28/07/2022
Praticante de Yoga: não seja um(a) "mosca morta". 🕉⬇️
Yoga não tem a ver com passividade, aliás, uma definição clássica de Yoga é: yogaḥ karmasu kauśalam - yoga é a excelência na ação (B.G. 2.50)
E de onde vem esta excelência no agir?
Quando nos aprofundamos verdadeiramente na prática do Yoga é natural que experimentemos um processo gradual de clareza mental.
Este estado, definido por Patañjali como: citta-vṛtti-nirodhaḥ - estabilização das flutuações da mente – é o campo fértil no qual o indivíduo se estabelece em sua verdadeira natureza.
E quando o indivíduo se expressa a partir de sua natureza essencial cria-se a possibilidade de harmonia entre pensamentos, palavras e ações. Esta coerência fundamentada na lucidez e na amorosidade permite que abandonemos diversos aprisionamentos como: o medo de não agradar, o receio de não ser aceito, a insegurança de ser julgado, etc...
E assim, de mãos dadas com a autenticidade e num processo constante de auto-investigação, o praticante de Yoga encontrará o equilíbrio necessário para escolher o momento correto de se expressar com firmeza e/ou com gentileza.
Ao aguçar o seu discernimento o praticante de Yoga compreenderá que não é digno permanecer neutro diante de injustiças e saberá o momento adequado para se posicionar (seja de forma tempestuosa, ou de forma branda).
A ação, partindo-se de um estado de Yoga (mente lúcida, coração compassivo) sempre será certeira e fonte de bem-aventurança.
Sendo assim, saia de cima do muro, posicione-se e seja você mesma(o) a transformação da realidade que você deseja vivenciar.
ॐ शान्तिः (oṁ śāntiḥ)
Diego Cerqueira