26/11/2025
A anestesia evoluiu para além do conceito de “dose por peso”. Hoje, crianças, idosos e outros grupos especiais exigem estratégias personalizadas que combinem ciência atualizada, monitorização avançada e tomada de decisão precisa. A anestesia pediátrica, por exemplo, acompanha estudos que mostram diferenças significativas na resposta hemodinâmica, na maturação pulmonar e na farmacocinética dos anestésicos, o que torna indispensável um planejamento minucioso para cada faixa etária.
No outro extremo, a anestesia gerontológica incorpora evidências que demonstram maior sensibilidade a dr**as, risco aumentado de delírio pós-operatório e variações importantes na reserva fisiológica. Com protocolos ajustados, monitorização contínua e técnicas menos invasivas, os resultados se tornam mais seguros e previsíveis.
Além desses grupos, pacientes com comorbidades, gestantes, portadores de doenças neuromusculares e outros perfis específicos também se beneficiam de abordagens que consideram suas particularidades. A prática moderna mostra que personalizar não é apenas um diferencial, é uma exigência para elevar o padrão de cuidado.
Avançar em protocolos, investir em educação continuada e dominar técnicas específicas é o que garante cirurgias mais seguras, recuperação mais rápida e uma anestesiologia verdadeiramente centrada no paciente.