21/03/2026
Esses dias foram intensos por aqui.
Minha filha ficou doente e junto com a doença, veio uma recusa alimentar importante.
Teve dia que ela comeu duas colherinhas de iogurte.
E só.
Nem a mama, que ainda faz parte da rotina dela, estava sendo suficiente, e nem seria, pela idade. Ela já tem 2 anos, e a partir de 1 ano o leite materno já não supre suas necessidades nutricionais.
E aí vem aquele lugar que muitas mães conhecem:
a preocupação, a insegurança, o medo de “ela não está comendo nada”.
Mas também vem algo muito importante: o conhecimento, e principalmente, a prática.
Eu observei.
Respeitei o tempo dela.
Respeitei o corpo dela.
Respeitei o momento.
E, ao mesmo tempo, não abri mão do que eu sei que faz sentido para a alimentação dela.
Hoje, com a melhora do quadro, já foi possível ver um movimento diferente.
A quantidade oferecida foi menor, mais adequada ao momento, sem exageros, sem pressão.
Ela teve autonomia para escolher o que queria comer.
Comeu o frango e o feijão.
Os outros alimentos, ela só provou.
E tudo bem.
Porque esse “voltar a comer” não acontece de uma vez, acontece aos poucos, com segurança.
Com a melhora do quadro clínico, foi lindo ver:
de ontem pra hoje, ela começou a voltar, devagarinho, do jeitinho dela.
Sem pressão.
Sem trocas desesperadas.
Sem oferecer qualquer coisa só “pra comer algo”.
Isso é muito importante de dizer:
A recusa alimentar não precisa virar flexibilização total.
Se, no desespero, a gente começa a substituir tudo por alimentos que não fazem parte da rotina, o caminho de volta depois f**a muito mais difícil.
Doença muda comportamento alimentar, sim.
Mas o nosso papel é sustentar o caminho com segurança, não perder ele.
Criança não deixa de saber comer.
Ela está atravessando um momento.
E quando o corpo melhora, ela volta.
Se a gente permitir.