Psicóloga Julia Manfroi Nacke

Psicóloga Julia Manfroi Nacke Psicóloga clínica (CRP 08/31749) com atendimento pelo viés da Terapia Cognitivo-Comportamental em Francisco Beltrão.

Fomos ensinados a medir nosso valor pela capacidade de manter todos os pratinhos no ar: o trabalho, as relações, o corpo...
27/10/2025

Fomos ensinados a medir nosso valor pela capacidade de manter todos os pratinhos no ar: o trabalho, as relações, o corpo, a rotina, o humor, a imagem. Mas o que ninguém diz é que essa busca por “dar conta de tudo” é uma armadilha que, aos poucos, esgota até o que temos de mais vital: a presença.

A ideia de “tudo” é abstrata, mas o seu impacto é real. Porque quando você tenta dar conta de tudo, inevitavelmente começa a se perder de si.
Vai deixando de lado as pausas, o prazer, a leveza. Vai se cobrando mais, dormindo menos, e acreditando que a paz é algo que só virá quando a lista estiver vazia... o que nunca acontece.

Não é falta de competência, é uma ilusão de controle. E você não precisa dar conta de tudo.
Precisa dar conta do que é possível, do que é seu, do que faz sentido.

E isso já é muito.

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Crescer em um ambiente onde o humor de uma única pessoa definia o clima da casa é uma experiência que marca profundament...
21/10/2025

Crescer em um ambiente onde o humor de uma única pessoa definia o clima da casa é uma experiência que marca profundamente o modo como alguém aprende a se relacionar com o mundo.
A criança que vive nesse contexto não tem espaço para a espontaneidade e acaba tendo de aprender a observar o tempo todo, a interpretar expressões, gestos, tons de voz... como se precisasse prever o próximo movimento para garantir a própria segurança emocional.

Viver assim é crescer em estado de vigilância.
O corpo e a mente se adaptam a um ambiente imprevisível, e essa adaptação cobra um preço: o medo constante de errar, de desagradar, de provocar o “mau humor” que muda tudo de lugar.

Na vida adulta, esse padrão internalizado costuma se manifestar de maneiras sutis. Às vezes, aparece como uma dificuldade em confiar nas intenções dos outros, outras vezes como uma necessidade de se afastar antes de se envolver.

O isolamento, nesse caso, não é sobre indiferença. É sobre proteção.
É o reflexo de um aprendizado antigo: o de que estar só é mais seguro do que estar à mercê das emoções alheias.

Muitos adultos que viveram em ambientes emocionais imprevisíveis se tornam especialistas em evitar conflitos, em conter emoções, em se ajustar ao outro para não perder o controle da situação. Mas, no fundo, esse controle é ilusório.

O preço dessa hipervigilância é alto: a solidão que vem de não conseguir relaxar nem mesmo perto de quem se ama.

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Na psicoterapia, o vínculo entre psicólogo e paciente é o que dá base sólida e sentido para todo o processo. Pode ter te...
14/10/2025

Na psicoterapia, o vínculo entre psicólogo e paciente é o que dá base sólida e sentido para todo o processo. Pode ter teoria, técnica, experiência... se não existir uma conexão bem construída e forte, a terapia simplesmente não acontece como deveria.

O vínculo é o que faz o paciente sentir que pode se abrir, falar sobre o que dói, se contradizer, se emocionar, sem medo de julgamento. É esse sentimento de segurança que permite que ele olhe para o que antes evitava, que questione o que acreditava ser “imutável”.

Muita gente imagina que o que transforma na terapia é o que o psicólogo “diz”. Mas, na verdade, o que mais faz diferença é o espaço que se constrói entre os dois. A forma como o terapeuta escuta, acolhe e está presente.

Quando esse vínculo é verdadeiro, até o silêncio tem efeito.

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...até porque a terapia nem sempre serve para te fazer se sentir bem, feliz e leve, né?! Muitas vezes, você sai da sessã...
08/10/2025

...até porque a terapia nem sempre serve para te fazer se sentir bem, feliz e leve, né?! Muitas vezes, você sai da sessão de terapia pra chorar mais ainda no banho e pode sentir raiva, frustração etc.

Mas, voltando à questão principal: pode até ser que algumas práticas ou atividades tragam bem-estar, aliviem tensões e até façam você se sentir feliz por alguns instantes. Mas isso não as torna terapia, nem tampouco “terapêuticas”.

