06/05/2026
Hoje Freud faria 170 anos, sendo assim comemoramos o dia do Psicanalista! 🥹
Me pego pensando no quanto essa escolha, que um dia foi apenas um caminho possível, se tornou parte essencial de quem eu sou.
Ser psicanalista é, antes de tudo, sustentar um encontro. Um encontro com o outro, mas também, inevitavelmente, com a minha própria humanidade. É escutar para além das palavras, acolher silêncios, reconhecer dores que muitas vezes nem chegaram a ganhar forma ainda, é me comprometer a escuta para além do horário das sessões.
Freud falava, de um tipo muito particular de amor: não um amor que invade, que dirige ou que responde, mas um amor que sustenta, que escuta e que permite ao outro existir em sua própria verdade. Um amor que se manifesta na ética do cuidado, na presença constante e na disposição genuína de estar ali sem julgamentos.
É curioso perceber como, ao longo da minha caminhada, esse trabalho também foi me transformando. Cada história escutada, cada elaboração acompanhada, cada pequeno movimento de alguém em direção a si mesmo… tudo isso também me atravessa. Também me ensina. Também me muda.
Não poderia deixar de citar minha imensa gratidão ao meu querido analista, ao qual me espelho e guardo nele meu refúgio.
A psicanálise não é só o que eu faço todos os dias z É também o que me constitui, o que me desafia, o que me humaniza diariamente. Hoje celebro essa profissão, esse chamado que me ensinou que escutar é um ato de coragem, e que, muitas vezes, é também um ato profundo de amor!
Obrigada aos meus queridos pacientes que me permitem ocupar esse lugar tão singular na vida deles e também por me salvarem um pouquinho todos os dias! ❤️