Psicólogo Douglas Viana

Psicólogo Douglas Viana Página destinada a assuntos referentes a Psicologia, Psicanálise, Psicoterapia, Psicopatologia, Artes, Cultura e Sociedade.

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04/05/2021












Um dos critérios de saúde para a psicanálise é definido a partir da capacidade do sujeito de amar e trabalhar. O trabalh...
01/05/2021

Um dos critérios de saúde para a psicanálise é definido a partir da capacidade do sujeito de amar e trabalhar. O trabalhar é motivo de algumas discussões, acusando por exemplo a psicanálise muitas vezes de um certo adaptacionismo. A resposta da psicanálise é que o trabalhar não estaria referido ao trabalho/emprego, mas a capacidade do sujeito de realizar, de seu desembotar de si e de seu sofrimento e se realizar no mundo. O que por sua vez não exclui o trabalhar/emprego, afinal conseguir “comprar o leite da criança” é p**a índice de saúde, e ajuda a sentir livre para se realizar em outras coisas.
Devido a pandemia temos hoje um número crescente de desempregados, de pessoas que tiveram sua renda reduzida, pessoas que se embotam, que tem sua capacidade de realiza reduzida, pois sua única preocupação é medo de não ter comida. O trabalho/emprego reduz sua capacidade de trabalhar/realizar para a vida, e também de amar? Freud nos diz como um sujeito com uma dor dente, vira a própria dor dente, sua capacidade de investir em outras objetivos é empobrecida, todas as energias são direcionadas para suportar e resolver a dor do dente.
Sem emprego a barriga dói, voltamos (Brasil) para o mapa da fome. Talvez a preocupação de grande parte da população brasileira seja garantir a comida na mesa. Isso com certeza é responsável por diminuir a capacidade de amar e realizar. O surto de adoecimento psicológico que vivemos hoje nos revela, mais que nunca, que saúde mental, não é uma questão individual, não é uma questão de um organismo inadaptado (ainda que questões singulares desempenhem importante papel). Saúde mental se produz na relação do sujeito com o mundo, com suas relações sociais (capacidade de se relacionar com aqueles que o cerca, capacidade de amar) e meios materiais de sua existência (capacidade de trabalhar para garantir seu sustento, e algo a mais, se realizar na cultura).
(continua nos comentários)

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26/04/2021

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13/04/2021

Don’t forget to daily until May 7 for induction into the Rock & Roll Hall of Fame 🎷 vote.rockhall.com

13/04/2021

III CONFERENCIAS INTERNACIONALES JAQUES LACAN

"LA ELECCIÓN DEL S**O EN EL SUJETO CONTEMPORÁNEO"
Viernes 30 de abril, sábado 8 y viernes 14 de mayo de 2021

Online vía plataforma Zoom

[Inscrições em breve, acompanhar: fcpol.org)

ANIVERSÁRIO DE 120 ANOS DE JACQUES LACANMas em relação a essa grande obra de Freud, que atravessa o século como um golpe...
13/04/2021

ANIVERSÁRIO DE 120 ANOS DE JACQUES LACAN
Mas em relação a essa grande obra de Freud, que atravessa o século como um golpe de fogo, nossa obra f**a para trás. Eu digo isso com toda a minha convicção. E não iremos adiante até que tenhamos pessoas bem treinadas o suficiente para fazer tudo o que uma tarefa científ**a ou técnica requer: após um golpe de gênio, um exército de trabalhadores para colher seus resultados.

Traduzido por Matheus Cornely Entrevista conduzida por Madeleine Chapsal e publicada no jornal L’express de 31 de maio de 1957, n ° 310. A entrevista posteriormente compôs o livro “Envoyez la petite musique”, de Madeleine Chapsal, publicado pela editora Grasset em 1984. A tradução foi feit...

Dos mesmos criadores de “O Silêncio dos homens”, o filme “O que os homens falam” que é composto por várias pequenas hist...
02/04/2021

Dos mesmos criadores de “O Silêncio dos homens”, o filme “O que os homens falam” que é composto por várias pequenas histórias que tratam da questão da crise da masculinidade.