Terapia é um processo guiado por um(a) profissional qualificado(a), dentro de um enquadre técnico e ético que sustenta o espaço de cuidado. Isso significa que nem toda experiência prazerosa, relaxante ou significativa pode ser chamada de “terapia”.

Nos últimos anos, as palavras “terapia” e “terapêutico” têm sido banalizadas, usadas como rótulo para experiências que não guardam relação com a prática clínica. Isso é problemático porque dilui o sentido técnico e ético do termo, gerando confusão e, muitas vezes, expectativas irreais sobre o que a psicoterapia realmente é.

O cuidado psicológico não deve ser confundido com bem-estar imediato. Terapia é processo, é método, é ciência — e só pode existir dentro de um vínculo profissional construído com responsabilidade e ética.

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Nem sempre conseguimos mudar os fatos. Mas podemos trabalhar a forma como nos relacionamos com eles. A diferença entre u...
30/09/2025

Nem sempre conseguimos mudar os fatos. Mas podemos trabalhar a forma como nos relacionamos com eles. A diferença entre uma visão que paralisa e outra que abre espaço para continuar caminhando está, muitas vezes, em como escolhemos interpretar o que vivemos.

É sobre perspectivas... 🙃

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Nos dias em que você não se sente tão confiante, quando se olha no espelho e não reconhece aquilo que gostaria de ver, p...
24/09/2025

Nos dias em que você não se sente tão confiante, quando se olha no espelho e não reconhece aquilo que gostaria de ver, pode surgir a sensação de fraude: “Se eu me sinto assim, então tudo o que construí era mentira.”
Só que esse é justamente o equívoco.

A autoestima e a autoconfiança não são estados fixos. Elas não se sustentam sozinhas.
São práticas, exercícios, lembranças diárias.

O trabalho psíquico de confiar em si é dinâmico, porque a vida é dinâmica. Há dias em que você se sente inteiro, capaz, potente. E haverá outros em que se perceberá vulnerável, inseguro, frágil. Nenhum desses dias invalida o outro. É a oscilação que revela a humanidade do processo.

Na perspectiva terapêutica, compreender isso é libertador: não é porque hoje você não se sente tão bem que todo o caminho foi em vão. Não é porque sua confiança vacila que ela deixou de existir. É apenas um lembrete de que cuidar da relação consigo mesmo é algo contínuo, que exige presença, consciência e gentileza.

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A sua zona de conforto pode ser, na verdade, um lugar doloroso. E isso não é contradição. Muitas vezes, aquilo que conhe...
17/09/2025

A sua zona de conforto pode ser, na verdade, um lugar doloroso. E isso não é contradição. Muitas vezes, aquilo que conhecemos — mesmo que doa — parece mais “seguro” do que o desconhecido.

O familiar dá a sensação de previsibilidade. Você já sabe como lidar, já reconhece os sinais, já tem uma espécie de manual de sobrevivência. E, por mais desgastante que seja, parece menos arriscado do que enfrentar o novo. O problema é que essa “segurança” é ilusória: ela protege do inesperado, mas também aprisiona em padrões que não permitem mudança, crescimento ou cura.

A zona de conforto, então, não é sinônimo de bem-estar. É apenas sinônimo de conhecido.
E, quando o conhecido é atravessado por dor, negligência, solidão ou repetição de sofrimentos, continuar nele pode significar se manter num ciclo que adoece.

Sair desse lugar exige coragem para abrir mão da falsa sensação de controle. Exige suportar a ansiedade do novo, a instabilidade do recomeço, o desconforto do processo. Mas é justamente atravessando esse desconforto que se abre espaço para algo diferente surgir.

Nem sempre a zona de conforto é confortável de verdade. Às vezes, é só o lugar onde você se acostumou a sofrer em silêncio.

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Não existe justificativa clínica para transformar relatos de pacientes em material de engajamento. Ainda que a intenção ...
08/09/2025

Não existe justificativa clínica para transformar relatos de pacientes em material de engajamento. Ainda que a intenção pareça “didática” ou “inspiradora”, na prática, o que acontece é uma exposição indevida.

E essa exposição, mesmo quando ninguém é “identificado”, transmite uma mensagem perigosa: a de que o que é compartilhado na terapia pode ser usado fora dela.

A psicologia não é entretenimento.
É ética, responsabilidade e ciência.

Quando um paciente fala, ele confia. E essa confiança é inegociável. A ética não é uma escolha — é o que garante que a psicoterapia continue sendo um espaço seguro, protegido e respeitoso.

