30, com carreiras tocar e famílias para cuidar. Mesmo que essa família sejam dois animais ou uma mãe precisando de atenção.

E a pergunta que parece simples mas nem tanto, é:

Quantas horas por semana você tira para o prazer?"

Texto novo no substack, vou deixar o link nos stories, só entrar e ler 🤎

Na filosofia védica, esse momento em que alma abraça a existência, compreende seus condicionamentos e olha de frente seu...
01/02/2026

Na filosofia védica, esse momento em que alma abraça a existência, compreende seus condicionamentos e olha de frente seus venenos é um momento de profunda transformação.

Se dar conta do quanto a gente carrega pela vida, aquela mochilinha de traumas criados pelo nosso contexto, nossa família, nossa história. E ousar abrir a mochila, se livrar de alguns, olhar outros com tanta atenção que viram ensinamento.

Pois essa Lua cheia de fevereiro está querendo nos fazer chegar exatamente nesse lugar. E que coincidência, ou não, que uma lua que pede para nos conectarmos com nossos movimentos internos venha um dia antes do dia 2, em que entregamos flores para a rainha Iemanjá

Não seria nada estranho sentirmos o peito cheio, como se represando um sentimento maior do que poderíamos aguentar se saísse todo cá para fora.

Se a vida pede coragem pra criar, arriscar voos, soltar amarras… também pede coração pra sustentar o que f**a.Segurar a ...
04/12/2025

Se a vida pede coragem pra criar, arriscar voos, soltar amarras… também pede coração pra sustentar o que f**a.

Segurar a mão de um processo, de uma relação, de um projeto quando o encanto do começo passa.

Descobrir motivação pra continuar apesar do que nos trava.

Ter paciência de preparar o solo, plantar, regar e aceitar que às vezes o crescimento é quase invisível.

Essa Lua Cheia nasce quando corremos pra “fechar ciclos”, bater metas, celebrar conquistas.

Como se, depois do dia 31, a vida não continuasse a pedir presença e constância. Como se o que plantamos hoje não precisasse de cuidado amanhã.

Rohini é paisagem fértil: campos verdes, úmidos, vivos. É a mulher plena em sua beleza, fértil de ideias, arte e desejo. Aqui a Lua se exalta, a mente respira, o corpo alivia, especialmente agora que Mercúrio e Saturno retomam o movimento direto.

Mas Rohini também é o campo dos prazeres. E é aí que mora a lição.
Conta a história que Chandra, o deus da Lua, visitava suas 27 esposas até encontrar Rohini: rosto avermelhado, doçura no olhar, presença encantadora. Encantou-se tanto que ficou só com ela, ignorando as demais. Por romper a ordem do universo, foi amaldiçoado: condenado a crescer, minguar, desaparecer e voltar, mês após mês.

Enquanto a Lua se derrama fértil em Rohini, do outro lado do céu Marte e Vênus caminham por Escorpião, território das emoções profundas, dos traumas antigos, dos padrões que repetimos sem notar.

Vênus desce à terra escura e ilumina o que incomoda nas relações, o desejo que sufoca a criatividade, o medo de perder, de não ser suficiente.

Marte vem como bisturi, não espada, ajudando a separar o que ainda é vivo do que já apodreceu em volta da semente.

Talvez a coragem agora não seja começar algo novo,
mas f**ar.
Regar.
Podar o excesso.
Cuidar do que já está vivo nas suas mãos e aceitar que a verdadeira abundância nasce daquilo que você escolhe nutrir (e do que tem coragem de soltar) todos os dias. 🌙

Lis, Pipoca, pipoquice doce, pirralha, pirralhinha, amor, amorzico, fofura, dengo da mamãe (ainda pode falar aqui essas ...
26/11/2025

Lis, Pipoca, pipoquice doce, pirralha, pirralhinha, amor, amorzico, fofura, dengo da mamãe (ainda pode falar aqui essas coisas ? haha)...

Acho que são tantos nomes que a gente vai arrumando para você porque tem amores que não cabem em uma palavra só.

Mas aproveitando para responder à sua eterna pergunta: tenho certeza que seríamos amigas se nos conhecessemos adolescentes. Contariamos tudo uma à outra, teriamos ataques de riso onde era para estarmos sérias, eu zoaria seu romantismo incurável, você me ajudaria com o meu perfeccionismo.

Mas... sabe que eu ainda prefiro ser sua mãe?

Ter tido o privilégio de ver de perto você crescer:

aquela bebé que pulava de colo em colo sorridente, no caminho para casa no barco

o cotoco de gente puxando papo com todo mundo na rua ( e muitas vezes contando mais sobre a nossa vida do que deveria)

a criança que saía enrolada nas minhas echarpes e saias "vestida de deusa"

a adolescente cheia de sonhos e reflexões que hoje você é.

Que consegue ser forte sem nunca perder sua eterna doçura.

Que me ensina sempre a agradecer as pequenas e as grandes coisas da vida, mas também a parar para chorar quando é preciso, sem medo de parecer frágil.

Que sua vida siga leve e profunda como você!

Te amo e te admiro pirralha!

Essa Lua cheia não fala de desejo; fala da dor de nascer. E do que precisa morrer em você.É como atravessar um canal esc...
05/11/2025

Essa Lua cheia não fala de desejo; fala da dor de nascer. E do que precisa morrer em você.

É como atravessar um canal escuro e estreito, sentindo a pressão que empurra adiante, uma força maior, um grito interno abrindo a pele que já não pode mais ser contido.

Por mais que a gente não se lembre, foi assim que chegamos aqui. Lá atrás, quando viemos ao mundo. A gente não avançou porque confiava, nem porque sabia que era o caminho certo, nem porque acreditava na vida. A gente avançou porque tinha que ser.

