Psiconceito

Psiconceito Uma nova forma de acolhimento em Fortaleza.

02/02/2026

A modéstia adaptativa é um conceito da psicologia social e evolutiva que descreve a tendência de uma pessoa regular a exibição de suas habilidades, conquistas ou qualidades de acordo com o contexto social. O indivíduo reconhece seu valor, mas escolhe não ostentá-lo quando isso poderia gerar rejeição, conflito ou isolamento.

Do ponto de vista psicológico, a modéstia adaptativa está ligada à leitura social e à inteligência emocional. O cérebro avalia o ambiente, o grupo e as relações de poder antes de se posicionar. Em contextos cooperativos, exagerar méritos pode ser percebido como ameaça; em grupos inseguros, pode gerar inveja; em ambientes hierárquicos, pode soar como desafio. A modéstia, nesse caso, funciona como um regulador social.

Estudos em psicologia evolucionista sugerem que esse comportamento aumentou a coesão grupal e as chances de pertencimento ao longo da história humana. Sobreviver em grupo exigia saber quando avançar e quando recuar. A modéstia adaptativa ajudava a manter alianças, reduzir hostilidade e preservar vínculos, sem apagar a competência individual.

O risco aparece quando a modéstia deixa de ser adaptativa e se transforma em autoapagamento. Quando a pessoa silencia suas capacidades por medo constante de julgamento, o comportamento deixa de proteger e passa a limitar. Psicologicamente saudável é saber alternar: mostrar-se quando necessário e recolher-se quando estratégico. Modéstia adaptativa é escolher quando e como se revelar.

26/01/2026

O que é a solidão? A ausência de pessoas ou a presença crua de si mesmo. Ela aparece quando o barulho do mundo se cala e já não há distrações suficientes para nos salvar de quem somos. Por isso assusta tanto. Nem é porque realmente estamos a sós, mas porque, finalmente, estamos diante de nós sem testemunhas, sem plateia.

Vivemos cercados de contatos, mensagens e vozes, mas profundamente separados. A modernidade escancarou o medo que temos do silêncio, que tentamos a todo custo preencher cada intervalo com ruído, como se a solidão fosse um defeito a ser corrigido. No entanto, existir é, por natureza, um ato solitário. Ninguém sente por nós. Ninguém morre por nós. Ninguém escolhe por nós sem que paguemos o preço.

A solidão revela verdades incômodas. Ela mostra que nenhum amor nos completa por inteiro, que nenhum outro pode sustentar o peso da nossa existência. E é justamente aí que nasce a angústia: a percepção de que somos responsáveis pelo sentido da própria vida. Fugir da solidão é, muitas vezes, fugir dessa responsabilidade.

Mas há outro lado, menos falado. A solidão também pode ser um lugar de encontro. Quando deixamos de tratá-la como inimiga, ela se transforma em espaço de escuta, de criação e de autenticidade. É no isolamento que a consciência se aprofunda, que valores se organizam e que a vida deixa de ser reação, virando escolha.

Talvez a pergunta não seja como escapar da solidão, mas como habitá-la sem desespero. Porque quem aprende a ficar consigo mesmo descobre algo raro: a companhia que não abandona. E então, paradoxalmente, a solidão deixa de ser vazio e se torna fundamento. Não um castigo, mas o solo silencioso onde a existência, enfim, pode criar raízes e se revelar de sua forma mais pura e destilada.

20/01/2026

A Teoria da Perspectiva, desenvolvida por Daniel Kahneman e Amos Tversky, explica como as pessoas realmente tomam decisões diante de riscos e incertezas. Diferente dos modelos clássicos que presumem escolhas racionais e lógicas, essa teoria mostra que o ser humano decide com base em percepções subjetivas, emoções e atalhos mentais. Em outras palavras, nós escolhemos pela forma como as coisas são percebidas.

Um dos pilares da teoria é a aversão à perda. Psicologicamente, perder dói mais do que ganhar a mesma quantidade agrada. Isso faz com que muitas pessoas evitem riscos quando estão diante de ganhos, mas se tornem mais ousadas quando tentam evitar perdas. É por isso que alguém pode manter um investimento ruim ou permanecer em uma situação insatisfatória apenas para não “assumir” a perda.

Outro ponto central é o enquadramento da decisão. A maneira como uma escolha é apresentada altera drasticamente a resposta emocional e cognitiva. A mesma opção pode parecer segura ou arriscada dependendo do contexto, mesmo quando o resultado final é idêntico. O cérebro reage à narrativa como um todo, não apenas aos números apresentados.

Do ponto de vista psicológico, a Teoria da Perspectiva revela uma verdade desconfortável: somos previsivelmente irracionais. Emoções, expectativas e medo moldam nossas decisões mais do que a lógica pura. Entender essa teoria não é apenas útil para economia ou marketing, mas para aspectos da vida em geral. Ela nos faz crer que decidir melhor começa por reconhecer como nossa mente distorce riscos, ganhos, perdas e como podemos, conscientemente, reduzir essas distorções.

16/01/2026

O comportamento ontogenético refere-se aos padrões de ação que se desenvolvem ao longo da vida de um indivíduo a partir de suas experiências pessoais. Diferente dos comportamentos inatos, que já nascem com o organismo, o comportamento ontogenético é aprendido, moldado pelas interações com o ambiente, pela história de reforços, punições, vínculos e contextos sociais.

