Fernanda Lima Pediatra

Fernanda Lima Pediatra Meu objetivo é ajudar da melhor forma possível, considerando os benefícios de curto, médio e longo prazo, da saúde de cada paciente.

03/03/2026

Duas cenas, a mesma biologia. 🐒🤱

A gente olha para essa imagem e sente uma “paz”. Mas a realidade da mãe moderna, às 3h da manhã, é bem menos poética. Muitas vezes está exausta, com medo de não conseguir render no trabalho no dia seguinte.

E essa é a falta que uma tribo traz, para revezar o colo, criar um ambiente acolhedor e adequado a necessidade da criança.

E aí vem a culpa: ”Será que estou fazendo errado? Será que ele nunca vai aprender a dormir no berço? O que a fulana fez para a filha dormir no quarto a noite toda?”

A Verdade Histórica (é que):
O berço, como esse móvel isolado e alto que conhecemos hoje, se popularizou apenas no século 19. A ideia de um quarto separado para o bebê é uma “invenção” cultural recentíssima na história da humanidade.

Por mais de 200.000 anos, mães e bebês dormiram juntos, era uma questão de sobrevivência da espécie. O seu bebê não sabe que vive em 2026, pois o DNA dele ainda acha que, se ele ficar sozinho no escuro, um predador vai pegá-lo.

Então, quando ele acorda ao encostar no colchão do berço ele só precisa de sua ajuda.

Mãe, se dormir junto é o que permite que vocês dois descansem e sobrevivam ao dia seguinte, não se culpe.
Você não está falhando. Você está sendo, apenas e maravilhosamente, uma mamífera.

Se dormir junto não é possível para você, busque maneiras de dormir mais cedo, de ter alguém que fique com seu bebê para poder dormir mais tempo contínuo, organize a rotina para permitir convites para a autonomia do seu filho, e enquanto não rolar ache outras formas, pois uma coisa te garanto, se você criar um ambiente adequado, seu filho vai passar a dormir bem daqui a poucos anos.

Qual é a sua maior dificuldade com o sono hoje?
Me conta aqui embaixo. 👇

Aniversário das duas crianças mais especiais da minha vida! 💛 8 anos da Flora e 3 anos da Teresa
27/02/2026

Aniversário das duas crianças mais especiais da minha vida! 💛 8 anos da Flora e 3 anos da Teresa

Você já percebeu que seu filho está sempre te observando?E o que ele vai comer começa antes da mesa.Começa quando você t...
19/02/2026

Você já percebeu que seu filho está sempre te observando?

E o que ele vai comer começa antes da mesa.
Começa quando você tira ele do brincar para comer.
Quando ele não quer comer algo do prato e você já começa a negociar: “Se comer X, tem Y” ou “Só pode fazer isso se comer o que está no prato”.

Na verdade, aí já começa a nossa falta de confiança na alimentação da criança e termina com um monte de barganha.

E se, ao invés de ser verbal e falar sobre comida... a gente não relaxasse?
Apenas permitisse que a criança comesse o que temos na mesa. Nos preocupando com o que colocamos no nosso prato e o que tem em cima da mesa.

O que está no seu prato, o que você fala, como você tenta desafiar e negociar...
Muitas vezes, queremos corrigir o prato da criança, mas esquecemos de olhar para o nosso. Crianças modelam muito a nossa alimentação.

👉 Lembre-se: o que não entra no carrinho do supermercado, não entra no hábito da família.
👉 Comer junto, a mesma comida, é a estratégia nutricional mais poderosa que existe.
👉 Usar comida como “consolo” ensina a criança a fazer o mesmo com as próprias emoções.

Se você quer que seu filho tenha uma relação leve e saudável com a comida, o convite é para você começar essa mudança.

O exemplo é a única forma de ensinar.

Quais dos seus hábitos alimentares, você morre de medo do seu filho copiar?

