26/02/2026
Eu li essa pergunta e senti como se alguém tivesse encostado o dedo bem no meio da minha ferida.
Porque tem dias em que a gente está cercado de gente…
e ainda assim é deserto. Não é falta de paisagem. É falta de vínculo. É faltar um lugar onde a dor possa existir sem ser interrogada, sem ser consertada, sem ser medida.
Quando o luto chega ou quando a vida rasga a gente por dentro, a ternura evapora primeiro, e aí o corpo continua andando, trabalhando, respondendo mensagem…
mas por dentro tudo f**a seco.
Seco de colo. ******
Seco de descanso. *****
Seco de “você pode baixar a guarda aqui”. ******
Por isso eu pensei numa ilha que respirasse junto.
Pequena, mas suficiente. Não uma ilha bonita.
UMA ILHA SEGURA ❤️🩹
Com sombra pro cansaço. Água pras lágrimas.
E um silêncio que não machuca.
Só que no fim… a pergunta vira espelho.
Porque às vezes o “alguém ficou” não é uma pessoa chegando. É você mesmo escolhendo não se abandonar.
Você f**ando por você, mesmo sem força.
Mesmo sem acreditar muito.
E é nesse gesto, quase invisível: que o deserto começa a mudar. (Por dentro)
Não porque a dor desaparece.
Mas porque nasce uma água limpa onde antes só existia aridez: uma pequena gentileza consigo.
Um limite.
Um pedido de ajuda.
Um “hoje eu não vou me maltratar por estar assim”.
Talvez a ilha seja isso: o contorno que você vai desenhando por dentro… até voltar a caber em si.
Que ilha você levaria para uma pessoa deserta?
(E se, hoje, a sua resposta precisasse começar por você?)
Desejo que as nossas ilhas se encontrem hoje 🏝️
Com carinho, Talita Lima
Psicóloga • Especialista em luto, traumas e dores emocionais.
Acolhimento, escuta e direcionamento para quem sente profundamente.
Se precisar de companhia nessa travessia,
meus atendimentos e e-books estão na bio.