08/04/2026
A pessoa tem certeza de estar com uma doença grave, sente dores imaginárias, percebe em si sintomas descritos por outras pessoas, interpreta um mal-estar comum como algo potencialmente fatal. Assim é a pessoa com Hipocondria: sofre um medo excessivo e não-realista de ter uma doença grave, que pode não ter sido ainda descoberta, mas que ela acredita ser uma ameaça à vida.
Não se trata de um exagero intencional ou mero fingimento. A hipocondria (também chamada de nosomifalia) é, na verdade, um indicador de que há questões psicológicas importantes, que precisam ser trabalhadas.
Hipocondríacos têm elevados níveis de estresse e ansiedade, e tendem a transformar pensamentos destrutivos em doenças psicossomáticas. Costumam ir a várias consultas médicas e realizar exames complementares de diagnóstico, sempre que possível.
Na internet, a pessoa pode buscar, incansavelmente, informações para provar, para si e para os outros, que de fato tem as doenças que acredita ter - podendo, inclusive, criar o hábito da automedicação, o que é muito perigoso.
Mesmo diante dos resultados que provam que não há doença alguma, é comum que pessoas com hipocondria não consigam acreditar. Isso faz com que se sintam incompreendidas e solitárias, afetando sua vida pessoal, familiar e social. Em certos casos, podem desenvolver quadros de ansiedade mais relevantes, ataques de pânico, perda de apetite, e até mesmo depressão.
A hipocondria é um indicador de questões envolvendo inseguranças, medos, baixa autoestima, necessidade de atenção, entre outros. Por isso, muitas vezes é preciso que alguém próximo, na qual a pessoa confie, a estimule - com paciência e gentileza - a buscar acompanhamento psicológico.
A psicoterapia permite trabalhar os padrões mentais e emoções, diminuindo os níveis de ansiedade e de sofrimento psicológico, para que a pessoa consiga abandonar os problemas imaginários, focando-se em resolver suas questões reais, com mais lucidez, equilíbrio e bem-estar.