28/04/2026
A gente é feito do que viveu.
Das marcas, das cicatrizes, das sequelas, até das que a gente nem comenta.
Não existe vida sem isso.
O que existe é o risco de se reduzir a essas marcas ou de agir como se nada tivesse acontecido.
E nenhum dos dois caminhos se sustenta por muito tempo.
Talvez o ponto esteja em outro lugar.
Em reconhecer o que foi vivido sem deixar isso te resumir.
Em conseguir olhar pra isso sem ficar preso ali.
Em entender que faz parte da história, mas não precisa virar destino.
Você não é imune.
Mas também não é só o que te feriu.
E, entre uma coisa e outra, existe uma versão sua que aprende, se reorganiza e segue.