12/01/2026
No dia 11 de janeiro de 1978, meu pai iniciava um novo ciclo ao me tomar nos braços pela primeira vez. Ali, sem que eu soubesse, nascia um vínculo eterno, tecido de amor, proteção e presença. Naquele gesto simples, ele me apresentava à vida — e a vida me apresentava a ele.
E ontem, por uma daquelas coincidências sagradas que a alma sente, mas a mente não explica, fui eu quem o entreguei à terra. Não como despedida, mas como passagem. Não como fim, mas como um novo início.
Se naquele dia ele me acolheu no mundo, agora o mundo o acolhe de volta em outra forma de existência. O amor não se perde, não se enterra, não se cala. Ele se transforma, atravessa dimensões e permanece vivo em mim, em cada memória, em cada ensinamento, em cada silêncio cheio de presença.
Que este ciclo que se fecha na matéria se abra em luz.
Que ele caminhe em paz.
E que eu siga, honrando sua vida, sabendo que o amor é eterno e que os reencontros da alma nunca têm fim. ✨🕊️
Te amo, paizinho querido. 🤍