26/05/2023
Sentir-se só é, inevitavelmente, algo que, hora ou outra, vamos experimentar.
Mesmo que estejamos na companhia de outros que nos são chegados, como a
família, os amigos e os colegas de trabalho.
Solidão está para além do posicionamento geográfico. Por vezes, nos sentimos sós quando pensamos diferentemente da maioria, quando gostamos de algo que, no senso comum, é detestável; quando “todo mundo” quer sair e, como diriam as mães, nós não somos todo mundo e preferimos estar em casa; quando os nossos @ no Instagram sentem gratidão o tempo todo, por tudo, e nós não conseguimos nos sentir gratos nem mesmo pelo ar que respiramos.
Sentir solidão é sentir que não pertencemos a algo, que não fazemos parte de um todo, que não há nada além do silêncio dos outros e da voz dos nossos próprios devaneios.
E tem problema nisso? Tem quando isso nos faz sofrer.
Tem gente que lida bem com a solidão, consegue transformá-la num combustível: coloca uma música, toma um banho, abre um vinho, cozinha algo para si, escolhe um filme do seu gosto, escreve, pinta, toma decisões importantes… Produz. Encontra na solidão a oportunidade e a coragem que lhe faltavam em meio ao barulho dos outros.
Mas uma grande parcela de nós sofre com a ausência (ou presença) do outro, f**a inquieto e triste por se sentir a bolacha (ou biscoito?) fora do pacote, incomoda-se com o distanciamento ou isolamento (especialmente, quando ele é forçado por uma pandemia) e sofre. Sofre mesmo. Sofre a ponto de achar que, então, é isso aí que a vida é: vazia, pesarosa, solitária.
Você pode ler artigo completo no meu Blog, o link está na Bio.