27/04/2026
A divergência científ**a sobre o uso de testosterona em mulheres não é brasileira, é mundial.
De um lado, uma corrente mais conservadora, predominantemente liderada por um grupo de pesquisa australiano com décadas de produção em revistas de menopausa.
Essa corrente sustenta que a única indicação com evidência clínica para testosterona em mulheres é o transtorno do desejo sexual hipoativo na pós menopausa, exige ensaios clínicos randomizados duplo cego placebo controlados como padrão de evidência, e tem se manifestado de forma incisiva contra qualquer evidência que não provenha desse rigor metodológico.
Do outro lado, médicas americanas e britânicas, algumas com forte presença pública, vêm articulando uma posição mais ampla. O argumento parte do racional fisiológico, ou seja, da produção endógena, da distribuição de receptores androgênicos e do papel da testosterona em múltiplos tecidos.
É complementado por estudos observacionais, coortes populacionais e dados de farmacovigilância de décadas de uso clínico em doses fisiológicas.
A tese é que limitar a indicação apenas ao libido contraria a fisiologia básica e ignora um corpo de evidência que, embora não seja de ECRs, é cientif**amente relevante.
E no meio dessa polarização acadêmica, quem mais perde são as mulheres. Basta olhar os comentários nos posts dessas médicas internacionais para perceber o posicionamento delas, e como o debate f**a ainda mais polêmico.
Vou compartilhar a tradução de um vídeo recém publicado da Dra. Louise Newson ( ), médica britânica, reagindo a uma reportagem recente do Daily Mail que apresentava o aumento de prescrição de testosterona no Reino Unido como problema de saúde pública.
Assista até o final, e também convido vocês a lerem a legenda do meu post antes de comentar.