23/12/2025
A criança não escolhe o papel.
Ela assume o papel que mantém o vínculo, já que a existência do vínculo determina a sua sobrevivência em nível arcaico.
É importante compreender que o problema não é o papel em si. O problema é viver a vida inteira sem saber que está atuando e infeliz por não estar seguido sua alma.
A criança não questiona. Ela obedece.
Se o discurso materno diz: “Você é frágil.”
A criança aprende: O mundo é perigoso e eu sou pequeno.
Se diz: “Você me dá trabalho.”
Ela aprende: Minha existência pesa.
Se diz: “Sem você eu não aguentaria.”
Ela aprende: Minha função é sustentar o outro.
E isso não é simbólico.
Isso vira postura corporal, tom de voz, escolhas, limites (ou a falta deles).
Muitos adultos dizem: “Eu sou assim.”
Quando, na verdade, deveriam dizer: “Eu aprendi a ser assim para sobreviver emocionalmente.”
Amadurecer emocionalmente é:
*Reconhecer o discurso materno
*Ver o papel que ele gerou
*Honrar a mãe sem continuar obedecendo
*Abrir espaço para um posicionamento adulto, presente e autoral
Que fique claro que não se trata de culpar a mãe.
Trata-se de parar de viver a partir da história dela e tê-la como o pilar central da sua identidade.
Quando o adulto deixa de ser o coitadinho, o salvador ou o invisível, algo interno treme: o vínculo antigo perde força, isso pode ser desestabilizante, mas é exatamente aí que nasce a liberdade emocional: no momento em que você abdica da estrutura do ego infantil e toma posse da Consciência Divina que lhe autoriza a ser quem sua alma decidir ser.
Sem vitimismo, sem limitações.
Já é hora de haver menos sobrevivência e mais presença para você voltar a ser a imagem e semelhança de Deus.
Em 2026, quem você escolhe ser?