25/04/2022
No início deste ano, Fortaleza sinalizou alerta sanitário para o aumento de casos de Chikungunya. De acordo com dados da Prefeitura, atualizados até essa terça-feira, 19, desde o começo de 2022, Fortaleza já contabiliza 806 casos da doença. O número chama atenção quando comparado ao total de casos registrados no ano passado, que totalizou 186 ocorrências, ou seja, um aumento de cerca de 333%. O aumento de casos é atribuído ao período chuvoso, que facilita a procriação do mosquito transmissor da doença.
Um estudo relatou a presença de lesões na boca de pacientes com Chikungunya, como uma das manifestações clínicas frequentes da infecção por esse arbovírus. Os resultados da pesquisa liderada pela pesquisadora da Fiocruz Bahia, Viviane Boaventura, foram descritos em artigo publicado no Journal of Travel Medicine. No trabalho, foram analisados 105 pacientes com chikungunya aguda, até 10 dias após o início da doença. As lesões orais foram detectadas em 21 destes pacientes, surgindo de dois a seis dias após o início dos sintomas. Os tipos identificados de lesões foram úlcera, sangramento e inchaço na gengiva e os pacientes se queixavam de dor e/ou dificuldade de engolir alimentos. Os pesquisadores observaram que as lesões orais dolorosas afetam a alimentação e consumo de líquido dos pacientes, aumentando a morbidade da doença. O estudo aponta para a necessidade de exame intrabucal de rotina na fase aguda, e prescrição de medicamentos de alívio da dor causada pelas lesões, o que pode ajudar a mitigar os sintomas da chikungunya.