13/02/2026

A Arte de (Não) Interferir

A parte mais difícil não é fazer pelo filho. É conseguir segurar as mãos e deixá-lo tentar.

Aquele impulso de “ajeitar” a peça do quebra-cabeça ou limpar a boca antes da hora é quase incontrolável.
Mas observe o que acontece no rostinho dele quando a peça finalmente encaixa.

É a construção da autoestima acontecendo em tempo real.
Se a gente intervém antes do “erro” ou da sua própria tentativa, roubamos essa oportunidade de descoberta.
A frustração de não conseguir na primeira vez é o combustível que faz o cérebro buscar novas rotas neurais.

O seu papel muda de “executor” para “porto seguro”.
Você está ali, presente e disponível, caso o barco vire. Mas quem rema é ele.

Permitir que a criança experimente o próprio ritmo é o maior voto de confiança que podemos dar.
Acredite: eles são muito mais capazes do que a gente imagina.

Você pode falar mil vezes para o seu filho sair do sofá, largar o tablet e ir brincar lá fora. Mas se o que ele vê o dia...
11/02/2026

Você pode falar mil vezes para o seu filho sair do sofá, largar o tablet e ir brincar lá fora. Mas se o que ele vê o dia todo é você com o celular na mão... o cérebro dele processa outra coisa.

Desde bebê, o cérebro humano é programado para copiar o comportamento, através dos neurônios espelhos. É uma questão de sobrevivência: “se meus pais fazem isso, deve ser o jeito certo de viver.”

Então, quando falamos de saúde e movimento, o discurso não convence. O exemplo que ARRASTA!

E aqui entra o meu Método OCA para transformar essa realidade:

👁️ OBSERVE: O que o seu filho vê você fazendo? Ele te vê cuidando do seu corpo com prazer ou te vê reclamando que “precisa ir para a academia”? Ele associa movimento a castigo ou ele faz parte da vida?
❤️ CUIDE: Crie um ambiente onde o movimento seja natural, não uma obrigação chata. Não precisa ser algo planejado e agendado. Pode ser uma caminhada no parque, dançar na sala, andar de bicicleta juntos. Cuidar é mostrar que o corpo foi feito para se mexer.
🤝 ACOMPANHE: O desenvolvimento dele inserindo o esporte na rotina da família. Não terceirize a saúde do seu filho apenas para a escola ou o professor de natação. Participe!

Seu filho não vai lembrar do que você disse sobre ser “fundamental praticar esportes”. Ele vai lembrar de ver você amarrando o tênis e chamando ele para correr junto.

Quer criar um filho saudável? Comece sendo um pai ou mãe em movimento.

👇 Me conta aqui: qual atividade vocês gostam de fazer JUNTOS em família? Ou ainda se está precisando começar...

Você sabe de onde vem a ideia de que “colo demais estraga”?Em 1934, um best-seller nazista chamado *”A Mãe Alemã e seu P...
07/02/2026

Você sabe de onde vem a ideia de que “colo demais estraga”?

Em 1934, um best-seller nazista chamado *”A Mãe Alemã e seu Primeiro Filho”* ensinava que o choro do bebê deveria ser ignorado. O objetivo não era criar crianças saudáveis, mas sim soldados obedientes, frios e distantes emocionalmente.

Assustador, não é?

E o pior: essa ideia não era exclusiva do regime nazista.

Nos EUA, o “pai” do behaviorismo, John Watson, também pregava que mães não deveriam beijar ou abraçar seus filhos, sob o risco de criar “inválidos emocionais”.

Ou seja: o mundo todo parecia conspirar contra o colo. De um lado, a frieza para criar soldados; do outro, uma “ciência” que via o afeto como fraqueza.

Mas o que mais me preocupa não é o livro em si (que ficou no passado), é o eco que ele deixou.

Quantas vezes você já ouviu:
❌ “Deixa chorar para expandir o pulmão.”
❌ “Não dá colo que acostuma mal.”
❌ “Ele está te manipulando.”

