20/04/2026
Hoje encerro um ciclo que atravessou o ano inteiro: intenso, exigente, silenciosamente transformador.
A coordenação da prova de título de Fisiatria 2026 não foi um compromisso profundo com a especialidade, com cada candidato, com cada examinador e, sobretudo, com aquilo que acredito ser inegociável: transparência, honestidade e respeito ao processo.
Foram meses tentando me manter intacto. Sereno. Firme. Mesmo diante das pressões naturais de uma construção dessa magnitude, busquei conduzir tudo com equilíbrio e, acima de tudo, com carinho. Carinho pela Fisiatria, pela sua história e pelo seu futuro.
Depois de alguns anos de amadurecimento coletivo, conseguimos não apenas compreender melhor o processo, mas também elaborar e estruturar uma prova verdadeiramente híbrida. Um modelo que integra teoria e prática, mas que, sobretudo, valoriza o raciocínio clínico real, materializado em uma prática construída sob o formato OSCE, com tempo, critério e propósito.
Ao longo desse percurso, aprendi muito. E continuo aprendendo. Aprendi na revisão minuciosa dos conteúdos, no cuidado com cada detalhe da avaliação, e também no mergulho em conceitos mais amplos sobre educação, metodologia e formação médica. Esse processo me transformou como profissional e como alguém que acredita no poder estruturante de uma avaliação bem feita.
Hoje, o que sinto é alívio. Um alívio sereno, daqueles que vêm quando sabemos que entregamos o nosso melhor, de forma íntegra, ética e verdadeira.
E, junto com ele, uma felicidade genuína pela construção realizada e pela equipe envolvida. E, principalmente, pela contribuição, ainda que pequena, para uma especialidade que tanto me ensinou e continua me ensinando todos os dias.
Seguimos