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Vivemos imersos em conteúdos que, em segundos, nos mostram conquistas, rotinas “perfeitas” e vidas embaladas em cortes r...
01/09/2025

Vivemos imersos em conteúdos que, em segundos, nos mostram conquistas, rotinas “perfeitas” e vidas embaladas em cortes rápidos. O efeito é quase imperceptível, mas profundo: passamos a sentir que estamos sempre atrasados. Que deveríamos estar produzindo mais, conquistando mais, vivendo mais.

Mas será que essa sensação é, de fato, sua? Ou ela nasce do excesso de comparações que as redes alimentam diariamente?
O tempo da vida real não cabe em vídeos de 15 segundos. Crescer, amadurecer, construir — tudo isso exige processos, pausas e caminhos que não aparecem nas telas.

Talvez você não esteja atrasado(a). Talvez só tenha perdido a noção de tempo porque deixou que a régua fosse ditada por um ritmo que não é humano, mas algorítmico.

E, nesse caso, o que precisa não é correr mais — é reaprender a se conectar com o seu próprio tempo.

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Entrando no clima das gravações de “O Diabo Veste Prada 2”, qual frase você já ouviu que te fez ter uma reação semelhant...
28/08/2025

Entrando no clima das gravações de “O Diabo Veste Prada 2”, qual frase você já ouviu que te fez ter uma reação semelhante à essa da Miranda? 🤪

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Somos seres sociais — e essa não é apenas uma frase bonita — é um dado da nossa história enquanto espécie. A sobrevivênc...
12/08/2025

Somos seres sociais — e essa não é apenas uma frase bonita — é um dado da nossa história enquanto espécie. A sobrevivência, durante milhares de anos, esteve atrelada à vida em grupo e, ainda hoje, em um mundo moderno, esse traço permanece registrado no nosso corpo e na nossa mente.

O problema começa quando o medo de ficar sozinho(a), que em certa medida é natural, passa a orientar escolhas afetivas. Muitas pessoas iniciam um relacionamento não pela construção de algo genuíno, mas para silenciar a ansiedade que a solidão provoca.

Quando a motivação central não é a admiração mútua, o desejo de compartilhar ou o alinhamento de valores, mas sim a tentativa de preencher um vazio ou afastar um medo, criam-se condições férteis para a dependência emocional.

Nesse contexto, o relacionamento deixa de ser um espaço de encontro saudável e passa a ser um refúgio contra um desconforto interno que, inevitavelmente, volta à tona. É como se a pessoa não estivesse realmente com o outro, mas sim fugindo de si.

Trabalhar a relação que temos com a própria solidão é, portanto, fundamental. Isso não significa gostar de estar sozinho o tempo todo, mas aprender a não temer esse estado. Só assim conseguimos construir vínculos mais livres, menos carregados pelo peso da necessidade, e mais sustentados pela escolha consciente de estar com alguém.

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Às vezes, basta um comentário atravessado, uma tarefa que não saiu como o esperado ou uma incerteza no trabalho para que...
04/08/2025

Às vezes, basta um comentário atravessado, uma tarefa que não saiu como o esperado ou uma incerteza no trabalho para que o restante do dia — ou da semana — fique comprometido. Como se aquele único acontecimento passasse a representar tudo.

Essa desproporção, que muitas vezes não percebemos de imediato, tem nome: distorção cognitiva. Em especial, a “catastrofização” e a “supergeneralização” são dois exemplos clássicos.

Ambas funcionam assim: um pensamento automático ganha tanta força que distorce a realidade e altera nossa percepção sobre nós, os outros e o mundo.
O resultado? Sofrimento ampliado, sensação de descontrole e esgotamento emocional.

É como se, mentalmente, déssemos um palco, holofotes e plateia para algo que deveria estar apenas na lateral da cena. A mente, ao supervalorizar uma preocupação, compromete nossa capacidade de agir com clareza, e acabamos vivendo como se aquele problema fosse nossa vida inteira.

Organizar mentalmente as preocupações não significa ignorá-las. É reconhecer a sua existência, mas escolher onde e o quanto elas devem pesar. E isso envolve aprender a observar os próprios pensamentos, identificar distorções e questionar:
“Esse problema merece tudo isso que estou entregando a ele agora?” ou “O que mais está acontecendo na minha vida que essa preocupação está ofuscando?”.

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