Essas frases não são apenas “conselhos de avó”. Elas são resquícios de uma cultura que treinou gerações para se desconectarem dos próprios instintos e dos seus filhos.

A neurociência moderna já provou o contrário: o colo, o afeto e o atendimento pronto ao choro não criam crianças “fracas”. Pelo contrário. O vínculo seguro é a base para um cérebro saudável, capaz de regular emoções e lidar com o estresse no futuro.

Nós somos a geração que está quebrando esse ciclo. E eu sei que é cansativo. Nadar contra a maré exige força.

Mas toda vez que você acolhe o choro do seu filho, você não está apenas “dando colo”. Você está reescrevendo a história.

Me conta aqui: Você já sentiu essa pressão para ser “dura” com seu bebê? Como você lida com esses palpites hoje?

05/02/2026

O bebê sabe quanto precisa comer (Auto-regulação)
Nós temos tanto medo de que eles não comam o suficiente que esquecemos o principal: o bebê nasce sabendo comer. 🤱🥦🍎

Ele sabe quando tem fome. E, principalmente, ele sabe quando está cheio.

Muitas vezes, a nossa ansiedade de “ver o prato limpo” interfere nesse mecanismo natural de saciedade.

👉 Observar: Ele parou de abrir a boca? Virou o rosto?
👉 Cuidar: Ofereça alimentos saudáveis e um ambiente tranquilo, sem pressão.
👉 Acompanhar: Respeite o ritmo dele. Um dia ele come um monte, no outro quase nada. E está tudo bem. Caso você ainda fique preocupada procure o pediatra ou o nutricionista

Confiar na comida é confiar que o corpo dele é sábio.
Você sente que confia ou acaba insistindo por medo? Me conta aqui! 👇

Não existe troféu para quem chega primeiro!A gente vive numa cultura de “linha de chegada”, cheia de comparações nas red...
02/02/2026

Não existe troféu para quem chega primeiro!

A gente vive numa cultura de “linha de chegada”, cheia de comparações nas redes sociais, um monte de informação tóxica que gera gatilhos. Basta o filho da vizinha desfraldar com 1 ano e meio, que acende um alerta vermelho na nossa cabeça: “será que o meu está atrasado?”

Essa pressa tem nome: ansiedade adulta. E o preço quem paga é a biologia da criança.

No consultório, eu vejo com freqüência o resultado dessa corrida contra o tempo:
💩 Constipação crônica por desfralde forçado.
🧠 Bebês desregulados por estresse.

Antecipar marcos não é sinal de inteligência, é risco de trauma. Cada aquisição do desenvolvimento depende de uma orquestra complexa de neurônios que precisam estar prontos e de um ambiente adequado e recursos para lidar com essas mudanças. Sem isso, você não está ensinando, está apenas treinando comportamento de forma temporária.

💬 Me conta aqui: qual dessas pressões (“já desfraldou?”, “ainda mama?”, “não dorme?”) mais te assombra hoje?

31/01/2026

Do desenvolvimento físico ao emocional, é o ambiente em que a criança vive que sustenta um desenvolvimento adequado. Comer junto, ter horários previsíveis, dormir com regularidade, conviver com livros, participar das tarefas da casa, aprender a esperar, observar e repetir, tudo isso se organiza nas relações e na presença dos pais com a criança.

O cérebro infantil se desenvolve a partir de experiências consistentes, os hábitos estruturam a autorregulação, as rotinas constroem previsibilidade, e as relações oferecidas diariamente sustentam a segurança emocional da criança. O desenvolvimento saudável depende de condições reais para acontecer, condições que se constroem nas relações, nas rotinas e na forma como o adulto sustenta o cotidiano da criança.

Que tipo de ambiente estou construindo para que meu filho consiga se organizar melhor?

