10/02/2026
Na prática clínica, desenvolver soft skills não é um extra, na minha opinião, é parte do tratamento.
Escuta ativa e empática não servem apenas para “ouvir melhor”, mas para entender melhor.
Quando o paciente diz “não gosto de verdura”, isso não é uma objeção. É uma informação valiosa! 🧡
Por trás dessa fala existem hábitos, memórias, cultura, rotina, habilidades culinárias e até experiências negativas com a comida. Ignorar isso é insistir em um protocolo bonito no papel, mas pouco aplicável na vida real.
A medicina culinária entra justamente aí:
como ferramenta para traduzir a prescrição em algo possível, saboroso e sustentável. Ajustar preparos, formas de consumo, temperos, combinações e até horários faz com que o paciente se sinta parte do processo, e não apenas um executor de ordens.
Quando o plano respeita a realidade de quem está à sua frente, a adesão melhora. E quando a adesão melhora, os resultados aparecem.
Acredito que nosso papel enquanto médicos, construir junto, com técnica, escuta e estratégia. Por aqui, a medicina culinária tem sido uma ferramenta valiosa nesse sentido 😉