06/05/2026
Quando uma criança é abandonada, algo fundamental se rompe antes mesmo de poder ser compreendido. Não é só a ausência de alguém, é a quebra de um vínculo que sustentaria a sensação de existir com segurança. Sem esse amparo, a criança aprende cedo demais a lidar sozinha com angústias que ainda não tem recursos para elaborar. Muitas vezes, ela cresce tentando não precisar de ninguém ou, ao contrário, se agarrando intensamente para não reviver a perda.
Na vida adulta, isso pode aparecer como medo constante de rejeição, dificuldade em confiar, sensação de vazio ou relações marcadas por dependência e afastamento. Há uma dor que não se nomeia facilmente, mas que insiste em se repetir, como se buscasse, o tempo todo, um desfecho diferente para uma história que ficou em aberto.
O problema é que, sem olhar para isso, a repetição continua. Não porque você quer, mas porque algo dentro ainda tenta entender, organizar, dar sentido ao que faltou.
Existe um momento em que ignorar essa dor já não protege, apenas prolonga. E começar a cuidar disso é a chance de interromper um ciclo que vem se mantendo há tempo demais. Quanto antes esse movimento começa, mais cedo você deixa de viver à sombra do que um dia te faltou.
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Psicóloga Lorena Sá — CRP 11/19932