Junio Santana Psicanalista

Junio Santana Psicanalista Consultório de psicanálise. Atendimento com adolescentes, adultos e idosos.

Hoje no, II Simpósio Nacional de Psicologia e Pesquisa, a Psicóloga  e eu falamos sobre a questão “A infância que não pa...
02/05/2026

Hoje no, II Simpósio Nacional de Psicologia e Pesquisa, a Psicóloga e eu falamos sobre a questão “A infância que não passa: o desamparo como operador do sofrimento na vida adulta”. Quero agradecer ao | pela oportunidade do campo de transmissão da psicanálise.

Na perspectiva psicanalítica, essa frase ecoa como um chamado ao encontro com o inconsciente. Aquilo que tomamos como co...
17/04/2026

Na perspectiva psicanalítica, essa frase ecoa como um chamado ao encontro com o inconsciente. Aquilo que tomamos como conhecimento não se limita ao saber racional ou acumulado, mas atravessa a experiência subjetiva, marcada por desejos, faltas e conflitos que nem sempre se apresentam de forma clara.

Conhecer-se, portanto, não é um ato simples de introspecção, mas um processo de escuta. Escuta de si, dos próprios sintomas, dos lapsos, dos sonhos. É nesse território interno, muitas vezes estranho e inquietante, que se revela um saber que não foi aprendido, mas vivido.

O sujeito, ao se deparar com esse interior, não encontra respostas prontas, mas pistas. E talvez seja justamente aí que reside o verdadeiro conhecimento: não como certeza, mas como movimento contínuo de elaboração.

Conhecer-se é, antes de tudo, sustentar a questão.

17 de abril de 2026
Junio Santana
Psicanalista e Professor

Há perdas que não se vão, se instalam. Não desaparecem no tempo, mas se estruturam dentro de nós, como partes silenciosa...
31/03/2026

Há perdas que não se vão, se instalam. Não desaparecem no tempo, mas se estruturam dentro de nós, como partes silenciosas que passam a nos compor.

Aquilo que perdemos não é apenas ausência, é também presença transformada: um traço, uma falta, uma marca que insiste. Na psicanálise, o sujeito não é feito apenas do que possui, mas sobretudo do que lhe falta.

É na falta que o desejo nasce, é no vazio que o eu se desenha. Talvez, então, não sejamos inteiros, mas atravessados. E tudo aquilo que se perdeu continua, de algum modo, nos dizendo quem somos.

30 de março de 2026
Junio R. Santana
Psicanalista e Professor

O Percurso Introdutório de Psicanálise propõe um primeiro contato com os conceitos fundamentais da teoria freudiana por ...
25/03/2026

O Percurso Introdutório de Psicanálise propõe um primeiro contato com os conceitos fundamentais da teoria freudiana por meio da leitura orientada de textos clássicos de Freud. Destina-se a todos que desejam iniciar um percurso de estudo no campo da psicanálise. Um espaço de transmissão, reflexão e aproximação com a experiência clínica.

🗓️ Iniciaremos dia 27.03 e terminamos em 27.11.
📚 Encontros às sextas pela manhã.

23/03/2026

Percurso Introdutório de Psicanálise. As inscrições já estão abertas.

📚 Início: 27/03
🕘 Sextas-feiras | 09h às 11h
📍 Instituto Catarses

Entre em contato pelo WhatsApp 62.99432-7637 para mais informações.

Fazer análise é perigosoGuimarães Rosa em sua obra Grande Sertão: veredas, diz que “viver é perigoso”. O percurso de uma...
14/03/2026

Fazer análise é perigoso

Guimarães Rosa em sua obra Grande Sertão: veredas, diz que “viver é perigoso”. O percurso de uma análise é possível pela via de um percurso de vida. Um processo de análise só caminha se a vida também caminhar.

Na travessia de uma análise somos convocados a tomar decisões frente a questões tão incômodas e dolorosas que levantamos a nós mesmos. Tais decisões, muitas vezes (para não dizer a grande maioria), nos tira de uma posição de assujeitado pelo desejo do Outro para nos colocar numa posição de sujeito frente ao nosso desejo, e principalmente, frente ao nosso desejo de saber a respeito do incômodo e da nossa dor. É nesse sentido que uma análise é perigosa. Ela é perigosa para o “autômato” de uma vida que patina e insiste em continuar na repetição de sempre fazer o mesmo e esperar por resultados diferentes. Ela é perigosa para a soberba que muitas vezes é sentido em se considerar “ser bom” naquilo que se se faz. Ela é perigosa pois arranca o assujeitado de um lugar de objeto e coloca-o no lugar do des-ser, des-cer de um pedestal ao qual se colocou pelas nomeações do Outro, um pedestal que é um engodo e, que não dá nenhuma sustentação que possibilite de fato uma proteção.

