30/04/2026
O silêncio nunca foi ausência… ele é acúmulo.
Tem coisas que a gente engole porque acha que vai passar, porque não quer incomodar, porque não sabe nem por onde começar. A dor vai ficando sem nome, sem forma, sem voz… mas nunca sem efeito. E o corpo sente tudo.
Ele transforma o que você cala em peso no peito, em cansaço que o descanso não resolve, em ansiedade que chega sem aviso. Porque aquilo que não é dito não desaparece, só muda de lugar.
Você tenta seguir, fingir normalidade, sustentar uma versão sua que aguenta tudo… mas, por dentro, algo começa a pedir socorro. E não é fraqueza. É o seu corpo sendo honesto quando você não conseguiu ser.
A verdade é dura: o que você não expressa, você carrega.
E o que você carrega por tempo demais… uma hora te quebra. Falar dói. Mas calar, aos poucos, destrói.