Histórias que retratam homens apaixonados e trocados pelos novinhos, fracassados financeiramente, com crise erétil. E sobre o que os homens falam? Falam sobre ser homem. Mas para poder falar primeiro eles precisam falhar, e estão falhando abundantemente.

Essa posição era até então comum às mulheres, sem um ponto de ancoragem que as permitissem dizer o que é “ser” mulher se encontravam frente a uma vazio, e por isso se questionavam o que é “ser”: ser mãe não é ser mulher, ter um marido não é ser mulher, ter sucesso profissional não é ser mulher, ser feminista também não é ser mulher. Frente à angustia de uma verdade definitiva sobre isso, elas falavam e falam. Hoje elas encontraram um ponto de ancoragem? Estão um pouco mais íntimas desse vazio? Se aproximam mais de uma posição obsessiva? São perguntas e possíveis hipóteses.

Mas uma coisa é certa: os homens estão “histéricos” – e a p***a desse clitóris que ninguém acha? Elas se divertem – e não tem nada mais histérico do que falhar em ser, não tem nada mais histérico do que se angustiar e sofrer com essa falha, é sobre isso que os homens falam nesse filme, sobre o fracasso em Ser Homem.

O apaixonado que fugiu com a novinha é trocado pelo novinho e quer voltar com a mulher, que também já tem um novinho. O que tem uma disfunção erétil e agora faz pilates e aulas de dança buscando se reencontrar. O casado que tenta paquerar a colega de trabalho, que após um regime passa a chamar sua atenção, mas que antes fazia piada com ela, e depois é humilhado por ela.

Uma coisa é acertada, o Ser Homem, que já teve atributos culturais tão bem definidos em que se sustentar, está f**ando cada vez mais vazio. O que, apesar de toda angústia que acompanha, é bem bom, pois pau duro toda vida gangrena. A Rupi Kaur, tem um livro que chama “Outros jeitos de usar a boca”, acho que podemos chamar esse momento de “outros jeitos de usar a rola” e a também boca, é claro.

ps: um filme não é continuidade do outro, super indico os dois

Em análise, a palavra tem a função de fazer o imaginário deslizar. O sujeito chega com uma certeza sobre si ou sobre o m...
17/03/2021

Em análise, a palavra tem a função de fazer o imaginário deslizar. O sujeito chega com uma certeza sobre si ou sobre o mundo, tanto faz. Essa certeza se expressa como uma sentença: “tenho depressão”, “tenho ansiedade”.... O analista, então, convoca a falar, a colocar mais palavras. E nesse deslizar, a sentença vai perdendo um tanto de sua consistência. Já o silêncio, consequentemente, acompanha uma frustração própria, a da impossibilidade do sujeito dar consistência à coisa. A coisa se esvazia um pouco, e é aí que o sujeito se apresenta.

Existe uma ideal de felicidade que atualmente tem se imposto como um imperativo categórico: “seja feliz”. Esse imperativ...
12/03/2021

Existe uma ideal de felicidade que atualmente tem se imposto como um imperativo categórico: “seja feliz”. Esse imperativo categórico se estampa, literalmente, nas nossas caras, a partir das redes sociais, dizendo: seja feliz, seja feliz. Às vezes com slogans mais subliminares como: “em tempos de crise, crie”. A atual pandemia fez isso ressaltar aos olhos, afinal, “qual seu crescimento nesse momento? Como você se reinventou e mais uma vez foi feliz?”. Seja, de forma mais direta ou indireta, o sofrimento, ou mesmo momentos de simples “estar”, nem bem nem mal, “estar”, são banalizados.

No entanto sofrer e falhar não são exatamente uma opção, não sendo acolhido pela cultura, não ganha vazão, desabada sobre o sujeito quando, levando toda sua potência para o corpo, vaza por outros poros.

Existe uma ligação entre o imperativo da felicidade – tóxico, compulsivo - e o alto índice de medicação, de ansiedade e de suicídio. Esse imperativo é responsável por gerar uma sobrecarga no sujeito, que pode então ter vários destinos patológicos, seja a ansiedade, a tentativa desesperada de corresponder, a depressão, a pressão sobre o corpo com tantos ideais, a medicação, tentativa de equilibrar, o suicídio, sucumbir frente ao peso.

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