Assim, fazer analise também é um convite para viver com o perigo que habita dentro de cada um de nós, um perigo desconhecido mas que também pode dar um lugar possível, pela via da construção, que não seja o lugar do “automaton”.

Texto escrito em 13 de novembro de 2024
Junio R. Santana
Psicanalista e Professor

A frase acima de Vincent van Gogh carrega uma espécie de verdade silenciosa sobre a experiência humana.O moinho é aquilo...
13/03/2026

A frase acima de Vincent van Gogh carrega uma espécie de verdade silenciosa sobre a experiência humana.

O moinho é aquilo que fomos: as formas que construímos para dar sentido à vida: as relações, identidades, crenças, histórias que contamos sobre nós mesmos. Com o tempo, muitos desses moinhos desaparecem. Quebram-se nas mudanças, nas perdas, no passar inevitável das estações da vida.

Mas o vento continua.

Na linguagem psicanalítica, o vento poderia ser o desejo, essa força invisível que insiste em atravessar o sujeito mesmo depois das ruínas. As estruturas mudam, os cenários se desfazem, os papéis que ocupávamos deixam de existir. Ainda assim, algo em nós segue movendo-se, procurando novas formas de girar.

Talvez a vida seja justamente isso: aprender que não somos o moinho. Somos, antes, atravessados pelo vento. E ele continua soprando, mesmo quando tudo o que antes o transformava em movimento já não está mais ali.

13 de março de 2026
Junio R. Santana
Psicanalista e Professor

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05/03/2026

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Ser psicanalista e professor é ocupar dois lugares de escuta: na clínica, onde a palavra revela o sujeito, e na sala de ...
01/03/2026

Ser psicanalista e professor é ocupar dois lugares de escuta: na clínica, onde a palavra revela o sujeito, e na sala de aula onde o saber se constrói no encontro. No texto de 1937, Análise Terminável e Interminável, Freud destaca:

“Quase parece como se a análise fosse a terceira daquelas profissões ‘impossíveis’ quanto às quais de antemão se pode estar seguro de chegar a resultados insatisfatórios. As outras duas, conhecidas há muito mais tempo, são a educação e o governo. Evidentemente, não podemos exigir que o analista em perspectiva seja um ser perfeito antes que assuma a análise, ou em outras palavras, que somente pessoas de alta e rara perfeição ingressem na profissão. Mas onde e como pode o pobre infeliz adquirir as qualificações ideais de que necessitará em sua profissão? A resposta é: na análise pessoal, com a qual começa sua preparação para a futura atividade” (FREUD, 1937, p. 262).

Ser Psicanalista não é ter uma profissão, e sim ocupar o lugar de um Ofício e viver um Estilo de Vida. Ensinar é também escutar, e escutar é antes de tudo, um ato ético e poético.

Junio R. Santana
Psicanalista e Professor
1º de março de 2026

🗓️ 23 de fevereiro (segunda-feira), às 20h📍 Modalidade híbrida: presencial e online🔗 Inscreva-se no link da BioNa 8ª edi...
16/02/2026

🗓️ 23 de fevereiro (segunda-feira), às 20h
📍 Modalidade híbrida: presencial e online
🔗 Inscreva-se no link da Bio

Na 8ª edição do Inconsciente no Cinema, o Instituto Catarses convida você para uma conversa psicanalítica sobre o filme O Clube da Luta.

Dirigido por David Fincher, O Clube da Luta apresenta a história de um homem atravessado pelo vazio contemporâneo, pela repetição alienante do consumo e pela dificuldade de sustentar um desejo próprio. Ao encontrar Tyler Durden, figura que encarna impulsos reprimidos, agressividade e transgressão às normas sociais, o protagonista é confrontado com aquilo que insiste em retornar do inconsciente.

Assista o filme e venha contribuir com as discussões.

Endereço

Rua 10, Nº 250, Edifício Trade Center, Sala 1508, Setor Oeste
Goiânia, GO
74120-020

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