06/06/2022
O que veio primeiro: o ovo ou a galinha? O problema é o fator de risco ou o olhar do profissional sobre o fator de risco? O modelo de (des)cuidado convencional trabalha pesado pra nos fazer acreditar que gestantes, parturientes e seus bebês são bombas relógio. Mas a verdade é que, muitas vezes, são eles pendurando a bomba no pescoço das pessoas e apertando o detonador. 💣 Só que, nesse processo, deixam as pessoas inseguras, em dúvida, fragilizadas sobre suas próprias potencialidades. E fazem com que acreditem que seus corpos não são um abrigo seguro para o bebê e que esse mesmo corpo deve ser temido, vasculhado, invadido, cortado e costurado para que não saia explodindo por aí.
E sabe o maior paradoxo desse modelo? Ao mesmo tempo que medicaliza, intervém e invade demais quem não precisa de nada disso, deixa a margem, sem cuidado adequado, as gestações e partos que realmente precisam de manejo mais intensivo.