Psicólogo Paulo Teixeira

Psicólogo Paulo Teixeira Psicólogo clínico, especializando em Psicanálise. Atendimentos à jovens, adultos e idosos.

A vontade de desistir costuma ser vista como fraqueza, mas está longe de se restringir a esse rótulo apressado.Ela emerg...
02/12/2025

A vontade de desistir costuma ser vista como fraqueza, mas está longe de se restringir a esse rótulo apressado.

Ela emerge, muitas vezes, como um ponto de ruptura: o instante em que o sujeito toca seus limites e se vê diante da própria exaustão emocional.

É um esgotamento que se insinua quando a vida começa a orbitar excessivamente em torno das demandas do outro, das próprias, da família, trabalho, estudos, afetos.

Quando o excesso se instala no modo de existir: trabalhar demais, pensar demais, cuidar demais, agradar demais, suportar demais.

No entanto, isso pode acontecer de maneira inconsciente, e só ser visível quando a situação está crítica.

E é neste gesto silencioso de “não dou conta”, que habita um convite para uma revisão das identificações que nos moldam, das expectativas que nos atravessam, dos limites que ignoramos e do lugar que fomos ocupando/suportando, sem perceber.

A vontade de desistir, assim, pode ser menos um colapso e mais um modo de dizer “não” quando o corpo e a alma já disseram “basta”.

Parar não é abandonar a vida, mas suspender o “modo-automático” que nos captura.

É a pausa necessária, que antecede qualquer possibilidade de reencontro consigo, de reorganização psíquica, e da vida.

Neste momento, a análise, pode auxiliar entender a fundo o que está acontecendo, e explorar maneiras de interromper o giro repetitivo, para que outra posição subjetiva possa surgir.

Mudanças, que vão de encontro a uma rotina menos guiada pelo excesso e pelo automatismo, e mais alinhada ao desejo e que também faça sentido, respeitando corpo e mente.

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Trabalhar com a Psicanálise é caminhar entre mundos —é sustentar um movimento entre estudo, prática clínica e análise da...
27/11/2025

Trabalhar com a Psicanálise é caminhar entre mundos —
é sustentar um movimento entre estudo, prática clínica e análise da própria travessia interna.

É na palavra, no silêncio, na sutileza dos detalhes, na escuta e no espaço analítico, que a transferência encontra forma e respira.

Não há ponto final: há percurso.

Um exercício contínuo de presença, de olhar para dentro, e para o outro, em sua busca por compreensão-melhora.

É entender que muitas vezes é preciso um mergulho no profundo escuro, para depois emergir à luz.

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O divã.Presente na cultura como símbolo de análise, o divã é mais que um móvel — é um ato técnico e ético.Marco simbólic...
13/10/2025

O divã.

Presente na cultura como símbolo de análise, o divã é mais que um móvel — é um ato técnico e ético.

Marco simbólico da entrada em análise.

Para falar sobre isso, podemos citar um exemplo: ao adentrar no tratamento psicanalítico, muitas vezes chegam-se até o consultório, pessoas com sentimentos e angústias, de dias, meses ou anos vivenciados. Uma carga que estava ali há muito tempo. E durante as primeiras sessões, há um misto de sentimentos.

Entre eles, o de intensificar tais angústias, ao falar sobre os conteúdos e, digamos, "tocar na ferida". Mas também – e na grande maioria das vezes – de gerar um alívio grande, ao encontrar um espaço seguro de fala e, de direcionar todos estes conteúdos que ates estavam em "loop" ali dentro, para a figura do analista.

Quando o sujeito se deita no divã, por outro lado, se desprende o olhar do analista, e é neste momento, que algo novo pode emergir.

Uma palavra sem censura, um pensamento inesperado, uma lembrança, um fragmento de verdade.

O divã cria o espaço onde o inconsciente pode falar. Protege a escuta, sustenta o silêncio, e oferece ao sujeito a possibilidade de se ouvir de outro modo.

É comum ouvir, neste cenário, frases no sentido de: " só agora que consegui perceber isto", ou "nunca tinha pensado desta forma", ou "eu nem me lembrava que isso tinha acontecido". E assim por diante.

E assim, mudando – renovando – a rota daquele sentimento, sintoma, significado.

