08/01/2026
Sintoma não é o problema. É o aviso.
Na infância, o sintoma não surge como erro ou desobediência. Ele aparece quando algo não encontra espaço para ser dito, elaborado ou sustentado emocionalmente. A criança ainda não tem recursos para explicar o que sente; quando a palavra não dá conta, o corpo e o comportamento assumem essa função.
Agitação, birras intensas, regressões, dificuldades de sono, irritação constante ou silêncio excessivo não são falhas da criança. São sinais de que algo está difícil demais para ela carregar sozinha. O sintoma é uma tentativa de adaptação ao ambiente e ao vínculo.
Quando o adulto tenta apenas eliminar o comportamento, sem escutar o que ele comunica, o sofrimento não desaparece — ele se desloca, se repete ou se intensif**a. Escutar o sintoma não signif**a concordar com tudo, mas reconhecer que ele tem sentido dentro da história daquela criança.
Na psicanálise infantil, o sintoma é tratado como mensagem. Quando essa mensagem encontra escuta, o sintoma deixa de ser necessário.
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