12/03/2021
E depois da i.a, quando conseguimos vencer o "coitadinho, da um docinho pra ele" ou "ah que mãe malvada, ele quer tanto um brigadeiro", como fazer?
Me assusta o pensamento de que após dois anos está tudo liberado, pra começar eu penso que se pudermos, devemos segurar os doces, açúcares e afins, até os três anos. E a partir daí, aos poucos, ir liberando conforme a evolução da criança.
Como assim, evolução?
A criança começa a verbalizar que quer o doce, vai a um aniversário e já autônoma, está entre os amigos e pede, vê seus pares comendo. Aí deixe.
Não rotule essas guloseimas como proibidas ou "venenos" porque tudo aquilo que é proibido de forma clara, a partir de uma certa idade a criança passa a desejar bastante. Quem nunca né 🙃?!
Então, o equilíbrio pode ser seu norte. a base da alimentação precisa ser natural, livre de guloseimas, para que um dia ou outro, esses escapes não façam diferença.
Sempre que puder, escolha algo mais natural, caseiro. Por exemplo: mais vale dar um brigadeiro feito com leite condensado e chocolate, do que uma lata de brigadeiro pronto. Mais vale um biscoito que uma confeiteira produza do que um bolinho Ana Maria e similares.
Na foto, meu filho comendo um pirulito colorido.
De mãe pra mãe: te confesso, uma tranqueira, eu sei. E quem comprou? Eu.
Por que comprei e dei? Porque era seu aniversário de seis anos. E ele come bem em 95% dos dias e sempre que via esse pirulito em loja de festas, me pedia pra ter no seu aniversário. E então, aí está, comeu, não valorizamos muito, apenas pedi que comece sentado, sem ser correndo e virando cambalhota pra não se engasgar.
Pronto! Desejo atendido.
Quarta-feira, voltamos a nossa programação normal, em casa, sem aniver, com comida caseira do dia a dia.
É difícil manter uma alimentação boa? Para alguns sim. É difícil não criar neuroses alimentares? Também é, oh se é!
A linha é tênue!
Um beijo,
Nut. Lúcia Silveira Faccini
Nutrição do pré natal à infância e alergias alimentares
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