Ateliê de Psicanálise

Ateliê de Psicanálise Psicanálise Endereço:
Rua Felipe Schmidt, 515, sala 1009
Cep. 88.010-001 - Ed. Apenas com hora marcada.

Pórtico, Centro
Florianópolis, Santa Catarina
Telefone: (48) 991533838


Horário de funcionamento:
Das 07 às 22 horas. ATELIÊ DE PSICANÁLISE

O lugar

— Um espaço de atendimento clínico psicanalítico para crianças, adolescentes e adultos, orientado pela Ética da Psicanálise a partir dos fundamentos teórico-clínicos de Sigmund Freud e Jacques Lacan.
— Um espaço para os “fazeres” da Psicanálise na polis e sua relação com outras áreas do conhecimento como Arte, Literatura, Filosofia, Educação, entre outras, através dos ateliês de leitura e escrita, seminários, cursos, cartéis — trabalhos que perpassam a soleira ou os muros do setting analítico. O conceito, o nome

Ateliê de Psicanálise carrega em seu próprio nome significantes que o compõem, pois ‘ateliê’, do francês atelier, é o lugar onde trabalham artesões e, sobretudo, artistas; tem, também, em sua origem, a palavra astele — estilha, lasca, do latim, hastella, vareta, de hasta — que lança o que para nós remete justamente ao fazer com a psicanálise em que o corte — este que é também lugar de marca psíquica — é imprescindível, bem como o lançar-se na aventura de lidar com a palavra. Vale lembrar que, em uma cacofonia na língua francesa, atelier pode ser lido/escutado como acte-lier, ato de ligar. É também chamado de ‘estúdio’, um lugar de trabalho para pessoas com desejo de criar. É conhecida a conotação, no francês, de atelier como a casa de um alquimista ou feiticeiro. No nome Ateliê de Psicanálise há a conjunção “de” que, ao mesmo tempo, junta e separa os dois significantes, pois diz justamente “daquilo de que se trata”: de Psicanálise. Este fazer que também é arte, é criação, que se faz com e/na palavra, palavra que às vezes é silêncio, às vezes é lapso, é repetição…

A história, a proposta

De seu início, é difícil saber, pois da origem é possível falar somente a posteriori, num só depois, fazendo um caminho inverso, na trajetória dos traços que a compuseram. Nesse sentido, o tempo do fazer é necessário, não somente o tempo do desejo, pois este, sim, já é longo, transpassa o tempo, através de gerações e do nosso próprio caminhar que, desde 2013, vem delineando-se com leituras, discussões, conversas, na construção daquilo que, para o trabalho com psicanálise é imprescindível: a transferência de trabalho. Com o tempo, porém houve uma nova posição, um novo percurso e o desejo de outros laços pelo viés da escrita (deste site e de textos), pois a escrita-texto também carrega consigo traços que compõem a rede de significantes — em nosso caso, significantes desde a Ética da Psicanálise. Assim, o nosso Ateliê de Psicanálise surge da inquietude e da necessidade de um espaço (espaço como lugar e também como posição) de construção de um trabalho — e esse construir é com o verbo no gerúndio: construindo — voltado à psicanálise, tanto ao atendimento clínico psicanalítico como também à inserção da Psicanálise na cultura, na polis. Nesse sentido, é um espaço que contribui para a sustentação da Formação do Psicanalista, isto é, o “estar com outros”, pois, como está em sua base: “o psicanalista só se autoriza por si mesmo… e com alguns outros”, como propõe Jacques Lacan. Deste modo, trabalhamos e desejamos um espaço que construa e compartilhe um saber desde a fundamentação teórico-clínica de Sigmund Freud e Jacques Lacan e que possibilite o diálogo com outros autores, outras disciplinas — outros campos de conhecimento — gerando, dessa forma, uma constante reinvenção de nosso fazer psicanalítico e, quiçá, da Psicanálise.

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04/09/2021

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NUSHUDe acordo com Zhao Liming, professora na Universidade Tsinghua, em Pequim, o nushu não é somente um sistema de escr...
02/12/2020

NUSHU

De acordo com Zhao Liming, professora na Universidade Tsinghua, em Pequim, o nushu não é somente um sistema de escrita – ele representa uma cultura tradicional feminina chinesa típica.

O nushu é considerado o único sistema de escrita criado e usado exclusivamente por mulheres. Originário do condado de Jiangyong, na China do século XIX, ele fez surgir, ao longo do tempo, uma cultura feminina tradicional, que está ameaçada hoje em dia. Autoridades locais e nacionais do país estão trabalhando para revivê-lo.

Em chinês, nushu significa, literalmente, “escrita das mulheres”. Atualmente, é o único sistema de escrita do mundo criado e usado exclusivamente por mulheres. Foi desenvolvido entre as mulheres camponesas do vale do Rio Xiao, no condado de Jiangyong, na província de Hunan, na China, onde há uma mistura da cultura Han e dos costumes da etnia Yao.

Os caracteres do nushu são uma variante romboide* derivada dos caracteres quadrados chineses, adaptados ao dialeto local (chengguan tuhua). Os caracteres são formados com pontos e três tipos de traços – horizontais, vírgulas e arcos. Essas letras alongadas são escritas com linhas extremamente finas, como fios.

O artefato mais antigo de que se tem conhecimento com escrita nushu é uma moeda de bronze descoberta em Nanjing, capital da província de Jiangsu. A moeda foi cunhada durante o Reino Celestial de Taiping, um reinado rebelde na China que durou de 1851 a 1864 e que introduziu reformas sociais importantes e adotou – até certo ponto – várias políticas relativas à igualdade de gênero. Os oito caracteres gravados em nushuna moeda significam “todas as mulheres do mundo são membros da mesma família”.

