07/06/2025
Ontem (mesmo depois de uma semana muito difícil aqui), vivi algo que, há alguns anos, eu jamais imaginaria: me apresentei dançando jazz no palco.
Sim, eu, psicóloga, adulta, mãe, com mil responsabilidades — ali, brilhando sob os holofotes, me entregando ao movimento, à música e à vulnerabilidade.
Não foi só sobre dança. Foi sobre coragem.
Coragem de sair da zona de conforto, de lidar com o julgamento interno (“será que estou fazendo certo?”), de me expor, de rir dos erros e, principalmente, de me permitir sentir prazer no processo.
Na terapia, falo tanto sobre isso com meus pacientes: a importância de se reconectar com o corpo, com o brincar, com o que nos faz vivos.
Nesse palco, fui também paciente de mim mesma. Trabalhei a autocompaixão, a aceitação, o medo e a entrega.
E posso dizer com todas as letras: valeu a pena.
A dança virou ferramenta de presença, de saúde emocional e de autocuidado.
Porque sim, a vida é mais leve quando a gente dança — mesmo com medo, mesmo errando o passo.
E você, tem se permitido dançar a sua própria dança?