Psicopedagoga e Neuropsicopedagoga Jailma Rodrigues

Psicopedagoga e Neuropsicopedagoga Jailma Rodrigues Clínica psicopedagogica Despertar

atendimento clínico psicopedagógico, levantamento de hipóteses, orientação a pais e escolas, palestras, intervenção psicopedagógica em casos de TEA, TDAH, DISLEXIA, DISCALCULIA E DOWN

29/12/2025

O que realmente constrói o sucesso profissional começa na infância, e não tem nada a ver com notas.

Em 1938, pesquisadores da Universidade de Harvard iniciaram um dos estudos mais longos e profundos da história da ciência humana: acompanharam a vida de 724 pessoas, desde a adolescência até a velhice, para descobrir o que realmente torna alguém bem-sucedido e feliz ao longo da vida.

Esse projeto, hoje conhecido como Harvard Study of Adult Development, analisou durante mais de 85 anos dados sobre saúde mental, relações afetivas, carreira, renda, traumas, escolhas de vida e até exames cerebrais.

Após décadas de análise, os pesquisadores chegaram a uma conclusão surpreendente:

O sucesso profissional na vida adulta NÃO dependia do QI, da riqueza dos pais nem das notas escolares.

Um dos preditores mais fortes de sucesso era algo muito mais simples, e frequentemente ignorado:
fazer tarefas domésticas na infância.

Lavar a louça, levar o lixo ou varrer o chão não são apenas tarefas de limpeza. Segundo os pesquisadores, essas atividades funcionam como um verdadeiro treinamento cerebral e emocional.

O estudo mostrou que crianças que participavam das tarefas da casa desenvolviam aquilo que os cientistas chamaram de “ética da contribuição”a compreensão de que fazem parte de um sistema maior e que seu esforço é necessário para o funcionamento do grupo.

Quando uma criança precisa interromper a brincadeira para ajudar em casa, ela aprende algo que nenhuma escola consegue ensinar totalmente:
o mundo não gira em torno dela.

Ao longo do acompanhamento, os pesquisadores observaram que crianças que realizavam tarefas domésticas tendiam a se tornar adultos que:
Tomam iniciativa sem precisar que alguém mande
Demonstram mais empatia pelo trabalho dos outros
Lidam melhor com frustração e atraso de recompensas
São mais responsáveis no ambiente profissional

Em contraste, o estudo alerta para os efeitos da chamada “paternidade helicóptero”, em que adultos tentam eliminar qualquer esforço, tédio ou obrigação da vida das crianças.
Segundo os pesquisadores, ao protegê-las de tarefas simples, muitos pais acabam retirando delas a base da autonomia e da competência profissional futura.

A mensagem final é clara, e poderosa:

Se você quer preparar seu filho para o sucesso na vida adulta,
não compre mais brinquedos educativos.
Dê a ele uma vassoura.

📚 Fontes:
Harvard Study of Adult Development (Grant Study)

Vaillant, G. E. “Natural history of male psychological health”
DOI: 10.1001/archpsyc.1962.01720070065007

Julie Lythcott-Haims — How to Raise an Adult

28/12/2025

Pesado demais, mas cheio de lições que vou levar pra vida.

27/12/2025
10/12/2025

Leo Fraiman em uma participação no programa Todo Seu, chama a atenção para a necessidade dos pais fazerem os filhos felizes. Confira abaixo a transcrição da fala de Fraiman.

“Os pais atuais têm uma loucura, uma postura neuro-óptica e uma forma doentia de ver as coisas por acreditarem que precisam fazer o seu filho feliz a qualquer custo. Por exemplo, a professora da escola dá uma nota baixa a determinado aluno, e na sexta-feira daquela semana haverá um feriado, então, na quarta-feira, o pai liga para a escola solicitando que a referida professora “facilite” a vida de seu filho que tirara nota baixa. Outro exemplo é o aluno que tem que enfrentar uma fila no recreio para comprar o seu lanche, então o seu pai reclama dessa espera que o filho precisa enfrentar, advertindo que este está comendo mal. Tudo isso gera na criança a posição de não se frustrar.

