Aline Veiga - Psicóloga Clínica & Psicanalista

Aline Veiga - Psicóloga Clínica & Psicanalista Psicóloga/Psicanalista

Quinze anos dentro de um mesmo intervalo de paredes.Nenhum dia coube do mesmo jeito em mim.À primeira vista, tudo tão em...
08/11/2025

Quinze anos dentro de um mesmo intervalo de paredes.
Nenhum dia coube do mesmo jeito em mim.
À primeira vista, tudo tão em ordem. Mas os lugares de escuta guardam suas verdades escondidas. O pedaço de parede mofado por tanto tempo, como se fizesse parte de um pacto silencioso entre mim e o lugar. A cortina, com a barra solta de um lado - uma falha discreta, dessas que só eu via e deixei ficar.
Coisas que só eu sei…
Levo tantos atravessamentos: presenças, movimentos, ruídos cotidianos, o som do sino. Coisas que não se penduram na parede e não se encaixam em caixa.
E levo, sobretudo, o modo como aprendi a escutar. Isso não se empacota; isso segue mudando junto comigo.
É uma despedida, sim, mas daquelas que continuam enquanto a gente anda.

Freud não usa a palavra vocação, mas fala do trabalho como uma forma de sublimação: transformar o que nos atravessa em a...
17/10/2025

Freud não usa a palavra vocação, mas fala do trabalho como uma forma de sublimação: transformar o que nos atravessa em algo com valor simbólico, criativo, vivo; talvez por isso, exercer a vocação seja encontrar um modo de fazer laço com o mundo a partir do próprio desejo, de transformar o que falta em obra.

Lacan talvez dissesse que a vocação é uma resposta ao desejo do Outro, um modo de inventar-se a partir do que causa o nosso desejo.

Quando a Fernandona diz: “Se você exerce sua vocação, metade da sua vida está resolvida”, a psicanálise talvez acrescente: porque aí o sujeito se encontra com o próprio desejo, e quando isso acontece, a vida se torna mais habitável.

Ontem ela fez 96.
Viva. Lúcida. Necessária.

Aniversário✩ E essa força estranha — música que ecoou na minha cabeça o dia todo.
12/10/2025

Aniversário✩ E essa força estranha — música que ecoou na minha cabeça o dia todo.

Em muitos momentos, esse livro foi espelho: fez pensar na minha própria análise, nas análises que conduzo, e nesse movim...
27/09/2025

Em muitos momentos, esse livro foi espelho: fez pensar na minha própria análise, nas análises que conduzo, e nesse movimento sem fim que a psicanálise instaura.

Análise, da Vera Iaconelli, é um convite íntimo a atravessar os bastidores da psicanálise, não só como teoria, mas como experiência de vida. Vera escreve tendo o próprio percurso como matéria e mostra que a análise toca justamente o que não se resolve: atravessar fantasmas, encarar o inconsciente e encontrar um modo muito particular de se virar com o resto.

Ela desmonta a fantasia de que uma análise termina num estado ideal resolvido, e mostra que o fim não é um fechamento perfeito, mas é justamente essa invenção de uma forma própria de fazer com o que resta.

É um livro muito bonito e, sem dúvidas, essencial pra quem se deixa ou quer se deixar tocar pela psicanálise.

Em muitos momentos, esse livro foi espelho: fez pensar na minha própria análise, nas análises que conduzo, e nesse movim...
24/09/2025

Em muitos momentos, esse livro foi espelho: fez pensar na minha própria análise, nas análises que conduzo, e nesse movimento sem fim que a psicanálise instaura.
Análise, da Vera Iaconelli, é um convite íntimo a atravessar os bastidores da psicanálise, não só como teoria, mas como experiência de vida. Vera escreve com coragem sobre o próprio percurso e mostra que a análise toca justamente o que não se resolve: atravessar fantasmas, encarar o inconsciente e encontrar um modo muito particular de se haver com o resto.
Ela desmonta a fantasia de que uma análise termina num estado ideal resolvido, e mostra que o fim não é um fechamento perfeito, mas uma maneira muito particular de lidar com o que resta.
É, sem dúvidas, um livro essencial pra quem se deixa ou quer se deixar tocar pela psicanálise.

Dois dias atrás era junho.  O tempo voa.  O inconsciente não.  Ele anda no seu próprio passo,  não cessando de marcar qu...
02/09/2025

Dois dias atrás era junho.
O tempo voa.
O inconsciente não.
Ele anda no seu próprio passo,
não cessando de marcar que o tempo vivido
não cabe no tempo contado.
Setembro🌸

“Mas eu desconfio que a única pessoa livre, realmente livre, completamente livre, é a que não tem medo do ridículo.”Luiz...
30/08/2025

“Mas eu desconfio que a única pessoa livre, realmente livre, completamente livre, é a que não tem medo do ridículo.”

Luiz Fernando Veríssimo, pra sempre🖤

Li Mônica Vai Jantar no meu grupo de escrita — esse espaço tão precioso — e ainda tivemos a alegria de conversar com o a...
16/08/2025

Li Mônica Vai Jantar no meu grupo de escrita — esse espaço tão precioso — e ainda tivemos a alegria de conversar com o autor, o que fez tudo ficar mais interessante.

Peço licença, então, pra fazer um atravessamento psicanalítico daqueles com um pé (ou dois) na selva, a partir da seguinte pergunta: o que houve com a Mônica, afinal? O que foi aquele fluxo ininterrupto de pensamentos dela? Esse mesmo que faz a gente sentir um incômodo no corpo enquanto lê, ao mesmo tempo que não consegue parar até chegar na página 106, a última.

Pensei, com a psicanálise, que a (minha) Mônica tocou o desamparo. Ela não se sentiu triste ou perdida porque o marido fez algo abominável — foi flagrado se masturbando dentro do ônibus — mas porque o efeito disso foi um abalo profundo da sua própria imagem.

Sabemos que é o imaginário que nos dá a sensação de chão — ser namorada, profissional, filha, amiga —, de que estamos firmes, de que conduzimos a vida. Sendo assim, quando a imagem vacila, é o próprio eixo que se perde. Então, sim, a Mônica sofre pelo acontecimento, mas o horror está na desorganização do eu diante do que escapa.

É aí que ela encosta no desamparo estrutural: aquilo que nos constitui desde sempre e que tentamos recobrir com a imagem.

O turbilhão de palavras da Mônica é a marca da falha: não há nome para o que ela toca. Por isso o pensamento transborda, porque nenhuma palavra basta.

*Obrigada , e também , que trouxe essa leitura para o nosso grupo de escrita criativa♡

Julho, lá se foi.♡
02/08/2025

Julho, lá se foi.♡

A falência de um mundo que se diz civilizado.Via
27/07/2025

A falência de um mundo que se diz civilizado.

Via

Com a psicanálise, que sempre me ajuda a escutar o que sobra quando a história termina, encontrei nesse filme de 2024 — ...
20/07/2025

Com a psicanálise, que sempre me ajuda a escutar o que sobra quando a história termina, encontrei nesse filme de 2024 — protagonizado por Tilda Swinton e Julianne Moore, cheinho de camadas, premiadíssimo e super assistido — uma costura bonita da pulsão de vida e da pulsão de morte, por Almodóvar.

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