08/01/2026
Vocês viram que hoje, o USDA/HHS (departamento de agricultura e departamento de saúde) dos Estados Unidos publicou uma nova diretriz sobre alimentação e nutrição e criou uma nova pirâmide alimentar totalmente diferente das recomendações anteriores?
Aquela antiga pirâmide, baseada em um consumo excessivo de carboidratos, cereais refinados, baixa ingestão proteica e uma maior permissividade a alimentos industrializados desde que fosse com redução de gordura falhou no quesito prevenção de doenças crônicas e obesidade.
No entanto, a nova pirâmide propõe o que a gente já vem falando há muito tempo e torna-se mais parecida com os padrões alimentares mais saudáveis como o padrão Mediterrâneo, por exemplo.
A principal mudança é que agora a base da pirâmide é formada por proteínas, gorduras boas, frutas e verduras. E ao invés de recomendar uma alimentação baseada em pães e massas, agora o consumo de cereais ficam no topo, devendo ser reduzido.
Principais mudanças:
- Aumento da ingestão proteica: ao contrário da recomendação anterior de 0,8g de proteína por kg de peso, agora a recomendação passa a ser de 1,2 a 1,6g/kg de peso. Alem disso, indo de acordo com o que eu já falo aqui a bastante tempo, a proteína tem que estar presente em todas as refeições.
- Os alimentos de verdade ganham protagonismo. O guia reforça em alto e bom tom que essa deve ser a base da alimentação.
- Recomendação explícita de evitar alimentos industrializados, mesmo nas versões light/diets e produtos com adição de açúcar. Sendo bem claro que não existe níveis seguros para o consumo de alimentos com adição de açúcar.
- Na base da pirâmide, está também o controle do estresse, sono de qualidade e atividade física regular.
- A incentivo para o consumo de gorduras de boa qualidade, como as gorduras boas provenientes do abacate, azeite, sementes, oleaginosas e até mesmo da gordura saturada (presente nos alimentos de origem animal), mas ainda vale atenção quanto ao excesso, certo?
Apesar de parecer inovador, a nova pirâmide já vai de encontro às recomendações propostas aqui no Brasil pelo nosso Guia Alimentar para a População Brasileira, feito em 2006!