14/01/2026
Estudos mostram que o uso do celular pelos pais interrompe até 70% das interações com os filhos.
E quando essa conexão se rompe, quem sente primeiro é a criança.
A presença que deveria acolher, orientar e ensinar acaba dividida com notificações, demandas e distrações constantes.
E, para a criança, a mensagem é clara: “algo é mais importante do que eu agora”.
Quando isso acontece repetidamente, a autoestima infantil diminui, a confiança enfraquece e o vínculo — que é a base do desenvolvimento emocional, social e comunicativo — começa a se deteriorar.
Criança aprende pelo que vive.
Se ela mostra um desenho, faz uma pergunta, chama para brincar ou apenas busca atenção e o adulto responde com um “espera só um minutinho” olhando para o celular, ela não entende o contexto.
Ela entende o gesto.
E o gesto ensina mais do que qualquer discurso.
Não se trata de culpa, mas de consciência.
O celular não é o vilão, mas a interrupção constante sim.
A conexão profunda, o olhar atento e a presença real acontecem quando o adulto consegue estar ali de verdade — sem “metade da atenção”, sem urgências que podem esperar.
As crianças não precisam de tempo o dia inteiro.
Elas precisam de momentos inteiros.
Desconectar um pouco é, muitas vezes, o que mais conecta.
📍 Espaço Talita Avelino — Fonoaudiologia e Psicopedagogia Infantil | Goiânia GO
🎯 Desenvolvimento infantil, vínculo, comunicação e saúde emocional