Uma cultura solar

O nushu era ensinado principalmente por mães a suas filhas e praticado por diversão entre irmãs e amigas. Era usado por mulheres em uma sociedade feudal que não tinha acesso à alfabetização.
Esse sistema silábico era geralmente usado para escrever autobiografias, cartas entre irmãs juradas (monjas) e sanzhaoshu– “cartas do terceiro dia” desejando felicidade, escritas pelas amigas mais próximas de uma noiva e enviadas três dias após a cerimônia de casamento. Também era usado para registar canções folclóricas, adivinhas e traduções de poemas chineses antigos, assim como para compor canções para mulheres fazendeiras que promoviam a moralidade – enfatizando a importância de ajudar seus maridos e incentivando uma economia doméstica frugal. Todos esses trabalhos usam a forma poética – a maior parte é de poemas de sete caracteres e, alguns poucos têm cinco caracteres.

De acordo com Zhao Liming, professora na Universidade Tsinghua, em Pequim, o nushu não é somente um sistema de escrita – ele representa uma cultura tradicional feminina chinesa típica. Era como um raio de sol que tornava a vida das mulheres mais agradável. “É uma cultura solar”, ela diz, “que permite às mulheres dar opiniões com suas próprias vozes e lutar contra o chauvinismo masculino”.

Como disse uma praticante do nushu, “os homens têm sua escrita, seus livros e textos; são homens de honra. Nós temos nossa própria escrita, nossos livros e textos; somos mulheres de honra”.
Zhao explica que era um costume das mulheres se reunirem para costurar roupas e cantar canções em nushu. A escrita nushu pode ser encontrada em papéis e leques, e também bordada em roupas, lenços e cintos. “Cada mulher do condado de Jiangyong era responsável por escrever uma biografia”, ela continua. “Aquelas que não sabiam escrever podia pedir a outras que escrevessem para elas. As filhas também escreviam biografias para suas mães depois de sua morte”.

Como uma planta frágil, o nushu entrou em decadência quando suas escritoras morreram. Quando as mulheres mais velhas sentiam que o fim se aproximava, com frequência elas pediam a membros da família que colocassem alguns de seus escritos em seus caixões e que queimassem outros exemplares de seu trabalho. Assim, a maior parte do trabalho de uma mulher era enterrado com ela; seus descendentes muitas vezes ficavam apenas com alguns exemplares.

“O conteúdo do trabalho nushu vem da vida cotidiana das mulheres – casamento, família, interações sociais, anedotas, canções e adivinhações. Esses elementos têm grande riqueza de costumes populares e são importantes para o estudo de linguística, gramatologia, arqueologia, antropologia e outras ciências humanas e sociais”, explica Zhao, que estuda o nushu há 30 anos.
Depois de vários anos de pesquisa, sua equipe na Universidade de Tsinghua compilou e traduziu mais de 95% de todos os documentos originais existentes escritos em nushu e os reuniu na Coleção nüshu da China, em cinco volumes, publicada em 2005 – a antologia mais completa de trabalhos em nushu já produzida. Antes dela, apenas um capítulo do livro Uma história de dez anos de Jiangyong, publicado em 1959, foi dedicado ao nushu. A primeira prova documental da existência dessa escrita foi encontrada nas Notas de recenseamento dos condados da província de Hunan, de 1933.

“As mulheres usavam sua própria escrita para contar histórias, reconfortar-se umas às outras, cantar suas mágoas e expressar admiração. No processo, construíram um paraíso”, diz Zhao. “Tianguang(‘luz celestial’) é uma palavra que ocorre frequentemente em materiais escritos em nushu”. As praticantes do nushu se sentiam confortadas por essa palavra, que era capaz de guiá-las em meio a mágoas e dificuldades, rumo a uma vida melhor. “Nenhuma dessas mulheres cometeu suicídio, aliás, porque tianguangas mantinha mais fortes e mais otimistas. Em meio às lágrimas, elas nunca pararam de buscar a luz do sol”.
Por Chen Xiaorong
https://pt.unesco.org/.../janeir.../nushu-lagrimas-raios-sol

01/11/2020

...para escrever "é necessário caminhar. São as caminhadas que trazem as palavras até você, que lhe permitem ouvir os ritmos das palavras à medida que as vai escrevendo mentalmente. Um pé para frente, depois o outro, a batida dupla do coração. Dois olhos, dois ouvidos, dois braços, duas pernas, dois pés. Isso, depois aquilo. Aquilo, depois isso. A escrita começa no corpo, é a música do corpo, e ainda que as palavras tenham sentido, a música das palavras é onde os sentidos começam".

Paul Auster, Diário de Inverno

26/10/2020

entre a casa e o jardim uma passagem

"mulheres na varanda"

"Escrever é captar com palavras a tessitura poética das noites e dos dias. Agarrar o redemoinho que por vezes gira no centro da casa. É também, algumas vezes, garrar-se às amarras da realidade, desfazê-las e então reatá-las, a seu modo. Raramente, em instantes intensos, é meter as mãos no nada e, tal qual o mendigo que suplica por comida, contornar com a co**ha das mãos o vazio que, de informe que fora, faz-se forma pelo lado de fora. No vazio a escrita circula; no nada, sufoca. Assim também a vida, que se escreve e, num piscar de olhos, transpõe-se para o papel."

Erik Contijo Costa , em "acurar-se da escrita"
Erick Costa obrigada.

Endereço

Rua Felipe Schmidt, 515, Sala 1009/
Florianópolis, SC
88010001

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 07:00 - 22:00
Terça-feira 07:00 - 22:00
Quarta-feira 07:00 - 22:00
Quinta-feira 07:00 - 22:00
Sexta-feira 07:00 - 22:00
Sábado 09:00 - 12:00

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