Mais do que um objeto, o divã é um lugar ético de transformação, onde é possível se encontrar com aquilo que, muitas vezes, não sabia que dizia.

E aí, já esteve em alguma experiência destas num divã?

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A vida mental, repousa sobre um solo afetivo que nos antecede.Desde Freud, sabemos que a vida psíquica não se desenvolve...
19/09/2025

A vida mental, repousa sobre um solo afetivo que nos antecede.

Desde Freud, sabemos que a vida psíquica não se desenvolve no vazio, mas sim, que ela nasce de vínculos primários, especialmente nas primeiras relações.

É neste solo, que se inscrevem as primeiras marcas deixadas — experiências de prazer, de ternura, de amor, de perda, angústia, desamparo, e eventuais traumas.

Ele, também nos mostra que tais impressões não se apagam: elas se enraízam, e sustentam os modos de desejar, se relacionar com o mundo, os outros, e consigo mesmo.

O sujeito cresce nesse terreno já marcado, carregando em si as raízes de uma história.

Mas é justamente nesse mesmo solo que também se abre a possibilidade de transformação.

No espaço analítico, esse “solo afetivo” pode ser revisitado e explorado.

Ao falar, o sujeito é capaz de reconhecer tais raízes, permitindo que novas formas de significar sua história floresçam. Quais raízes desejo (ou preciso) regar mais, e quais destas cortar?

Promovendo um crescimento psíquico mais livre.

Se te perguntassem hoje, o que tem regado no seu solo afetivo?

Qual a primeira coisa que lhe vem a mente?

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O pecado…É moral?É religioso?Para a psicanálise, ele tem um caráter diferente, nem moral, nem religioso, mas sim: existe...
06/09/2025

O pecado…

É moral?
É religioso?

Para a psicanálise, ele tem um caráter diferente, nem moral, nem religioso, mas sim: existencial: trair a si mesmo, abrir mão do seu desejo.

Há momentos que é necessário, de fato, faz parte da vida. E eventualmente, são fenômenos de reestruturação.

O problema está quando entramos em rotas que não são nossas.

E que, entramos em ciclos contínuos de satisfazer o olhar do outro, tornando algo dentro da normalidade.

Nisso, pagamos o preço do sintoma, da angústia e da insatisfação, entre tantos outros.

Negar o seu próprio desejo, é abandonar aquilo que faz você ser quem é.

É o desejo mais profundo o que nos move, o que dá direção singular a cada um.

Abrir mão dele é se afastar de si mesmo.

Entretanto, descobrir qual é seu real seu desejo pode ser um processo tão árduo quanto, muitas vezes o que se quer, não é aquilo que se deseja.

Outro trabalho, é de sustentar seu próprio desejo.

Em ambos existem sintomas, e dificuldades.

A questão é: o que faz mais sentido pra ti? Dar-se conta de que se está disposto a sustentar seu próprio desejo? Ou, correr o risco de viver sintomas, sustentando o desejo do outro?

Se identifica com algo neste texto, ou tem alguma dúvida sobre?

Entre em contato!

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Reflexão retirada a partir do livro, O seminário 7 de Lacan: A ética da psicanálise. Mas que também pode ser encontrada na na obra de Freud, no livro: O mal-estar da civilização.

Psic(análise). O encontro com o Outro — e consigo mesmo.Os padrões inconscientes atravessam silenciosamente a vida, cond...
21/08/2025

Psic(análise). O encontro com o Outro — e consigo mesmo.

Os padrões inconscientes atravessam silenciosamente a vida, conduzindo gestos e escolhas antes mesmo que nos demos conta.

A análise é o espaço de possibilitar o desvelamento desses movimentos ocultos, para que o sujeito possa se reconhecer em sua própria história e aprofundar-se no enigma de si.

Ao deitar-se no divã e falar livremente, o sujeito é convidado a escutar-se na própria palavra, tornando-se possível acessar camadas mais profundas da experiência, onde a palavra revela aquilo que, em silêncio, muitas vezes, sempre esteve ali.

Ali, a angústia ganha nome, o sintoma se desloca, e novas significações podem surgir.

Não se trata de apagar o enigma, mas de conhecer mais sobre, e habitá-lo de outra maneira — abrindo a possibilidade de desejar de forma mais própria.

Em outras palavras, abrindo novos caminhos.

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