Esse é o território de Bharani, onde acontece a Lua cheia de hoje, um nakshatra simbolizado por uma yoni.

E Bharani não fala só de nascer: fala de viver, ter prazer, encarar a própria finitude e renascer. É um lugar intenso, profundo, magnético, onde a força de Áries vira impulso para trazer algo à luz.

Mas, por mais belo e transformador que seja um parto, toda mãe sabe: é o depois que exige força. Porque depois do nascer e do renascer, existe um ser que pede raiz, chão, colo.

Essa Lua cheia, então, cutuca com uma pergunta: quanta estrutura e maturidade você realmente tem para receber tudo aquilo que está pedindo para nascer na sua vida?

Talvez por isso, a divindade ligada a Bharani seja Yama, o deus da morte, aquele que purif**a, queima o excesso. É ele que dá nome aos yamas, uma das partes do Yoga: princípios simples e universais que sustentam nossos valores mais básicos, como não mentir, não pegar o que não é seu, não causar dano. Parece simples, né?

Mas com Yama não tem papo, não tem autoengano. Ele vem justamente cortar as pequenas mentiras que contamos pra nós mesmos pra manter o que já não se sustenta: “tá tudo bem assim”, “depois eu mudo”, “não é tão grave”, “eu aguento mais um pouco”.

Mas não dá pra fugir da dor de nascer quando a verdade bate na porta.

Então, não é só sobre “sair da zona de conforto”, e sim sobre reconhecer o que precisa ser limitado, cortado, deixado para trás, para que algo novo possa realmente aparecer.

Nem sempre porque a gente quer.
Mas porque chegou a hora.

Estes dias, o corpo me pediu pausa.E no silêncio, eu percebi:tinha coisa demais.ruído demais.pressa demais.Parar, no com...
15/10/2025

Estes dias, o corpo me pediu pausa.

E no silêncio, eu percebi:
tinha coisa demais.
ruído demais.
pressa demais.

Parar, no começo, é desconfortável.
Porque o fazer vira armadura.
Porque a gente se acostuma a responder pro mundo e se esquece de escutar o corpo.

Por isso eu sempre volto ao que o Ayurveda tem de mais valioso: ritmo.

Num mundo que sempre pede mais, é isso que regula meu sistema nervoso (e meus ciclos):
→ recolher os sentidos por instantes
→ repetir o que sustenta
→ terminar o dia de verdade

Na prática, o simples me nutre:
• ouvir um mantra enquanto cozinho
• pausar para um chá quente no meio da tarde
• esquecer o celular ao chegar em casa
• passar óleo nos pés antes de deitar

Simples demais? Talvez, né?
Mas é o simples que me dá chão
e me faz caber em mim.

Tenho para mim que a gente se encanta pelo círculo porque não dá pra dizer onde começa e onde termina.É a sensação de es...
07/10/2025

Tenho para mim que a gente se encanta pelo círculo porque não dá pra dizer onde começa e onde termina.

É a sensação de estar no meio do oceano: sem borda, sem seta, só movimento.

Porque a verdade é que a maioria de nós não lida bem com finais, começar parece sempre mais fácil (às vezes várias coisas ao mesmo tempo).

Mas tem horas em que enxergar o fim traz um suspiro de alívio: a porta depois de um dia longo. O término de um caminho exigente. o ponto final de uma fase difícil.

E a lua cheia de hoje é sobre isso: sobre esse alívio.

Em peixes, onde o imenso nos toma por inteiro, ela lembra que há momentos de soltar o controle.

Em revati, a morada da dissolução do ego, sob a estrela de Pushan, o guia que protege e conduz seres vivos e não vivos a atravessarem ciclos.

É a estrela do “quase madrugada”: quietude pura, tudo paira, nada se move. É antecipação, o saber que o dia já vem.
Não dá pra parar a roda do samsara. Seguimos mudando, atravessando tempos, mesmo apegados ao que f**a. Mas Revati inspira confiança, revigora o nosso olhar.

Assim, essa lua pode renovar por dentro, se você deixar. E o que se fecha pode ser concreto, como um trabalho, ou sutil, como um padrão que não serve mais.

Mais do que remoer o que acabou, é deixar Pushan trazer o fôlego calmo da madrugada. Um olhar novo começa a nascer.

Porque nem sempre nossos círculos são perfeitos: amassam aqui, afinam ali, abrem acolá.

A vida, porém, segue infinita em si. E a gente segue com ela.

Parece “só” uma placa. E é.Mas, pra mim, é um lembrete do caminho que escolhi.Com signif**ado especial, por ver que a ar...
29/09/2025

Parece “só” uma placa. E é.

Mas, pra mim, é um lembrete do caminho que escolhi.

Com signif**ado especial, por ver que a arte da filhota conseguiu colocar no papel tudo o que me move:

🌙 As Luas, crescente e decrescente: a mente e suas muitas fases.

🐍 A Serpente lembrando que na visão védica, o que cura e o que fere às vezes é o mesmo, muda apenas a dose.

🤲 As mãos, meu instrumento, que sempre me lembram de um dito árabe que uma paciente turca me ensinou: que sejam sempre abençoadas.

🌿 As ervas, essas companheiras que refrescam, aquecem, limpam, fortalecem.

Obrigada Pipoca por ter colocado seu olhar sensível e atento nesse logo. Lindo demais ver seu talento crescer.

E a cada pessoa que confiou seu corpo e sua história às minhas mãos nesses +10 anos.

O processo terapeutico nem sempre é fácil — mas é lindo quando a vida se permite florescer.

Endereço

Campeche
Florianópolis, SC

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando Olga Rodrigues - Terapeuta posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Entre Em Contato Com A Prática

Envie uma mensagem para Olga Rodrigues - Terapeuta:

Compartilhar