Eu já ouvi, em meu consultório, de mãe pós-graduada e de pais de famílias de níveis socioculturais altos, o seguinte: “Eu gosto tanto de fazer o meu filho feliz!” O que é fazer o filho feliz? Ao não saberem a resposta, os pais erram enormemente porque criam um pequeno tirano, o qual eu chamo de “totem narcísico”, por exemplo, nas redes sociais dos pais estes não estão mais presentes e, sim, apenas os seus filhos.

Existem dois erros. O primeiro é o pai achar que fará o filho feliz, o que é impossível. O segundo erro é quando os pais não sabem o que é felicidade, então humilham a criança na medida em que não a deixam crescer, colocando-a em um papel de babaca e de fraca, porque o oposto da autonomia é a apatia. O pai que não estimula o filho a ter autonomia acaba o aleijando.

A neurociência, área que estuda o cérebro, mostra que o córtex orbitofrontal é a área que pensa em consequências, que cria relações de causa e efeito e que planeja ações; é o freio moral que diz: “Eu quero, mas não vou” ou “Eu não quero, mas vou”. É a sede da força de vontade e é desenvolvida pelo treino. Então, se uma criança não é treinada a esperar, a criar, a negociar, a ceder e a se frustrar ela se torna uma aleijada, como se andasse com uma perna amarrada. A criança f**a chata, birrenta, gastona, neurótica, depressiva e provavelmente drogada, porque vai precisar de outra coisa para acalmá-la já que não desenvolvera a auto-nomia, ou seja, ela não manda de dentro para fora no mundo – ela precisa do outro.

Hoje, o tempo todo, a criança é superestimulada, pois está sempre com um tablet em mãos, no carro da família tem uma tela etc., então ela não se frustra nunca. Por quê? Porque os pais atuais, muitas vezes narcisicamente, afirmam que não querem ser maus pais ou que o filho fique de birra consigo. Isso é uma sa*****em e está errado, pois induz o filho a uma doença; é um crime, do ponto de vista psicológico, a indução de uma criança a ser uma aleijada emocional. Tais crianças f**am infernizadas, infernando aos outros; enlouquecem os professores e os pais dizem que não têm tempo para cuidar daquela criança, mas querem que a professora de matemática cuide de quarenta. Isso é uma sa*****em com a escola. Tudo o que dá errado na sociedade vira currículo, como se a escola fosse a única responsável pela educação dos indivíduos. Porém, quem deve educar são os pais, enquanto que a escola deve reforçar essa educação.”

Transcrição feita e adaptada pelo Provocações Filosóf**as do trecho do programa Todo Seu com Leo Fraiman.

10/12/2025

Pesquisas mostram que crianças que fazem tarefas domésticas regularmente tendem a desenvolver habilidades de vida que contribuem para maior sucesso e felicidade na idade adulta. De acordo com o Harvard Grant Study, um dos estudos longitudinais mais abrangentes já conduzidos, crianças que realizam tarefas crescem e se tornam adultos mais competentes, responsáveis e emocionalmente equilibrados.

O estudo acompanhou participantes por mais de 85 anos e descobriu que responsabilidades iniciais, como ajudar com tarefas domésticas, estão fortemente ligadas a traços como ética de trabalho, perseverança e responsabilidade — todos cruciais para o sucesso pessoal e profissional.

O ponto-chave não é apenas a tarefa em si, mas como ela promove um senso de propósito compartilhado e trabalho em equipe. Quando as crianças entendem que seus esforços contribuem para o bem-estar do lar, elas têm maior probabilidade de desenvolver empatia, disciplina e habilidades de gestão do tempo, todas fundamentais para prosperar na vida adulta.

Um estudo separado, conduzido ao longo de 20 anos pela Universidade de Minnesota, também reforça essa ideia, mostrando que crianças que começaram a fazer tarefas domésticas já aos três anos de idade tinham maior probabilidade de se tornarem adultos com carreiras estáveis, melhores resultados acadêmicos e relacionamentos mais fortes. Esses achados sugerem que tarefas domésticas não servem apenas para manter a casa arrumada — elas ajudam a construir caráter e preparar as crianças para os desafios do mundo real.

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