24/11/2025
Tem uma fala no filme O Pior Vizinho do Mundo que não saiu da minha cabeça:
“Eu estava tão afundado nos meus próprios problemas…
que esqueci que alguém pudesse se preocupar comigo.”
Essa frase diz muito sobre a vida e sobre nós.
Porque quando a dor aperta, quando o luto chega, quando a rotina pesa, a gente encolhe.
Não por falta de amor, não por falta de vontade…
mas porque a dor faz isso: ela silencia, retrai, distorce.
No filme, Otto está tão afundado na própria perda que não percebe algo essencial:
existem pessoas tentando alcançá-lo.
Gente que oferece presença, cuidado, afeto simples…
mesmo quando ele não consegue receber.
E foi aí que eu parei para refletir:
Quantas vezes estamos tão envolvidos nos nossos ruídos, que não enxergamos quem está tentando nos ajudar?
Quantas vezes alguém estende a mão e a gente não percebe ou não tem força de segurar?
Quantas vezes confundimos irritação com proteção e silêncio com sobrevivência emocional?
O filme mostra, com muita delicadeza, que o luto não é linear.
Ele muda o jeito de falar, de sentir, de reagir.
Ele fecha portas, mas também mostra quem insiste em ficar do lado de fora, esperando a nossa abertura.
Isso me lembra, todos os dias, que:
Estar presente salva.
Ser percebido cura.
E ninguém precisa atravessar a dor completamente sozinho.
Que a gente aprenda a reconhecer quem está por perto e também a permitir que os outros reconheçam a gente, mesmo nos dias em que a vida parece pesada demais.
Com carinho, Psi Tamires Lima Melo Viana 🧡
Filme disponível na