15/03/2026
Hoje quero compartilhar algo com vocês ⬇️
Essas fotos guardam momentos muito específicos da minha vida.🧘🏽♀️
Quem pratica yoga sabe, a gente nunca chega no tapete sempre a mesma, tem fases em que o corpo está cheio de energia, vontade de se mover, explorar, expandir.
E tem fases em que a gente chega mais quieta.
mais cansada, às vezes emocionalmente bagunçada.
Teve um tempo em que o yoga era simplesmente uma prática para mim. Movimentar o corpo, respirar melhor, desacelerar um pouco no meio da rotina.
Depois vieram fases da vida em que ele virou algo muito maior: foi ponte para atravessar momentos difíceis,
foi apoio quando a mente parecia barulhenta demais,
foi muitas vezes meu antidepressivo, meu analgésico…
Hoje já sabemos, inclusive pela ciência, que o yoga ajuda a regular o sistema nervoso, reduze os níveis de cortisol (o hormônio do estresse) e aumentam neurotransmissores ligados ao bem-estar, como serotonina e GABA — substâncias diretamente relacionadas à ansiedade, ao humor e à sensação de calma.
Ou seja, não estamos mais falando de “só alongamento”, ou um exercício físico, o corpo inteiro começa a reorganizar o seu estado interno.
Agora, para as mulheres, isso faz ainda mais sentido.
Porque o corpo feminino não funciona de forma linear.
Ao longo do mês atravessamos um ciclo hormonal que influencia energia, disposição física, foco, sensibilidade emocional.🫀
Tem fases em que o corpo naturalmente pede mais movimento e expansão, e outras em que ele pede recolhimento, silêncio, mais cuidado.
O problema é que a gente tenta se encaixar nessa lógica linear constante de performance e produção.
E quando o corpo pede um ritmo diferente, a gente se sente errada.
Para mim, o yoga é uma incrível ferramenta para aprender a gerir essa energia > Tem dia que o corpo tem tração para a intensidade, e tem dia que a maior inteligência é saber dar uma pausa.
Talvez uma das coisas mais bonitas que o yoga nos devolve seja justamente isto: a permissão para voltar a escutar o próprio ritmo, honrar o ciclo feminino não é um sinal de fraqueza; é inteligência biológica aplicada ao movimento.
Quando a prática nasce da escuta, o yoga deixa de ser performance.🤍