A leitura molda redes neurais essenciais para linguagem, atenção, criatividade e compreensão do mundo, trazendo benefíci...
28/01/2026

A leitura molda redes neurais essenciais para linguagem, atenção, criatividade e compreensão do mundo, trazendo benefícios que poucos outros hábitos oferecem com a mesma abrangência.

No livro Faça-os Ler, Michel Desmurget reúne estudos que demonstram o impacto profundo da leitura no desenvolvimento cognitivo e emocional das crianças. Ele aponta que nossos filhos leem cada vez menos e que aprender a ler vai além de decifrar letras, envolve compreender o que se lê, algo que se constrói quando a leitura é vivida como experiência compartilhada e significativa no ambiente familiar.

A observação de um adulto que lê de forma presente abre portas para um universo de vocabulário mais rico e narrativas complexas, o que favorece a organização do pensamento, a expressão das emoções e a capacidade de compreender diferentes perspectivas, habilidades que se instalam silenciosamente ao longo das interações diárias.

Por isso, mais do que empilhar livros, o que impacta o desenvolvimento é a construção de um ambiente onde existam livros e adultos disponíveis para viver a leitura junto com a criança, e não apenas ocupar estantes.

28/01/2026

Muitas vezes os pais ficam angustiados porque o filho parou de comer algum alimento ou passou a querer apenas um tipo específico, e isso faz parte do desenvolvimento esperado.

Ao longo dos primeiros anos de vida, a criança atravessa fases diferentes de seletividade, tanto em relação à qualidade quanto à quantidade dos alimentos. 

O que costuma desorganizar esse processo é uma tentativa de trocar, barganhar ou negociar cada colherada, porque uma refeição deixa de ser uma experiência positiva e passa a ser vivida como algo incômodo para a criança.

Confiar na criança significa confiar na sua fome e na sua saciedade, e ao adulto cabe sustentar um ambiente adequado, com alimentos variados, sem telas ou pressão durante a refeição.

Costumo dizer que o mantra é simples, cabe aos pais oferecer boa variedade e qualidade, e cabe à criança decidir o que comer e quanto comer.

Quando esse princípio se perde, o que aparece é mais seletividade, menos autonomia e uma relação cada vez mais difícil com a comida, enquanto o que constrói uma boa alimentação são experiências repetidas em que a criança se sente segura para explorar, escolher e parar quando quiser.

Você confia no seu filho para comer?

Endereço

Rua Sidney Nocetti 62, Sala 401
Florianópolis, SC
88025-320

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 08:00 - 19:00
Terça-feira 08:00 - 19:00
Quarta-feira 08:00 - 19:00
Quinta-feira 08:00 - 19:00
Sexta-feira 08:00 - 19:00

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando Fernanda Lima Pediatra posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Entre Em Contato Com A Prática

Envie uma mensagem para Fernanda Lima Pediatra:

Compartilhar

Share on Facebook Share on Twitter Share on LinkedIn
Share on Pinterest Share on Reddit Share via Email
Share on WhatsApp Share on Instagram Share on Telegram

Categoria

Dra. Fernanda Lima.

Durante a faculdade de medicina, me apaixonei pela pediatria e, mais especificamente, pela puericultura. Apesar da carga horária do curso, fiz muitas horas extras no ambulatório, pois simplesmente ficava encantada e amava estar perto de tudo aquilo.

Nesta época, ganhei o apelido carinhoso de Felícia (Personagem do desenho animado Tiny Toons, conhecida pela frase: Eu vou te abraçar, te beijar e te apertar até seus olhos pularem para fora e eu destruir todos seus ossinhos), pois minha vontade era de realmente cuidar, dar carinho e ajudar os bebês e crianças que passavam por mim com dedicação plena o tempo todo.

Com todas as experiências que vivi, entendi que para verdadeiramente cuidar destas pequenas pessoinhas, é necessário também conhecer e atender a família, para conhecer o ambiente e situações que os rodeiam.