06/08/2022
Finalizando o almoço de ontem junto com minha mãe, ela na mesa e eu na poltrona. Ela com um pedaço generoso de melancia e eu insatisfeita com a quantidade que havia colocado no prato corria para sentar à mesa. Logo marinha fez um gesto com os olhos oferecendo a melancia. Balancei a cabeça aceitando e enquanto ela cortava pedaços para nós duas relembrávamos acontecimentos passados:
Mãe começou em uma viagem que meu avó comprava melancia, cortava a parte avermelhada,dividia entre os filhos e com a casca fazia bonecos para todos brincarem. Logo depois lembrança mudou, saltou para um tempo mais aproximado, a infância agora era a minha. Comentou o quanto eu gostava de melancia e soltou “ você sempre gostou de comer. Sempre demonstrou ser muito ligada aos prazeres. Comer, namorar, dançar…”
E eu concordei apenas balançando a cabeça. Estava envolvida demais com aquele momento. Queria ouvi-la, queria mais lembranças.
Mãe começou a fatiar as cascas dos pedaços de melancia que estavam no prato relembrou os tempos em quem cuidará da minha Avó. Do quanto ela gostava daquela fruta e quantidade que comia. Não era pouco.
Acho que os moldes aceitáveis dos bons costumes a mesa nunca coubera para as mulheres da minha família.
Ainda fatiando as cascas mãe comentou “Os porcos do Jorge comiam as melancias assim,picadas. Sempre depois do almoço eu picava tudo e jogava pra eles. Gostavam tanto! “
Naquela conversa rápida, fiquei pensando o quanto um alimento pode nos conectar a lembranças,nos deixar um pouco mais próximo da matéria de quem já se foi, sabemos um pouco mais quem somos. O porquê somos.
Quantas histórias preciosas acontecem ao redor da mesa enquanto a sobremesa acontece.
Sou agradecida imensamente a vida por esses acontecimentos tão raros é tão preciosos.
E vocês, já viveram esses momentos de encontros e lembranças, conexões com a própria história e o elemento conector é algum alimento específico?
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