Na psicologia, especialmente nas abordagens comportamentais, a ontogênese descreve como nossas respostas emocionais, hábitos, crenças e reações são construídos ao longo do tempo. Ninguém nasce sabendo como lidar com frustrações, relacionamentos ou desafios. Aprendemos observando, testando, errando e sendo influenciados pelas consequências do que fazemos. Cada experiência deixa uma marca na forma como passamos a agir.

Por exemplo, uma pessoa que recebeu apoio quando expressava emoções tende a se comunicar melhor afetivamente. Já alguém que foi punido por demonstrar sentimentos pode aprender a reprimi-los. Esses padrões não são genéticos, mas resultados da história individual. O cérebro registra essas vivências e ajusta seus circuitos, criando repertórios comportamentais que parecem “automáticos”, mas são aprendidos.

Compreender o comportamento ontogenético é entender que ninguém age por acaso. Cada resposta carrega uma história. E essa história pode ser ressignificada. A psicologia baseada em evidências mostra que, assim como aprendemos a reagir de certas formas, também podemos aprender novas maneiras de pensar, sentir e agir. O comportamento é uma construção, edifique o seu.

14/01/2026

A análise pré-atentiva é um processo neurocognitivo que acontece antes mesmo de percebermos conscientemente o que estamos vendo. O cérebro faz uma varredura rápida e automática do ambiente, identificando padrões básicos como cor, movimento, forma, contraste e orientação. Tudo isso ocorre em milissegundos, sem esforço consciente e sem que percebamos que estamos “analisando” algo.

Do ponto de vista da neurociência, essa etapa envolve áreas sensoriais primárias, especialmente o córtex visual, que detecta características simples dos estímulos. O objetivo não é separar o que pode ser relevante do que é ruído. É graças a esse mecanismo que conseguimos notar rapidamente um objeto vermelho em meio a vários cinzas ou perceber um movimento súbito no campo visual.

Esse sistema é evolutivamente adaptativo. Ele prepara o cérebro para responder a possíveis ameaças, oportunidades ou mudanças no ambiente. Antes mesmo de pensarmos “o que é isso?”, o cérebro já decidiu: “isso merece atenção”. A consciência entra depois, apenas para interpretar o que já foi selecionado.

Na prática, a análise pré-atentiva influencia desde nossa atenção cotidiana até o design de interfaces, propagandas e sinais de alerta. Cores fortes, contrastes e movimentos chamam nosso foco porque exploram esse mecanismo automático. Entender esse processo é compreender que a atenção vem antes da vontade, começa na biologia. O cérebro escolhe primeiro. A mente entende depois.

08/01/2026

A Teoria do Prospecto, proposta por Daniel Kahneman e Amos Tversky, revolucionou a forma como a psicologia e a economia entendem a tomada de decisão. Ela mostra que seres humanos não decidem de maneira puramente racional, especialmente quando lidam com ganhos, perdas e riscos. Na prática, nosso cérebro não calcula probabilidades como uma planilha. Ele sente.

O ponto central da teoria é que perdas doem mais do que ganhos equivalentes agradam. Perder cem reais gera um impacto emocional muito maior do que a alegria de ganhar os mesmos cem. Esse viés, conhecido como aversão à perda, explica por que insistimos em decisões ruins, mantemos investimentos fracassados ou permanecemos em relações insatisfatórias apenas para evitar a sensação de perda.

Outro aspecto crucial é que avaliamos decisões de forma relativa, não absoluta. O cérebro compara cenários com base em um ponto de referência subjetivo, e não em valores objetivos. Por isso, a mesma escolha pode parecer segura ou arriscada dependendo de como é apresentada. Não é só o conteúdo da decisão que importa, mas o enquadramento dela.

Do ponto de vista psicológico, a Teoria do Prospecto revela algo desconfortável: somos previsivelmente irracionais. Emoções, expectativas e medo influenciam profundamente nossas escolhas. Compreender esse mecanismo não serve apenas para economia ou marketing, mas para a vida. Decidir melhor começa quando reconhecemos que nem sempre escolhemos com a razão, mas quase sempre com o medo de perder.

06/01/2026

A ortorexia é um padrão de comportamento alimentar marcado pela obsessão patológica por comer “corretamente”. Diferente de simplesmente buscar uma alimentação saudável, a pessoa passa a viver sob regras rígidas, moralizando os alimentos e dividindo-os entre “puros” e “proibidos”. Comer deixa de ser nutrição ou prazer e se transforma em vigilância constante, culpa e medo.

Do ponto de vista psicológico, a ortorexia está associada ao perfeccionismo, à necessidade de controle e a traços obsessivo-compulsivos. A comida vira uma tentativa de regular ansiedade, identidade e autoestima. Quanto maior a insegurança interna, maior a rigidez externa. O problema não está no alimento em si, mas no significado emocional atribuído a ele.

Embora ainda não seja um diagnóstico formal no DSM-5-TR, a ortorexia é amplamente discutida na literatura científica e pode gerar consequências graves: isolamento social, prejuízos nutricionais, sofrimento psíquico e até evolução para outros transtornos alimentares. Paradoxalmente, a busca extrema por saúde acaba adoecendo o corpo e a mente.

A psicologia baseada em evidências aponta que saúde não se sustenta em extremos. Comer bem envolve flexibilidade, contexto e equilíbrio e nunca punição. Quando a alimentação passa a definir valor pessoal, moral ou identidade, é sinal de alerta. Cuidar do corpo não deveria custar a tão preciosa liberdade mental. Inicie o seu ano com objetivos claros, trace estratégias a médio e longo prazo e saiba que uma dieta saudável busca o equilíbrio e não uma rigidez inegociável.

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